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quarta-feira, julho 11, 2012

A forma como ensinamos os rapazes não é eficaz

A forma como ensinamos os rapazes não é eficaz. Podemos continuar a penalizá-los, ou tentar chegar até eles ...

Entrevista a David Chadwell (jornal Público, 14 setembro 2011)

Texto aqui. Livro, aqui.

(...) «- Essas diferenças existem porque há uma diferença biológica? Ou é cultural?

- Não sei.

- Não interessa saber?

- O debate que está instalado é esse: "É a biologia ou é a cultura?" Eu não sei. A comunidade médica começa a dizer: "Sim, parece haver alguma biologia..." E há pessoas a dizer: "Não, não é assim..." O problema é que esse debate está a acontecer no "mundo da investigação", mas na sala de aula temos estudantes que estão a ter desempenhos distintos, que não conseguem atingir o mesmo nível de sucesso, e temos professores que estão a tentar ensinar. Aos professores não interessa quais são as causas. O que querem saber é: "Como é que eu consigo chegar aos meus alunos?"

- As meninas têm melhores resultados, abandonam menos a escola, chegam mais à universidade. O sistema educativo está a prejudicar mais os rapazes do que as raparigas?

- A forma como estamos a ensinar não está a ser tão eficaz para os rapazes. Podemos continuar a penalizá-los. Ou podemos procurar perceber como chegar a eles. Isso vai ser mau para as raparigas? Não vai. Se tivermos rapazes que se estão a sair mal, em aulas mistas, isso também vai ser prejudicial para as raparigas. Porque se vai perder tempo, eles vão tentar gozar com elas... Não temos igualdade de desempenhos na leitura, por exemplo. Os rapazes estão a perder. Não quer dizer que não saibam ler. Há muitos que sabem fazêlo bem. Mas, em geral, o sistema educativo está a discriminá-los. Por outro lado, sim, é verdade que as raparigas vão mais para a universidade. Mas por que é que não vão para Engenharias? Ou para as Matemáticas ao mais alto nível? Isto é um problema a nível internacional. Como é que transmitimos certos conteúdos às raparigas de maneira e levá-las a dizer: "Quero seguir essas áreas"?» (...)

quinta-feira, julho 21, 2011

Sociedade sem sexos

Em Estocolmo (na Suécia) o jardim infantil Egalia proibiu que os menores a seu cargo sejam tratados como rapazes ou meninas, para que cada um "escolha" desde a infância a sua "orientação sexual".

Este centro apresenta-se como sendo o projeto mais radical a favor da ideologia de género e contratou um “pedagogo de diversidade sexual” para ajudar os professores e funcionários a eliminarem as referências masculinas e femininas, quer da linguagem, quer na conduta.

Conforme opina o Forum Libertas.org, "a escola Egalia não considera os meninos como meninos, nem as meninas como meninas, mas para eles tudo é neutro". Os professores eliminaram "por completo o uso de palavras como ele e ela, e em seu lugar utilizam o pronome finlandês hen, que, ao ser neutro, serve tanto para referir-se a um homem como a uma mulher".

A escola diz que depois de um ano de funcionamento já tem uma lista de espera de 200 famílias que esperam uma vaga. "Quem são os principais alimentadores desta escola? Os casais homossexuais", respondeu a agência.

"A sociedade espera que as meninas sejam frágeis, gentis e bonitas e que os meninos sejam machos, ásperos e extrovertidos. Na Egalia nós damos-lhes a fantástica oportunidade de serem quem queiram ser", afirma Jenny Johnsson, uma das professoras.

Em declarações à ACI Prensa, a médica psiquiatra Maíta García Trovato, explicou que esta situação "além de ser absurda, poderia até configurar uma forma de maus tratos infantis" e recordou que "as crianças não são porquinhos da Índia para serem submetidos a este tipo de experimentação social".

"A tentativa de introduzir a ideologia de género logo nos primeiros anos de vida, é uma das estratégias desenhadas pelos promotores desta ideologia. No afã de "lutar contra os estereótipos", esquecem coisas tão óbvias como a diferença sexual, que faz a complementaridade de duas pessoas e as leva a formar um bem que todas as sociedades protegem - a família - por ser o habitat mais natural e adequado do ser humano: ".

Expor às crianças a possibilidade de "escolher" o género "é um despropósito e o único que conseguiria seria negar uma identidade à qual todos temos direito, desde que tomamos consciência de quem somos: a identidade sexual".

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Ou seja, desistiram (cobardemente, diria eu ...) de lutar por uma sociedade sem classes e, agora, querem impor uma sociedade sem sexos ...

sábado, abril 30, 2011

ONU afirma importância do pai na família

«O relatório sobre o papel dos homens na família (Men in Families and Family Policy in a Changing World), recentemente divulgado pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, afirma que "a vinculação e a atenção do homem são importantes tanto na vida das mulheres como na dos filhos" (...)

«Os efeitos benéficos da presença dos homens na família incidem especialmente no grau de desenvolvimento intelectual e emocional dos filhos, tanto dos rapazes como das raparigas. Demonstrou-se, por exemplo, que a presença e vinculação do pai influi positivamente nos resultados dos testes cognitivos e linguísticos realizados por crianças da pré-primária: as que contam com a presença do pai apresentam melhores resultados que as que dela carecem.»

"A vinculação e a atenção do homem são importantes tanto na vida das mulheres como na das crianças", sublinha.

«Até a relação entre pai e filho tem grande importância na saúde psíquica dos filhos.

Segundo o relatório da ONU, a disponibilidade e a vinculação paternas têm um efeito modulador da agressividade no caso dos rapazes, em grande parte devido ao facto de o homem exercer a sua paternidade segundo um modelo de conduta masculina culturalmente adequado.

No caso das raparigas, a presença do pai reflecte-se numa maior segurança em si mesmas, em níveis mais baixos de comportamentos sexuais de risco e em menos dificuldade para fomentar e manter relações sentimentais.

O estudo identifica também alguns benefícios indirectos derivados de um maior compromisso do homem na família. Entre outros, as mulheres admitem que se sentem menos stressadas, inclusive nos aspectos relacionados com o cuidado dos filhos.»
(citado do serviço de informação aceprensa.)

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

coisas óbvias


«A espécie humana não se divide entre heterossexual e homossexual, mas entre homens e mulheres»

(Lionel Jospin, político socialista francês,
citado por Pedro Vaz Patto, no Público de 5 de Fevereiro)