Mostrar mensagens com a etiqueta parentalidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta parentalidade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, agosto 01, 2012

coaching familiar

(...) «Baseado na arte de perguntar mais do que de responder, o Coaching facilita o auto-conhecimento, a compreensão de quem somos e o que queremos ser, bem como propõe os meios para os alcançar. 
 
Pretende-se que o Coachee saia do seu mundo, se encontre consigo mesmo, saiba melhor quem é e quem pode chegar a ser, onde está, porque está aí e que rumo deseja dar à sua vida.

O Coaching Familiar dirige-se a todos que de uma forma sustentada pretendam desenvolver as suas competências pessoais, familiares e profissionais com uma visão de médio e longo prazo promovendo assim o seu efetivo crescimento.» (...)

Aqui: BeFamily (Better Families, Better People)

sexta-feira, abril 27, 2012

Manipulação eticamente assistida

No "Parecer sobre Procriação Medicamente Assistida e Gestação de Substituição" do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNEV), as chamadas «barrigas de aluguer», o texto tem uma nota final que diz que existe um "Parecer Alternativo" que colheu uma minoria dos votos. 
O Conselheiro Michel Renaud, designado como relator do Projeto, é também autor dum relatório minoritário, que está no mesmo site (embora apenas assinalado como "declaração conjunta"), e é assinado por alguns dos mais reputados membros do conselho: Michel Renaud, Ana Sofia Carvalho, Agostinho Almeida Santos, Francisco Carvalho Guerra, José Germano de Sousa, Maria do Céu Patrão Neves.
Dizem estes peritos que o texto aprovado, apenas reflete que «foi o interesse sempre prioritário e frequentemente exclusivo do casal beneficiário e não o interesse do nascituro que esteve na base da discussão do CNECV». 
Para um Conselho que pretende ser ético, isto não só é grave, mas é mais do mesmo: a ideologia a esmagar os interesses das pessoas e da sociedade.
Como se pretende construir uma sociedade pacífica com base na violação sistemática dos direitos dos mais frágeis?

domingo, agosto 07, 2011

educar para a eco-austeridade


(...) « ideias para transformar as suas idas ao supermercado em lições de vida para os seus filhos.

Distinga entre aquilo que apetece e aquilo de que precisamos. Quando um miúdo vê um brinquedo que realmente quer, ele muitas vezes acredita que precisa dele. Tente ensinar-lhe a diferença. Uma forma de não mimar demais os seus filhos é ensinar-lhes que aquilo de que necessitamos é importante e aquilo que nos apetece é supérfluo. Assegure-os que fará o seu melhor para lhes oferecer aquilo de que eles necessitam. Deixe para os amigos e familiares, nas alturas de aniversário e Natal, para lhes darem o que eles querem.

Evite comprar brinquedos e/ou roupas caras e de marca. Isto ajuda a desenvolver a ideia de distinguir o "apetece" do "preciso".

(...) A sua filha gostava imenso de dormir num pijama com as princesas da Disney nele desenhadas, mas convenhamos que dormirá tão bem num pijama Zara que custa metade do preço. (...) Explique isto aos seus filhos. Não se trata apenas de gastar mais uns euros nisto ou naquilo. Trata-se sim de adoptar um pensamento racional em relação a desejos imediatos. (...)

Adie a gratificação. Os nossos filhos estão a crescer numa geração que vive do imediato e que se está a tornar impaciente - eles têm acesso a fotografias instantâneas, mensagens instantâneas e filmes instantâneos. Ensine-os a esperar pelas coisas que eles querem mas de que não precisam. As probabilidades dizem que, se o fizer esperar, por um período determinado, por certa coisa (3 ou mais meses) o seu desejo por essa coisa vai diminuir, ao ponto de se esquecerem dela. Se, depois de um longo período de espera, eles finalmente têm o que querem, os seus filhos vão usufruir e apreciar mais essa mesma coisa.

Faça compras com uma lista, e tudo o que não estiver na lista não compre. Isto ajuda a controlar as chamadas compras por impulso e torna claro para os seus filhos aquilo que lhes vai ou não comprar. Mantenha-se longe das secções de doces e de brinquedos, a não ser que estes façam parte da sua lista de compras. Isto poupar-lhe-á algum tempo e dará menos ideias aos seus filhos de coisas que eles queiram.

(...)
Ensine aos seus filhos o valor do euro. Quando o seu filho tiver idade suficiente para usar o dinheiro, dê-lhe uma pequena mesada. Como diz o ditado, "para ensinar o seu filho o valor de um euro, dê-lhe um cêntimo". Dê-lhe uma determinada quantia de dinheiro mensalmente ou de dois em dois meses, para que ele tenha que esperar um tempo para que possa gastar o dinheiro. Nunca lhe dê um adiantamento. (...)

Recorde-o que o pouco é muito. É muito melhor dar aos seus filhos brinquedos educativos e de grande qualidade do que encher o quarto deles de brinquedos baratos que se partem facilmente e que em relação aos quais eles perdem rapidamente o interesse. Quanto menos brinquedos o seu filho tiver, mais os vai apreciar. (...)

Resista à pressão. Um dos argumentos mais persuasivos que uma criança pode usar para o convencer a comprar qualquer coisa ridiculamente cara é dizer "toda a gente na escola tem. Eu vou ser o único a não ter". Aqui terá uma oportunidade excelente para construir a atitude do seu filho perante as pressões dos pares. Mas primeiro deve preparar-se a si próprio para resistir à pressão dos outros pais, família e amigos. Esteja preparado para enfrentar a crítica de outros pais, família e amigos.

Partilhe com os seus filhos as razões para não comprar um determinado brinquedo muito popular e diga aos seus filhos que os está a educar de acordo com os seus padrões e de acordo com aquilo em que acredita, não com os padrões dos outros.

Mantendo-se firme, estará a ajudar o seu filho a viver de acordo com os seus princípios, sem ceder a pressões. Na adolescência, quando os colegas o pressionarem para beber ou tomar drogas, terá mais esperança que eles estejam acostumados a não fazer tudo o que os outros fazem e manterem-se firmes nas suas convicções. E isto ensinar-lhes-á também que o valor de uma pessoa advém não daquilo que ela tem mas sim daquilo que ela é.

Desenvolver uma atitude agradecida. Comparando com todas as crianças do mundo, os nossos filhos são extremamente privilegiados. Os nossos filhos usufruem de mais brinquedos, comida, conforto e mordomias, até mais do que os filhos de reis e rainhas de outros tempos. Além disso, enquanto o nosso filho se debate sobre que sabor de gelado escolher, outras crianças, do outro lado do mundo, estão a morrer à fome.

(...)
Modere e restrinja os seus próprios gastos. Faça um orçamento e mantenha-se fiel ao mesmo. Evite compras desnecessárias. Arranje forma de viver de maneira mais simples. O seu exemplo fala mais do que qualquer palavra.

Dizer que não a todas as coisas que o seu filho não precisa, numa base regular, não é fácil ou divertido. Na verdade, dá grande prazer a todos os pais ver a cara de alegria dos filhos quando eles têm um brinquedo novo ou qualquer outra coisa que eles desejem muito. Mas estes "nãos" são, na verdade, grandes "sins".

Eles são sins para as vozes da consciência e da razão. Sim contra a pressão dos pares. Sim em crescer em paciência e domínio sobre aquilo que se deseja. Sim à responsabilidade financeira e à liberdade. E sim a uma felicidade que dura muito mais do que bens materiais e fugazes.» (Mary Cooney, em aceprensa.pt)

quinta-feira, julho 21, 2011

Sociedade sem sexos

Em Estocolmo (na Suécia) o jardim infantil Egalia proibiu que os menores a seu cargo sejam tratados como rapazes ou meninas, para que cada um "escolha" desde a infância a sua "orientação sexual".

Este centro apresenta-se como sendo o projeto mais radical a favor da ideologia de género e contratou um “pedagogo de diversidade sexual” para ajudar os professores e funcionários a eliminarem as referências masculinas e femininas, quer da linguagem, quer na conduta.

Conforme opina o Forum Libertas.org, "a escola Egalia não considera os meninos como meninos, nem as meninas como meninas, mas para eles tudo é neutro". Os professores eliminaram "por completo o uso de palavras como ele e ela, e em seu lugar utilizam o pronome finlandês hen, que, ao ser neutro, serve tanto para referir-se a um homem como a uma mulher".

A escola diz que depois de um ano de funcionamento já tem uma lista de espera de 200 famílias que esperam uma vaga. "Quem são os principais alimentadores desta escola? Os casais homossexuais", respondeu a agência.

"A sociedade espera que as meninas sejam frágeis, gentis e bonitas e que os meninos sejam machos, ásperos e extrovertidos. Na Egalia nós damos-lhes a fantástica oportunidade de serem quem queiram ser", afirma Jenny Johnsson, uma das professoras.

Em declarações à ACI Prensa, a médica psiquiatra Maíta García Trovato, explicou que esta situação "além de ser absurda, poderia até configurar uma forma de maus tratos infantis" e recordou que "as crianças não são porquinhos da Índia para serem submetidos a este tipo de experimentação social".

"A tentativa de introduzir a ideologia de género logo nos primeiros anos de vida, é uma das estratégias desenhadas pelos promotores desta ideologia. No afã de "lutar contra os estereótipos", esquecem coisas tão óbvias como a diferença sexual, que faz a complementaridade de duas pessoas e as leva a formar um bem que todas as sociedades protegem - a família - por ser o habitat mais natural e adequado do ser humano: ".

Expor às crianças a possibilidade de "escolher" o género "é um despropósito e o único que conseguiria seria negar uma identidade à qual todos temos direito, desde que tomamos consciência de quem somos: a identidade sexual".

----------------------------
Ou seja, desistiram (cobardemente, diria eu ...) de lutar por uma sociedade sem classes e, agora, querem impor uma sociedade sem sexos ...

segunda-feira, maio 16, 2011

País em vias de extinção

«Já tudo se disse sobre o memorando de entendimento entre Portugal e as organizações internacionais. Temos aí um plano, exigente mas equilibrado, para regressar à solidez financeira e crescimento económico. Basta que o próximo governo o assuma como prioridade e vença os grupos de pressão, aqueles que nos trouxeram a esta situação e ainda estão vivos e activos para se protegerem dos cortes.

O mais espantoso neste processo é que, na miríade de comentários, mal se tenha falado do pior problema estrutural do país que, apesar de compreensivelmente alheio ao memorando, está por baixo de boa parte das dificuldades actuais: a decadência demográfica. Portugal tem a taxa de fertilidade mais baixa da Europa ocidental, quase metade do nível de reposição das gerações. Somos um país em via de extinção.» (...)

«A ausência de crianças e jovens, que afecta o sistema educativo há anos, sente-se já em múltiplas outras áreas. Falta de produtividade, envelhecimento da população, problemas de segurança social, saúde, assistência, etc., são crescentes. Até a solução da dívida, poupar mais e trabalhar melhor, fica difícil num país com percentagem crescente de idosos.» (...)

«Nos últimos anos, o Governo teve uma posição clara e empenhada neste assunto, com decisões fortes e incisivas. Facilitou o divórcio, subsidiou o aborto, promoveu o casamento homossexual, criando assim a mais maciça campanha de ataque e desmantelamento da família da nossa história. Dados os resultados, pode dizer-se que, pelo menos aqui, a política governamental foi um grande sucesso e o Executivo pode orgulhar-se. Deu mesmo cabo do País!» (...)
(J César das Neves, DN, 16 de Maio)

sábado, abril 30, 2011

ONU afirma importância do pai na família

«O relatório sobre o papel dos homens na família (Men in Families and Family Policy in a Changing World), recentemente divulgado pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, afirma que "a vinculação e a atenção do homem são importantes tanto na vida das mulheres como na dos filhos" (...)

«Os efeitos benéficos da presença dos homens na família incidem especialmente no grau de desenvolvimento intelectual e emocional dos filhos, tanto dos rapazes como das raparigas. Demonstrou-se, por exemplo, que a presença e vinculação do pai influi positivamente nos resultados dos testes cognitivos e linguísticos realizados por crianças da pré-primária: as que contam com a presença do pai apresentam melhores resultados que as que dela carecem.»

"A vinculação e a atenção do homem são importantes tanto na vida das mulheres como na das crianças", sublinha.

«Até a relação entre pai e filho tem grande importância na saúde psíquica dos filhos.

Segundo o relatório da ONU, a disponibilidade e a vinculação paternas têm um efeito modulador da agressividade no caso dos rapazes, em grande parte devido ao facto de o homem exercer a sua paternidade segundo um modelo de conduta masculina culturalmente adequado.

No caso das raparigas, a presença do pai reflecte-se numa maior segurança em si mesmas, em níveis mais baixos de comportamentos sexuais de risco e em menos dificuldade para fomentar e manter relações sentimentais.

O estudo identifica também alguns benefícios indirectos derivados de um maior compromisso do homem na família. Entre outros, as mulheres admitem que se sentem menos stressadas, inclusive nos aspectos relacionados com o cuidado dos filhos.»
(citado do serviço de informação aceprensa.)

sexta-feira, março 18, 2011

Ser mulher, ser homem (1)

A nossa identidade - pessoal, irrepetível - é uma rede de co-identidades com certas pessoas, igualmente concretas, singulares e irrepetíveis. Ou somos com elas, ou nos alienamos no nada.

Pensar e experienciar "mulher" é mais do que um género cultural. Estou-me a referir à comoção daqueles filamentos mais profundos das relações interpessoais que se fundamentam, e se alimentam, da condição sexuada feminina e masculina, mesmo que não tenhamos completa consciência disso.

Certamente que estas relações necessitam expressar-se na cultura, geram cultura, e vivem dentro dela. Mas a cultura só é possível por causa destas relações radicais, e não o contrário, embora haja interacção e interdependência entre elas.

Esta primazia da natureza sobre a cultura é bem notória quando uma cultura se começa a aproximar dos limites da sua autodestruição ou desumanização. É por esta primazia que podemos compreender a cultura, concluí-la e realizá-la.

Estas relações interpessoais radicam-se no facto de que a nossa origem também nos está confiada e delas depende que o ser humano seja gerado com a dignidade que a sua natureza exige. Estas relações são as relações conjugais, as parento-filiais e as fraternas.

Mas estas relações são mais que meras relações entre indivíduos, das quais existem muitíssimas. Estas relações são especiais porque manifestam a radical estrutura relacional de qualquer pessoa humana concreta.

Dito de outro modo, esta estrutura radical da pessoa humana é, realmente, uma estrutura "familiar" pela qual cada um de nós, na sua raiz mais profunda, é um entramado de co-identidades, de modos de ser-com-outro, a propósito da sexualidade e do seu surpreendente poder de gerar uma união íntima e vidas humanas.

Cada um de nós é filho ou filha, pai ou mãe, esposo ou esposa, irmão ou irmã, ou então é uma sombra de si mesmo à procura "dos seus", isto é, do "seu" pai e da "sua" mãe, e dos outros "seus", a partir dessa relação primeira - que é a filiação - que só é possível pelo acto de auto-realização livre pelo qual os esposos se geram, como tais, um ao outro.

(Pedro-Juan Viladrich, La palabra de la mujer, EUNSA)

segunda-feira, março 14, 2011

"Compartilhar as opções afectivo-sexuais de terceiros, não pode ser exigido"

“O respeito pelas opções afectivo-sexuais pode, e deve, ser exigido, mas compartilhar ou assumir como positiva a opção afectivo-sexual de terceiros, não pode nem deve, ser exigido"
(sentença do Tribunal Supremo da Andaluzia, em 15-10-2010, fundamento jurídico nº 9).

Os magistrados escrevem com clareza e rigor cartesianos, condenando um livro de texto da disciplina de Educação para a Cidadania que promove a ideologia de género.

É certo e sabido, que houve, e há, discriminação e exclusão para com pessoas com inclinação homossexual: é uma falha grave da sociedade. Mas não é certo que, para os respeitar na sua dignidade de pessoas, seja preciso concordar com as suas opiniões sobre afectividade e sexualidade.

Tal como numa sociedade democrática não se exige aos comunistas que pensem como os políticos da direita, nem aos da direita que concordem com os comunistas: apenas se lhes pede que se respeitem mutuamente.

Por isso é um fraco serviço à democracia que se pretenda acusar de homófobo quem não compartilhe a ideologia de género. Pode acabar por acontecer que os que se queixaram de intolerância, venham a reproduzir essa mesma intolerância. Pior ainda se a quiserem impor aos menores através do ensino obrigatório.

Péssimo, se o fizerem à socapa, em centros oficiais, em oficinas de "sexualidade", ou "contra a homofobia", através das quais se doutrinam dentro da ideologia de género, passando por cima dos pais (dos mesmos a quem se acusa simultaneamente de pouco responsáveis, mas a quem se impede o exercício dessa responsabilidade).

Nem falemos sequer de que se tente, por alguma forma, diminuir ou ridicularizar os alunos cujos pais não autorizaram a participação nessas "actividades".


Em resumo (simplista, obviamente) a ideologia de género nega que as diferenças óbvias entre mulheres e homens tenham alguma coisa de "natural". São, diz, meras convenções, que podem ser modificadas de acordo com os desejos de cada um. Pode ter-se qualquer "orientação" sexual que se queira ou até "mudar" de sexo, se se deseja.

Trata-se de uma ética em que o que é bom, ou mau, apenas depende dos desejos de cada um, e não de uma resposta ao que é naturalmente humano.

Desta proposta arranca um educação sexual que não fomenta o crescimento de mulheres e homens livres, mas a persistência de adolescentes crónicos.

Como qualquer outra ideologia, considera a "sua" "verdade" acima de qualquer outro raciocínio ou demonstração. Não lhe interessa que a psicofisiologia actual encontre os traços básicos do feminino e do masculino nas primeiras fases do desenvolvimento do hipotálamo, no embrião.

A enorme riqueza das diferenças emocionais e cognitivas entre mulheres e homens - e que são anteriores aos papeis sociais - são consideradas um problema, um obstáculo a abolir (pela revolução, se necessário) até se chegar à "igualdade sexual", tal como o "socialismo científico" radical, da pré-história do socialismo, quis chegar à sociedade sem classes.


(...) De modo que todos nós teremos que viver com uma espécie de culpa universal, por sermos quem somos, diferentes, desiguais ... Mas a quem tiver inclinação gay, bissexual, transexual, deve dar-se aplauso, abandonando-os às suas dificuldades e impedir - dogmaticamente - que se possa discutir, ou investigar, as experiências (dolorosas) e o percurso de vida que tiveram até chegar à actual situação.

Seguramente que a liberdade de cada um está acima das opiniões dos outros, mas isto não pode só significar que os que se consideram "modernos" e "discriminados" possam decidir unilateralmente quais são os estilos de vida de todos os outros. Isto é, também, uma garantia de que haja quem possa - livremente e sem coacções - decidir pensar a sexualidade e os afectos de modo diferente, "não-alinhado".

Estou firmemente convencido que é urgente educar no respeito extremo para com todos, e de modo especial para com os que sofrem algum tipo de discriminação, seja de que tipo for.

Mas como se pode fomentar essa educação sexual no respeito?

Por exemplo:

- poderá ser feita promovendo a instabilidade das relações, ou a multiplicidade de parceiros?
- é compatível com achar-se normal as relações ocasionais, de quase anonimato?
- tem alguma coisa a ver com o exibicionismo das marchas "de orgulho"?
- pode ser feita numa óptica de agressividade e militância anti-religiosa?


E com isto não desmereço em nada a amizade (e a solidariedade) com os meus amigos, e tantas pessoas, que vivem com inclinação homossexual e que não estão disponíveis para colaborar na manipulação política da sua situação.

(adaptado de Fernando Lopez Luengos, doutor em Filosofia, vice-presidente da Associação de Professores Educación y Persona))