“Em vez de encarar este problema de frente, apoiando fortemente a paternidade e maternidade, o Estado Português continua a penalizá-las, tanto mais quanto maior o número de filhos, em franco contraste com o que acontece, há anos, na esmagadora maioria dos países europeus”, (...)
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quarta-feira, maio 16, 2012
Tão maus como os "outros" ...
(...) “em cada hora, nascem em Portugal menos seis crianças do que seria necessário para garantir a renovação de gerações”
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terça-feira, março 06, 2012
lavagens de cérebro

«Em toda a Europa civilizada, é proibida a publicidade a menores.
Cada criança em Portugal passa cerca de 23 horas por semana em frente à televisão. São cerca de três horas por dia, bem mais do que o tempo que passam com os pais ou com os irmãos.
Sendo assim, os verdadeiros encarregados de educação dos nossos filhos são os aparelhos de televisão.
Enquanto vê televisão, cada miúdo é bombardeado, em média, por 25 mil anúncios por ano. Estas doses maciças de propaganda constituem autênticas lavagens de cérebro.
E as consequências estão aí bem à vista. Os miúdos vestem todos da mesma forma e brincam com os mesmos brinquedos. Os pais, pressionados, vêem-se na obrigação de satisfazer os desejos dos filhos, tenham ou não dinheiro para tal.
Por outro lado, os maus hábitos alimentares resultam do apelo publicitário permanente ao consumo de comidas pouco saudáveis. Os problemas de saúde são a consequência inevitável. A obesidade infantil afecta já hoje inúmeras crianças, sendo que destas, entre 50 a 80% serão adultos obesos.
Além do mais, muitos brinquedos e jogos apelam a atitudes violentas, com a consequente influência no comportamento hiperactivo e na indisciplina nas escolas.
Poderiam evitar-se todos estes males limitando, ou simplesmente proibindo, a publicidade dirigida a menores. Que é o que acontece, aliás, em toda a Europa civilizada.»
(Paulo Morais, na RR on-line em 5 de Março)
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Programas de Saude Sexual na Adolescencia
«PROPOSTAS DE UM PROGRAMA FORMATIVOUm esquema tolerante com as diferentes éticas individuais poderia adoptar os seguintes passos:
1. Lembrar as diferenças entre os sexos. Neste ponto preliminar pode-se insistir não só nas diferenças anatómicas ou fisiológicas que condicionam o papel distinto na reprodução, mas também na necessidade de aprender a reconhecer e apreciar as diferenças objectivas neurológicas, psicológicas e também orgânicas que apresentam ambos os sexos, orientando-as para o respeito e a função de cada um.
2. Análise da realidade, mostrando que há casais que são felizes na sua relação e outros que não são. Pode avaliar-se as causas do fracasso da convivência analisando decisões com forte carga moral (traições, abandonos, situações de maus tratos...) e programar objectivos a longo prazo, não só a curto prazo como costumam ser as relações entre adolescentes, fomentando o desejo de encontrar uma relação interpessoal que favoreça um desenvolvimento afectivo e pessoal adequado.
3. Complementarmente, pode-se trabalhar na resolução de conflitos aprendendo a respeitar as diferenças e não a agredir-se. Evitar o negativo e promover o positivo da relação entre ambos os sexos através de exemplos de vida e reflexões pessoais trazidas pelos próprios destinatários da mensagem.
4. Avaliação de propostas morais sobre vivência sexual. Isto incluirá manifestar os dois modelos básicos de entender a sexualidade: sem compromissos (relações derivadas da liberdade e busca de prazer) ou compromissos (sexualidade orientada para a criação de laços estáveis e de um compromisso afectivo).
5. A interconexão entre sexualidade e procriação deve ser mostrada claramente e de um modo positivo, já que forma parte da vivência humana. Por isso além de comentar a existência de métodos naturais de planeamento familiar de eficácia provada, como informação objectivamente comprovada.
6. Imaginar o futuro. Podem-se convidar os destinatários da mensagem a elaborar a imagem do casal ideal, enfatizando as condições para o êxito: a necessidade de esforço, a coerência com os próprios ideais e ter claro o projecto vital.
Esta abordagem integral da sexualidade acarretará maior esforço pedagógico que o simplista de distribuir preservativos que reduz a sexualidade à mera reprodução, mas pode ser o que se mostre mais de acordo com uma educação afectiva em que os próprios valores sejam interiorizados pelos jovens livremente. »
(Em aceprensa.pt)
Outras abordagens, aqui.
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