“O meu nome é Dawn Stefanowicz. Cresci num lar homossexual, entre os anos 60 e 70, em Toronto [Canadá], em contacto com a cultura GLBT (gays, lésbicas, bisexuais, transexuais) no meio das suss práticas sexuais explícitas”.Assim começa este livro, autobiográfico: Out From Under: The Impact of Homosexual Parenting (Annotation Press, 2007), algo assim como "sair do invisível: o impacto da adopção homosexual".
A autora diz que se "está a ignorar as crianças no debate actual sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo".
O livro já foi comentado por Gerard Van Aardweg, psicólogo e professor de Psicologia em Amsterdão, Holanda, autor de estudos sobre a questão:
«Se se quer conhecer a verdade sobre a paternidade gay, é necessário recorrer à observação de dados no terreno. Descrições da vida quotidiana, com pares homossexuais, durante vários anos; exames do comportamento crianças e adultos, em interacção recíproca; observações que cubram um período alargado do desenvolvimento afectivo e da personalidade das crianças em causa».
«Há duas vias para conseguir isto: fazer inquéritos às pessoas que lidaram de perto com estas situações, ou questionar as pessoas que viveram neste ambiente acerca das suas recordações.
É neste segundo grupo que se apresenta este livro.»
Dawn, actualmente com 40 anos e mãe de duas crianças, conta a suas experiências de infância numa família marcada pela homosexualidade activa do seu pai.
Dawn fala da sua mãe como uma pessoa tímida, débil, passiva, cúmplice das andanças do marido. Ele não demonstrava afecto pela esposa. Tratava-a como uma criada, para "cozinhar, fazer a limpeza" e "satisfazer as necessidades e caprichos" do marido.
Dawn queixa-se da sensação de falta de afecto do pai, e da necessidade que sentia de que ele lhe desse segurança. O mundo do pai, na sua visão, estava centrado nas relações homosexuais e tudo o resto ficava subordinado a esta sua paixão. Os filhos estavam em segundo plano. Todos eles tinham problemas de comportamento.
Lembra-se de que os parceiros masculinos do seu pai passavam temporadas lá em casa, meses e anos, por vezes. Que eram variados e cada um, por sua vez, "tinham uma enrome quantidade de parceiros anónimos, e dedicavam-se a práticas sexuais muito variadas, sexo em grupo incluído". Dois dos parceiros do seu pai suicidaram-se pouco tempo depois de se terem separado.
"Aquela situação de homosexualidade sem freio parecia-me uma traição, que tinha frustrado para sempre qualquer esperança de felicidade na nossa família".
Esta mulher refere que lhe dói a situação do seu pai, morto de SIDA aos 50 anos, mas quer fazer compreender, a quem tem poder de decidir, a dor e o sofrimento dos menores que vivem nestas situações.
Diz no seu sítio web que "ao fim e ao cabo, são as crianças as vítimas reais e os perdedores da legalização do casamento homosexual".












