quarta-feira, agosto 05, 2009

economia e natalidade


No Jornal de Negócios de 5 de Agosto:


(...) «a lista dos países mais envelhecidos é encabeçada por economias que, na última década à semelhança de Portugal, têm revelado crescimentos económicos débeis: Japão, Alemanha e Itália. Esta circunstância desperta interrogações sobre um eventual nexo entre envelhecimento e fraco crescimento.»

(...) «Para Portugal, inevitavelmente, o envelhecimento coloca importantes desafios à sustentabilidade da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde,» (...)

«Relembrando o modelo de crescimento económico de Solow: simplificadamente, o crescimento económico explica-se pela expansão da população, pela evolução do investimento/da utilização de capital e, por último, pelo progresso da produtividade ou inovação. Olhando para a economia portuguesa, a população definha, a utilização de capital é baixa e o investimento, no curto prazo, está comprometido pela escassa poupança. Restam acréscimos de produtividade. Ora, o envelhecimento da população, como a evidência empírica demonstra, implica alterações significativas nas preferências dos agentes económicos, resultando em impactos não negligenciáveis na produtividade.» (...)

(Cristina Casalinho , A maldição do envelhecimento, Jornal de Negócios)

quarta-feira, julho 29, 2009

Familias com filhos são discriminadas

«O Provedor de Justiça voltou a questionar o Governo sobre o estado em que se encontra a concretização das medidas previstas no Relatório para a Simplificação do Sistema Fiscal Português para rever a questão do tratamento fiscal mais favorável para famílias monoparentais relativamente a famílias de pais casados ou unidos de facto.

De relembrar que em 2005, depois de apresentada uma reclamação pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN), a Provedoria de Justiça concluiu que, em determinadas situações, as famílias monoparentais podem ser globalmente menos afectadas pela tributação em sede de IRS do que os agregados familiares de pais casados ou unidos de facto.

O relatório finalizado em Maio de 2006, defende que deve haver uma aproximação do tratamento fiscal dos agregados familiares, independentemente da situação dos pais, o que passaria por ser ponderado "o estabelecimento de um regime de tributação separada com possibilidade de opção pela tributação conjunta, sendo a opção efectuada nos moldes em que já ocorre relativamente aos unidos de facto, ou seja, mediante a assinatura para ambos da respectiva declaração de rendimentos, medida essa, aliás, já recomendada pela Comissão para o Desenvolvimento da Reforma Fiscal".» (...) Em ImpostosPress.Net

Mas os governos (todos!) gostam mais da propaganda, do que da realidade ... Basta reparar como agora (só agora ...) a maioria se lembrou de "favorecer" as famílias. De "favores" dos governos estão as famílias fartas!!

Como esta treta da "conta-poupança" de 200 € para os bebés poderem usar aos 18 anos. E até aos 18 anos, vivem de quê? Do ar?
É precisamente nos primeiros anos de vida que as famílias têm maiores dificuldades que vão desde o dinheiro para as fraldas, aos sapatos e roupa, às cadeirinhas para os automóveis (obrigatórias por lei), etc.

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas chamou a esta medida, uma
"medida divertida" própria de quem "não percebe nada" de incentivos à natalidade" e que esta iniciativa "não serve para rigorosamente nada". (notícia DN, de hoje)

"Na Europa, as famílias recebem em média cerca de 150 euros por mês por cada filho", diz o Presidente da Associação.

A Associação de Famílias Numerosas enviou aos partidos políticos uma lista de 10 medidas que julgam essenciais para incentivar a natalidade: "Esperamos que as analisem e, se estiverem de acordo, que as coloquem no seu programa eleitoral".

Se querem de facto melhorar a vida das familias, não faltam propostas positivas e concretas. E nem sequer são novas.

segunda-feira, julho 27, 2009

uma no cravo ...


(...)
A «Comissão Nacional Justiça e Paz lembra, em comunicado enviado à agência Lusa, que, ao leiloar 217 armas de fogo, a PSP vem "dar um sinal contrário, prejudicando a luta contra a proliferação das armas", poucas semanas depois de a mesma polícia "ter destruído cerca de 16 mil armas, das quais cerca de mil eram armas de fogo, numa operação de grande impacto mediático". » (Publico, 27-07-2009)

Ou seja, a PSP apreende armas que depois vende? Nada de novo. É a mesma lógica dos políticos "liberais" que aparecem simultaneamente em porno-shows e pretendem condenar a pedofilia e a violência doméstica. Não será hora de mudar?

quarta-feira, julho 15, 2009

A mesma conversa do "subprime", os mesmos resultados


Nos dados oficiais da Direcção-Geral da Saúde, nos anos de 2003, 2004 e 2005, antes da liberalização do aborto, os registos de "perfurações do útero / outros órgãos", indicam, zero (0).

Em 2006, registam 1 caso, e em 2007, ano da liberalização do aborto, registam doze (12).
(fonte: Direcção Geral de Saúde, Episódios de Internamento por aborto espontâneo e IVG, Quadro III).


Portanto, esta gente que agora se lembrou de que o aborto está a ficar banalizado, e que até devia ser pago, anda a pregar moral, em nome de quê? Tudo isto foi dito ANTES da liberalização. Nessa altura, apesar dos dados existentes, os defensores do "não" foram insultados e desclassificados. Agora é reconhecido que afinal tinham razão. E vai mudar o quê?

A Constituição protege TODOS os seres humanos?


Mais de 10% dos deputados da Assembleia da República pedem a fiscalização constitucional da lei do aborto.
Notícia no Diário de Notícias no passado dia 6 de Julho de 2007

«Um grupo de 33 deputados entregou ontem no Tribunal Constitucional um pedido de verificação sucessiva da lei do aborto, aprovada depois do referendo de 11 de Fevereiro. (...)»

"Há falta de legitimidade no referendo, que não foi vinculativo, a regulamentação da lei foi feita por portaria, a objecção de consciência dos médicos não está bem enquadrada e o direito dos pais que não está em pé de igualdade com o das mães", resume Rui Gomes da Silva, deputado do PSD e primeiro subscritor do documento entregue no TC.

Para João Bosco Mota Amaral, o uso da prerrogativa que permite que 10% do total (230) dos eleitos recorram de uma decisão para o TC aconteceu porque "está em causa o respeito pelo direito à vida". O deputado do PSD e antigo presidente da Assembleia da República afirma ao DN que "o requerimento que foi apresentado para a apreciação da constitucionalidade do diploma levanta questões muito importantes". Até do ponto de vista formal: "Regulamentar uma lei através de uma portaria significa sonegar as capacidades do Parlamento. Devia ter sido feita através de um decreto do Governo e depois apreciada na AR", diz Mota Amaral.

Este pedido de fiscalização abstracta de constitucionalidade e legalidade da lei do aborto - que cita várias vezes o constitucionalista Jorge Miranda e Benedita Urbano sobre o instituto do referendo - sustenta que, "ao permitir a realização do aborto até às 10 semanas, com a condição de prévia consulta médica informativa, a Lei assegura a liberdade da mulher mas despreza, de forma constitucionalmente intolerável, o cumprimento do dever que vincula o Estado à protecção da vida humana do nascituro, o que importa analisar".

Matilde Sousa Franco e Teresa Venda, eleitas pelo PS, assinaram o requerimento, assim como Nuno Melo, António Carlos Monteiro e Hélder Amaral, do CDS. Mas a maioria dos 33 subscritores (só eram precisos 23) é do PSD: Guilherme Silva, Zita Seabra, Henrique de Freitas, Helena Lopes da Costa, Miguel Frasquilho, Feliciano Barreiras Duarte são alguns dos que deram o nome.»


Curiosamente cada vez falamos mais (e bem) da protecção dos animais: ou seja, arrsicamo-nos a desejar "vida de cão" para que nos seja permitido viver! E não tarda muito que alguém faça contas a quanto valemos em euros, e decida em função do "custo" ...

terça-feira, julho 14, 2009

TV e pobreza verbal

«As crianças pequenas expostas em casa à TV e ao vídeo, em lares com baixo nível socio-económico, têm propensão a ter uma interacção verbal limitada com as suas mães»
Estudo publicado na revista médica de Pediatria, Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine (Arch Pediatr Adolesc Med. 2008;162(5):411-417.)

O autor, Alan Mendelsohn, director de investigação clínica no Departamento de Pediatria da Escola de Medicina de Nova Iorque.

Este estudo é pioneiro na avaliação da interacção entre pais e mães com os filhos, em relação a conteúdos específicos dos meios de comunicação.

O estudo mostra que a programação dita educativa não promove a interacção verbal entre pais e filhos. «O estudo é especialmente significativo porque sabemos que a interacção entre pais e filhos tem ramificações importantes no desenvolvimento infantil precoce, e também contribui para o êxito escolar»

Este estudo vem sustentar a recomendação anterior da Academia Americana de Pediatria de que as crianças menores de 2 anos não devem ter acesso à televisão.

O estudo recomenda que os Pediatras e restantes profissionais que atendem crianças recordem estes critérios aos pais.

Mesmo no caso dos programas educativos, o estudo recomenda que apenas sejam vistos pelas crianças desde que os pais estejam presentes e assistam com elas, para que possa haver interacção verbal.

sábado, julho 11, 2009

portugal sem políticas de família


«O Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis entende que as políticas familiares estão pouco desenvolvidas em Portugal.

Treze autarquias foram ontem premiadas por boas políticas de apoio.
"As sociedades entendem que gerar e educar as gerações seguintes é da responsabilidade das famílias, mas os sinais que a sociedade e o Estado dão nem sempre vão nesse sentido", afirma João Paulo Barbosa de Melo, membro do Observatório. Como exemplos, dá as políticas de fiscalidade, segurança social, transportes e urbanismo, que não são pensadas para as famílias, uma vez que as mais numerosas pagam mais e não são mais apoiadas por ter mais elementos. "Assim as famílias ficam mais frágeis e têm menos filhos que o desejado", considera.» (...)

«O Observatório distinguiu 13 municípios pelas boas práticas em políticas familiares. Angra do Heroísmo, Aveiro, Cadaval, Cantanhede, Évora, Funchal, Tavira, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Vila Real de Santo António foram os municípios premiados» (...)

sexta-feira, julho 03, 2009

Lembraram-se agora ...


A maioria no governo lembrou-se (agorinha ...) que quer "favorecer" as famílias que querem ter filhos ...

Ora «a França atingiu há bastante tempo os desejados indices de 2.1 de crianças por mulher num espaço de tempo razoável e, curiosamente, o grupo populacional a atingir esse valor em primeiro lugar foram os casais portugueses aí emigrados!

É fácil de se perceber que os casais portugueses obterão em Portugal os mesmos "resultados" que em França no caso de Portugal adoptar a mesma política de família que a França!»

Isto é o que diz
a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas ("caderno 15") que faz o elenco dessas medidas, sublinhando que o básico é acabar de vez com a fortíssima política anti-família e anti-natalidade do sistema fiscal português.

Este carácter penalizante e discriminatório foi reconhecido publicamente pelo Ministro das Finanças desta maioria (programa "Prós e Contras" de 6 de Novembro).

Video aqui.


quarta-feira, julho 01, 2009

Promoção da família


O Ministério da Juventude de Singapura promove uma campanha mediática para favorecer o desenvolvimento de famílias sólidas.


O tema da campanha é "think family" e a ideia é que as pessoas tomem consciência do valor das famílias bem estruturadas.



Pelos vistos, do Oriente já não vêm só automóveis e telemóveis.


terça-feira, junho 30, 2009

A Plataforma



Comunicado da Plataforma Resistência Nacional

«Os cidadãos Portugueses, nomeadamente Pais com filhos em idade
escolar, que em número significativo e em devido tempo fizeram chegar a sua voz à ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA colocam as questões abaixo às quais exigem respostas:

a) As escolas já fazem a explicação científica completa da reprodução humana. Mas aos políticos não basta. Agora o que querem é doutrinar os seus valores e a sua visão do homem;

b) Há mais de 300 modelos de educação sexual já testados, muito distintos nos objectivos e resultados. Não percebemos com que direito quer o parlamento português, entre os 300, impor 1 modelo único, uma espécie de “nacional‐sexualismo” totalitário.

c) Queremos que nos dêem a prova científica de que “o” modelo “nacional‐sexualista” já foi testado noutros países e deu os resultados pretendidos. Onde diminuiu o número de gravidezes adolescentes? Onde diminuiu o número de infecções sexuais?

d) Queremos ver as actas da Comissão parlamentar que debateu esta lei para saber quais foram as provas científicas apresentadas.

e) Exigimos que cada deputado nos responda a estas perguntas: acha que educou bem os seus filhos? Acha que foi tão exemplar que tem o direito de impor as suas convicções aos outros?

f) Queremos saber que “impacto ético” se prevê que este modelo “nacional‐sexualista” venha a ter.

g) Há pessoas que querem esse modelo para os seus filhos, e estão no seu direito. Mas têm o direito ao modelo e ainda o direito à prova de que este modelo foi sujeito a um controle de qualidade cientificamente sólido.

h) Há pessoas que não querem este modelo, e também estão no seu direito.

i) Rejeitaremos, até ao limite das nossas energias, a interdisciplinaridade do modelo “nacional‐sexualista” pois é a forma de o tornar compulsivo e anti‐democrático, e por sexualizar de forma obsessiva todo o tempo escolar.

j) Se nós quiséssemos dar preservativos e contraceptivos aos nossos filhos não faltariam caixas nas nossas casas; sabemos muito bem onde os podemos ir buscar e de graça. Srs deputados: não finjam que não percebem!

k) Esta lei de educação sexual humilha de novo os professores: considerados uns “pais indignos” de educar sexualmente os próprios filhos; mas uns “professores hiper‐habilitados” para educar sexualmente os filhos dos outros;

l) Rejeitamos o ataque cobarde do Governo aos professores: primeiro atados de pés e mãos e atira‐os à água para avaliar o seu mérito natatório; agora, obriga‐os a leccionar matérias que não dominam e que, na maioria, não subscrevem.

m) Os nossos filhos não são da sociedade nem da comunidade escolar. A educação dos filhos é um direito/dever dos pais que é indisponível: nem os pais podem prescindir dele nem o Estado lho pode retirar. (...)

PELA LIBERDADE DE EDUCAÇÃO
PELA LIBERDADE DE PENSAMENTO
CONTRA O “NACIONAL-SEXUALISMO”
VIVA A RESISTÊNCIA
VIVA PORTUGAL

Portugal, 3 de Junho de 2009. Pela Plataforma,
Artur Mesquita Guimarães – V. N. Famalicão
Fernanda Neves Mendes – Leiria
Miguel Reis Cunha ‐ Algarve
Tlm. 963 408 216
info@plataforma‐rn.com, http://www.plataforma‐rn.com

Protecção e desprotecção


«A taxa típica de falência contraceptiva, no primeiro ano de uso, foi de 8% para os contraceptivos orais (pílula) e 15% para o preservativo masculino» (...)
(Data from the 1988 National Survey of Family Growth, in CDC, Center for Disease Control, Update: Barrier Protection Against HIV Infections and Other STD's; Trussell J, Hatcher RA, Cates W, Stewart FH, Kost K. Contraceptive failure in the United States: an update. Stud Fam Plann 1990;21:51-4. )



Condon Report (pdf, aprox. 565 Kb)

* Estudo das quatro instituições com responsabilidades na investigação sobre preservativos, na regulação do seu fabrico e na emissão de recomendações sobre o seu uso em programas de prevenção do VIH / SIDA e das Infecções sexualmente transmitidas (IST), ( ...)

(Estas quatro Agencias são: a USAID, a FDA (responsável pela introdução e autorização de medicamentos para uso humano e pela vigilância limentar), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças Infecciosas (CDC, foram os centros que identificaram, pela primeira vez, a SIDA quando ela surgiu) e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, National Institutes of Health).)


Os resultados foram publicados em Julho de 2001:
(...)
«O estudo também abordou as outras infecções sexualmente transmitidas além do VIH / SIDA que são, neste momento, pouco menos de três dezenas de doenças diferentes.

Para estas, o estudo concluiu pela pequena evidencia de que houvesse alguma protecção ou redução significativa do risco.

Algumas das doenças estudadas foram: a gonorreia (causada pela Neisseria gonorrhoeae), a infecção por clamidias (Chlamydia trachomatis), a tricomoníase (Trichomonas vaginalis), o herpes genital (virus do Herpes simplex, ou HSV), o cancro mole (Haemophilus ducreyi) e a sífilis (Treponema pallidum).

Deu-se um ênfase especial ao virus do papiloma humano (HPV) deduzindo que “não há evidencia de que o preservativo reduza o risco de infecção pelo HPV…”. Este virus é uma causa importante de infecções de transmissão sexual e está asscociado ao cancro do colo do útero, que mata mais mulheres por ano do que a SIDA, no mundo ocidental.

Mesmo com o aparecimento da vacina (que só protege de 4 tipos de HPV, dentre os cerca de 50 existentes, e não aparece como útil para todas as jovens que já tiveram relações sexuais, e que estão infectadas em mais de de 50% dos casos).

A mensagem principal é que não existe nada parecido com protecção a 100% ou “sexo seguro”, com o preservativo. Este dado é muito importante porque, ao pensar encontrar-se protegido, qualquer jovem pode facilmente arriscar e infectar-se.»

(Workshop Summary: Scientific Evidence on Condom Effectiveness for Sexually Transmitted Disease Prevention, 20 July 2001, pp. 1-2. The Workshop Summary em http://www.niaid.nih.gov/dmid/stds/condomreport.pdf.).

Os resultados do estudo não foram surpresa: (...) "Tendo sublinhado que os preservativos dão resultado, temos que perceber que não dão resultados perfeitos. Mas nada na medicina (ou na vida) resulta sempre"
(Cates W, Jr., and Hinman AR, AIDS and absolutism—the demand for perfection in prevention, New England Journal of Medicine, 1992, 327(7):492-494, citado em Family Planning Perspectives, Volume 33, Number 5, September/October 2001)

É chato, mas os vírus não querem saber das nossas modas ideológicas.

abortamentos na Europa, em menores de 20 anos


Dados para reflectir.
Números da OMS, Europa.

Dinamarca,
Noruega,
Holanda,
Finlândia,
registam taxas de abortamentos, em menores de 20 anos, superiores a 1000 / 1000 nascimentos. Ou seja, têm mais abortos que nascimentos. Têm mais abortamentos em menores do que o Reino Unido e a Espanha, por exemplo.


Actualização: grafico de gravidez na adolescencia

O gráfico acima foi gerado no site da OMS Europa. Mostra que a gravidez na adolescência em Portugal está a descer muito rapidamente há bastante tempo (a vermelho). Mostra que a gravidez na adolescência, no Reino Unido, está a subir, há algum tempo (a verde, no gráfico). Convinha pensar porquê.


Gravidez na adolescencia, Portugal e a Europa

Gravidez em mulheres menores de 20 anos (dados da OMS), desde 1980 até hoje: a verde -> Reino Unido; vermelho -> Portugal


A propósito desta noticia no Publico acerca do jovem de 13 anos que acaba de ser pai de uma criança cuja mãe tem 15 anos, fui ver os dados da OMS Europa.

O Reino Unido continua, há algum tempo, sempre em primeiro lugar na gravidez na adolescencia, apesar de ser o 2º país europeu com maior consumo de contraceptivos. Apesar de nas escolas, há muito tempo, se distribuírem gratuítamente pilulas, preservativos e a pilula (abortiva) do dia seguinte. Apesar de ter o aborto liberalizado.


Este tipo de noticias são comuns em Inglaterra. Basta ler a BBC on-line-: por exemplo, lê-se que nalgumas escolas do 2º ciclo foi preciso criar um programa de tratamento para crianças com infecções sexualmente transmitidas.


No gráfico acima, gerado pelo site da OMS - Europa, a vermelho a gravidez adolescente em Portugal, em queda, há bastante tempo. A verde, a gravidez no mesmo grupo de menores de 20 anos, em Inglaterra, a subir, a par com os programas de "prevenção" nas escolas ...

Talvez fosse bom reflectir sobre modelos educativos (não vá dar-se o caso de tentarmos importar os sarilhos alheios ...).

Democracia em fascículos

O Professor Mário Pinto escreve no InfoVitae, a propósito das críticas que um senhor deputado terá feito ao protesto de um pai que não está conforme com a actual situação em matéria de educação sexual nas escolas:

«Responda lá, a essa voz que invocou a maioria, o seguinte. Democracia não é igual a ditadura da maioria. Democracia é igual a pluralismo, porque se baseia nas liberdades individuais.


O argumento da maioria não legitima que a maioria imponha um regime único e autoritário a todos. Isso tornaria a democracia num regime de ditadura da maioria. Por isso, tem todo o sentido que (...) discorde de uma lei que, implicitamente ao menos, pretende impor a todos uma obrigação de uma certa orientação de educação.


Se para a liberdade sexual se reivindica a liberdade de orientação e a igualdade de legitimidade e direito entre orientações diferentes, porque é que para a educação não se aplica o mesmo raciocínio?

Nem nas escolas públicas a maioria tem direito de impor uma certa orientação em matéria de educação sexual, visto que nas escolas ditas públicas se invoca a liberdade individual de aprender e de ensinar.


O ensino obrigatório (que é menos do que educação obrigatória) é apenas uma regulação de liberdades fundamentais da pessoa humana, das liberdades de aprender e de ensinar — porque o Estado não tem nenhum direito de ensinar, como diz o nº nº 2 do art. 43º da Constituição. Deve por isso o ensino obrigatório ser definido num mínimo, que não comprima as liberdades — é o que diz o art . 18º da Constituição: «a lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos».


As liberdades individuais, dos alunos e dos seus pais, não podem ser expropriadas, pela imposição de orientações, mesmo nas escolas públicas, onde só os pais e professores são titulares de liberdades de aprender e de ensinar.


O Estado não tem direitos de educação; não é nem educando, nem educador. Não pode impor educação. Pode apenas criar condições institucionais e materiais neutras. E garantir as liberdades individuais.


Gostava de saber porque é que aqueles que tanto clamam pela divisa «pro choice», em matéria de aborto, não se batem também pela liberdade de escolha da escola e do ensino escolar.


Gostava de saber porque é que a mesma mulher, a quem se reconhece o direito de escolher, com o apoio financeiro do Estado, entre abortar ou não («pro choice»), não merece o mesmo reconhecimento «pro choice» para a liberdade de escolher a educação e o ensino escolar do seu filho, que escolheu não abortar, com igual apoio financeiro do Estado.» (Mário Pinto)

sexta-feira, junho 26, 2009

Jackson



O mundo levanta-se em louvor do falecido Jackson. Em simultaneo reclamam-se penas duras para os acusados de pedofilia.

Somos propensos ao paradoxo, ou temos a memória demasiado curta.
Em qualquer caso, isto é pouco saudável (digo eu).

segunda-feira, junho 22, 2009

No País das palavras



A noticia não é muito recente, mas como vamos ter eleições dentro em pouco, vale a pena recordar o que vão dizendo estes palavrosos senhores ...


sexta-feira, maio 22, 2009

A saga continua

Diário de Notícias de 7 de Outubro de 2008:

«"Não estávamos a conseguir aguentar financeiramente a casa, estávamos a entrar em situação de ruptura e então resolvemos separar-nos, mas só no papel."


O desabafo é de João R., 41 anos, pai de seis filhos, residente em Braga, que simulou uma separação com a sua mulher, Ana R., 39 anos, para poder beneficiar das deduções em sede de IVA relativas a encargos com os filhos do casal.
Desde então, há quatro anos, a família Rodrigues, que continuou a ser uma família no seu dia-a-dia e que apenas se divorciou "no papel", tem vindo a poupar cerca de mil euros por mês. "O correspondente a um salário quase", explicou ainda João R. ao DN.

Esta é mais uma de muitas famílias de pais casados ou unidos de facto a quem o Estado- através do regime de tributação de IRS em relação aos encargos com os filhos - não permite descontos fiscais sobre o valor desses encargos, ao contrário das famílias monoparentais, de pais separados ou divorciados, que podem descontar o valor da chamada "pensão de alimentos".


Esta realidade foi denunciada já em 2005, pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, e levou o Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, também logo na altura, a fazer um apelo ao Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, nesse sentido.

Em 2007, o Governo assumiu a existência dessa falta de equidade na tributação fiscal e prometeu um igual tratamento, mais favorável às famílias monoparentais, naquilo a que chamou "Relatório para a simplificação dos Sistema Fiscal Português".

Até hoje, contudo, tudo se mantém. Por isso, o Provedor de Justiça voltou a questionar, ontem, o Governo, para que lhe transmita "o estado de concretização das medidas preconizadas nesse relatório", pode ler-se no comunicado do gabinete de Nascimento Rodrigues.


Contactado pelo DN, o gabinete do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, não esclareceu o porquê do atraso e apenas assumiu que "esse assunto está a ser estudado".


"Desde que fingimos esta separação que conseguimos comprar um carro, para transportar decentemente os meus seis filhos, um fogão para a cozinha e fazer férias". Porque, segundo João R., "estávamos a caminhar para uma "situação absurda" .
Por isso, há quatro anos, casados desde 1990, o casal, com educação de nível superior e a trabalhar como quadros superiores de empresas, recorreu a um advogado e simulou uma intenção de separação. "Mas nada mudou. Continuamos a viver juntos e a gostar um do outro."»

Republiquei este post hoje porque, pelos vistos, ainda não somos
uma espécie em extinção ... (por enquanto)

terça-feira, maio 19, 2009

Criancinhas


«A criancinha quer Playstation. A gente dá. A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa. A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate. A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito
como os colegas da escola e é perigoso ser diferente. A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando. A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua. Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares. A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com
os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».


Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».


A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias». Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?


Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.»
(
A Devida Comédia, coluna de Miguel Carvalho, Artigo publicado na revista VISÃO online)

terça-feira, março 10, 2009

Cada vez mais jovens ...

Uma médica do Madison Memorial Hospital, nos EUA, fala acerca de uma "mãe" de 9 anos que acaba de ter a sua criança no Hospital (um bebé com cerca de 2,3oo kg).


Falado em inglês, noticia da CBS news, editada em 23 de Janeiro de 2009.

Encomendar um filho na telepizza

Nem todos estão conscientes de que, hoje em dia, diagnóstico pré-natal significa geralmente abortar, na presunção de que é possível evitar algumas doenças, matando o futuro doente.

A verdade é que apenas se avaliam probabilidades de adoecer, o que significa que se matam seres humanos saudáveis, apenas para que não adoeçam num futuro imprevisível.
Para sermos coerentes, provavelmente mataríamos toda a gente porque todos estamos em risco de adoecer ( ou de ter um acidente grave com sequelas).

Tudo isto começou há muito tempo, com a fertilização in vitro. Desde essa altura que a produção de embriões humanos por manipulação no laboratório, teve sempre como efeito colateral a morte de centenas de irmãos desse ser, por não terem sido "seleccionados" para implantação no útero.


Claro que tudo isto é justificado com ideais muito virtuosos, como sejam uma sociedade sem doentes, ou o evitar de terríveis doenças hereditárias. À medida que for aumentando a capacidade de diagnóstico precoce, a manter-se esta cultura, iremos matando ("seleccionando") cada vez mais crianças, muitas delas saudáveis, apenas porque tinham uma "probabilidade" de vir a adoecer, algures no futuro.


O facto de nem todos os que têm predisposição genética para adoecer, adoeçam efectivamente (é apenas uma probabilidade), tal como o facto de que os ditos "saudáveis" adoeçam frequentemente de doenças comuns, não tem demovido os novos "construtores" de seres humanos.

O poder de "construir" e destruir seres humanos é, na sua argumentação, um dogma intocável: quem se opõe é retrógrado, inimigo do "progresso", tem interesses ocultos, etc.


Com tudo isto já se estão também a criar novas discriminações sociais: entre os que têm dinheiro para a "selecção" dos filhos, e os pobres que ficariam entregues ao azar genético.


No meio de tudo isto, sobra a superstição científica sobre o valor preditivo dos genes. Basta passar os olhos pelos casos do mundo real.
No New York Times de Agosto passado, uma entrevista a duas irmãs gémeas, ambas com 92 anos de idade, mostrou uma delas vibrante de saúde e actividade, vivendo sozinha e conduzindo carro, fazendo compras e participando em actividades da comunidade. A outra acamada, por fractura osteoporótica, com uma doença que a está a levar à cegueira, com incontinência urinária e demência.

Os genes são apenas um dos dados da saúde e da doença: os factores do ambiente, da cultura, os hábitos de vida, a alimentção, as escolhas individuias, etc. têm um peso equivalente no prognóstico.

James W. Vaupel é director do Laboratório do Instituto Max Planck, na Alemanha, dedicado ao estudo da "Sobrevivência e Longevidade". Segundo ele, enquanto a altura de uma criança pode ser explicada em 80 a 90% pela altura dos pais, no que diz respeito à longevidade, os genes herdados apenas contribuem com 3%. De facto sabe-se que os gémeos monovitelinos ("verdadeiros" gémeos) morrem com diferenças de idade média de cerca de 10 anos.

O que tudo isto significa é que as probabilidades e generalizações apenas funcionam na estatística de grandes grupos. Em termos gerais, sabemos que um obeso que fuma tem mais hipóteses de morrer cedo do que o magro, que não fuma: mas perante casos individuais, nada sabemos.

A maioria das pessoas em famílias com doenças hereditárias não morrem da doença que herdaram, muitas nem sequer têm a doença.

segunda-feira, março 09, 2009

TPC

Esta jovem de 12 anos gravou este trabalho que fez para a escola (7º ano de escolaridade).



As legendas em português podem ser ligadas / desligadas no icone no canto inferior direito (icone "CC")

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Educação para a cidadania

Em Espanha, a disciplina de Educação para a Cidadania é objecto de debate aceso.



(Extraído do livro "Educación para la Ciudadanía y los Derechos Humanos", editorial Octaedro, p. 32.)

terça-feira, fevereiro 17, 2009

O vazio

«Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido. Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia.» (...)(Mário Crespo, no Jornal de Notícias, em 16 de Fevereiro):

«O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer.


Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido.

Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. (...

Descobriram agora ... Mas qual ética?

A reitora da Universidade de Aveiro, Helena Nazaré, comenta que as Universidades têm uma parte da responsabilidade pela crise financeira por não terem preparado os seus aluno para as questões éticas. (No Diário Económico)


Importante, interessante, apenas um pouco tardio. Mas o debate é cada vez mais necessário: qual ética? A que valoriza os seres humanos em função da sua capacidade de "serem desejados", ou "autónomos", ou "auto-conscientes"? Porque essa é precisamente a ética que nos levou à situação em que estamos.


Estamos onde estamos não por acidente, mas por escolhas (globais) estrategicamente e deliberadamente propostas e impostas ...

Repare-se que no National Prayer Breakfast, uma tradição respeitada por todos os presidentes do EUA, o Presidente Barack Obama citou Santo Agostinho: "Reza como se tudo dependesse de Deus; trabalha como se tudo dependesse de ti."

Estão a imaginar as nossas Escolas Públicas a fazerem algo parecido?

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

TV e video podem perturbar o desenvolvimento verbal

Um estudo publicado na revista médica "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine" pretendeu avaliar a qualidade da interacção entre crianças pequenas e seus pais e relacioná-la com os conteúdos dos meios de comunicação.

As crianças pequenas que viviam em casas onde a TV e o video estão quase sempre ligados têm menor probabilidade de desenvolver a linguagem de mod0 adequado.

O investigador principal, Alan Mendelsohn, director de investigação clínica do Departamento de
Pediatria da Escola de Medicina de Nova York, afirma desalentado que "a tv educativa não é uma solução".

Desde que a TV esteja ligada, ou o vídeo, o contacto verbal entre pais e filhos fica reduzido, refere o estudo.

O estudo também não demonstrou que a chamada programação educativa aumentasse a interacção verbal entre pais e filhos, mesmo quando viam tv juntos.

O que acontece é que a tv fica acesa enquanto a mãe, geralmente ela, se ocupa com outras tarefas da casa e as crianças ficam sós diante da "ama electrónica".

"As nossas conclusões são relevantes porque a interacção entre pais e filhos tem uma enorme repercussão no desenvolvimento infantil precoce e no sucesso escolar, bem como nos riscos relacionados com a adolescência", sublinham as conclusões do estudo.

Este estudo vem reforçar as recomendações da Academia Americana de Pediatria de que as crianças com idade inferior a 2 anos não devem ver televisão.

O estudo centrou-se em crianças pequenas e em familias com baixo nivel socio-económico.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Carta a Javier Fesser


Publicada no ABC em 7 de Novembro de 2008, a propósito do seu filme.

«Carta a Javier Fesser»

«Não conheci Alexia, nem a sua família, nem o Opus. Julgo que posso dizer que tampouco conheço a Deus. Sou mãe de uma criança de sete anos com cancro. Nunca lhe ouvi uma queixa, nem nunca perguntou o porquê da doença. Quando não pode mais com dores, fica com a cara molhada de lágrimas. E nós ficamos desconsolados. Tenho a certeza que ela é mais valente do que nós. De manhã, quando vou acordá-la dou graças por esta filha que é um tesouro que recebi.

Ao seu lado entendi como é possível sofrer e ser feliz ao mesmo tempo. Somos felizes porque a sua presença ao nosso lado preenche os nossos dias. Ao mesmo tempo sofremos porque não podemos fazer nada para a manter connosco; custa-nos ver como se vai apagando lentamente.

No dia em que se vá, o nosso coração ficará rasgado. No entanto por vezes quereria que fosse agora, para não a ver sofrer. Quem pode resistir à dor de ver que se nos escapa, sem podermos fazer nada?

Javier, não sei se conseguirás entender isto. O que sentiram os pais de Alexia? Não é nada parecido com o teu filme, não é? Já imaginaste se algum dia Deus permitir que tenhas um filho moribundo entre os teus braços? Serás capaz de repetir o que tens dito nas entrevistas? Se passares por isso, verás como o mundo muda de cor... Faltou colocares-te no lugar dos outros.

Parece-me que o teu filme não nos feriu só a nós, mas a todos os espanhóis, porque é um ataque frontal à democracia, que só pode construir-se sobre a tolerância e o respeito às crenças dos outros. Podemos não estar de acordo e podemos dialogar sobre isso, mas é uma tirania levantar a bandeira da liberdade para violar os direitos dos outros e troçar de forma gratuita do sofrimento alheio.

Não duvido que sejas um talento, mas fico entristecida que o uses para ferir, em vez de construir esperanças. O esforço seria o mesmo, e o aplauso seria de todos. Também não entendo porque é que o governo financia, com o dinheiro de todos, filmes que ferem a sensibilidade de tanta gente, em vez de pagar a luta contra o cancro, ou contra a doença de Alzheimer.

Tanto o meu marido como eu tivemos imensas dúvidas em escrever-te. Há tanto que fazer nesta sociedade que isto nos parece uma perda de tempo. Acabámos por fazê-lo na expectativa de que isso possa ajudar outros pais.

Nós decidimos que queremos procurar a verdade sobre esse Deus que sobrevive à morte, e que não permite que a nossa vida acabe no vazio. Também decidimos ir ter com alguém do Opus Dei para que possa explicar-nos tantos porquês que não entendemos. Talvez nos dêem as respostas que tu não soubeste dar-nos.

Embora para o mundo de hoje isso pareça impossível, acreditamos que talvez só Deus nos poderá confortar. »

Teresa e Pablo.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

opção da mulher


«Portugal é o segundo da UE com maior taxa de cesarianas » (noticia de hoje no Publico)

(...) Vários factores contribuíram para este aumento, incluindo o medo dos processos judiciais, a percepção de que a cesariana era um procedimento seguro e o desconhecimento das suas possíveis consequências adversas. O facto de as mulheres pedirem cesarianas também foi citado", refere o relatório (...)

Pelos vistos para os nossos moralistas sanitários o facto de as mulheres optarem por cesarianas não deveria ser respeitado. Mas se optarem por abortar, já não há nada a dizer e até dá direito a subsídio!



domingo, dezembro 14, 2008

Pais-helicóptero


«Nós pais nunca podemos ganhar, não é? Quando se trata de vencer, todos são melhores do que nós, incluindo os que nem sequer têm filhos.


Uma mãe recente aprende esta primeira lição quando sai pela primeira vez, para a rua, com o filho no carrinho (com a criança virada para si porque, felizmente, as investigações da psicologia confirmaram esta básica questão de bom senso...). O primeiro estranho bem-intencionado que encontra garante-lhe que a criança está irrequieta, por estar demasiado presa; o bem-intencionado seguinte, garante-lhe que a criança está em risco, por estar demasiado solta.

Lê-se muito, hoje em dia, sobre os chamados pais-helicóptero. Também já vimos atrás os chamados pára-quedistas bem intencionados ... Os pais-helicóptero envolvem-se pessoalmente em cada pormenor da existência dos seus filhos, permanentemente pairando, vôo circular, para protegerem as crianças não só do mal exterior, mas delas próprias. Se acham a Wikipédia credível, então a expressão "pais-helicóptero" é original do séc. XXI.

Claro que hoje em dia, os pais não têm grande alternativa senão planarem como helicópteros; de facto até é isso mesmo que a sociedade espera deles. Lembro-me logo dos trabalhos de casa (TPC's). Tendo acompanhado a ida para a escola de 10 crianças, ao longo dos últimos 16 anos, senti claramente a mudança no modo como as crianças são ensinadas a lidar com os deveres e os compromissos. A responsabilidade por estas tarefas foi transferida dos alunos, para os seus pais.

No "velho" séc. XX, quando o meu filho mais velho estava a começar a receber alguns trabalhos para casa (algures no 2º ano de escolaridade), recebiam um pequeno caderno (com metade das folhas) para fazerem e guardarem os seus pequenos trabalhos. Era a sua tarefa.

Se omitissem os deveres, três vezes sucessivas, na semana seguinte deveriam sofrer as consequências: o caderno tinha que ser assinado, diariamente, por um dos progenitores.

Por outras palavras: a assinatura dos pais era requerida apenas para os alunos que ainda não tinham conseguido organizar-se e responsabilizar-se pelas suas tarefas. Esta estratégia servia para ajudar na responsabilização da maioria dos alunos, e permitia uma maior proximidade naqueles que a requeriam.

Para os meus dois filhos mais velhos funcionou lindamente. Mantiveram-se bastante organizados até à Universidade.

Actualmente os alunos compram uns cadernos enormes, com argolas espiraladas, e na maioria das escolas é pedido aos pais que assinem diariamente os cadernos.

Parece-me que este foi o início dos "pais-helicóptero". Isto não ajuda nada os pais que tentam ao máximo não serem "helicópteros" [abelhudos, diria eu]. Na escola dos meus filhos estes cadernos têm que ser assinados diariamente, mesmo que não haja nada escrito no caderno, nesse dia.

A Mãe e o Pai têm mais uma rotina importante no seu dia: assinar uma folha do caderno, ainda que em branco. E os meus filhos não se podem esquecer, diariamente, de recordar ao Pai ou à Mãe de que devem assinar uma folha branca. Já não são só "pais-helicóptero", também são os "filhos-helicóptero".

E na escola, os filhos são responsabilizados ... pela assinatura dos pais. Se a assinatura faltar, mais de 3 dias, o nome do aluno é escrito no quadro, e recebem uma classificação de "trabalho de casa incompleto", mesmo que tenham feito sempre os trabalhos de casa.

O efeito desta rotina nos meus filhos, na fase do ciclo básico, foi interessante. Tornou-se uma luta para conseguir que eles se responsabilizassem pelos seus estudos. Actualmente, com os mais novos, as conversas podem ser assim:

-Mãe:«O que é que queres dizer com que 'ainda não começaste a fazer' o projecto que devias entregar amanhã?»

-Filho (em tom acusador):«Só estava escrito no caderno ...»

Esta é a altura em que os meus filhos entendem (porque eu lhes digo, com todas as letras), que a única razão porque assino os cadernos é porque os professores assim o querem, mas que não é tarefa minha andar a esvoaçar à volta dos seus trabalhos de casa.

Termino a lição perguntando se eles estão a imaginar que, quando forem adultos, irei diariamente ao emprego deles ver se de facto foram trabalhar. A seguir sentam-se na mesa da sala de jantar e ficam a trabalhar até cumprirem todas as tarefas devidas para o dia, comigo a vigiar para que não haja escapadelas.

No fim ganham em independencia, e autonomia, embora provavelmente me acusem de ser realmente uma mãe-helicóptero, porque exijo que apontem para ter, pelo menos, nota 4 (numa escala de 5), mesmo que estejam a fazer o trabalho à última hora.

Os pais-helicóptero, tal como os bebés demasiado soltos, ou demasiado apertados, estarão provavelmente na mira dos bem-intencionados pedagogos. Mas a decisão do maior ou menor aperto, ou de esvoaçar ou não, é melhor deixarem-na com a Mãe e o Pai.»

(escrito por Michelle Martin, Toronto. Canadá, no blog de Mercator.net)

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Com a verdade me enganas ...


«Ninguém emenda um erro que não reconhece. Quem acha que tudo vai bem só corrige o mal demasiado tarde. A recente crise financeira mostra muitos casos destes»

(...)

«A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação. O público não quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o repórter precisa de ter graça, ser espirituoso, ver o aspecto insólito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para gáudio mútuo o ridículo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar.

Assiste-se a uma verdadeira caça ao deslize, empolado até à hilaridade. Só triunfa se apanhar desprevenido e atrapalhar o entrevistado. Enquanto descreve o que vê quase às gargalhadas, não se dá conta da perda de dignidade profissional. Tem sucesso, mas não rigor. Quem segue a notícia fica com a sensação de ouvir aquele que, dos presentes, menos entendeu o que se passou no acontecimento.

Aliás, relatar o sucedido é o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda mediática que levou da sede. A inauguração de um projecto revolucionário, por exemplo, só importa pela oportunidade de fazer a pergunta incómoda ao governante sobre o escândalo do momento. Investimentos de milhões, trabalho de multidões, avanços e benefícios notáveis são detalhes omitidos pela intriga picante que obceca o periódico.» (...)
(J Cesar das Neves, artigo DN, 01 Dez 2008)

sexta-feira, novembro 28, 2008

Taxa sobre os produtos cosméticos

A douta maioria na Assembleia da República acaba de aprovar, in extremis, uma emenda para garantir que a "taxa sobre os produtos cosméticos" seja de 1% e não 2%. Extremamente adequado e pertinente já que é seguramente um produto a usar abundantemente quer na AR, que em muitos orgãos de comunicação social.

Será por isso que a
APFN (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas) chamou às alterações do orçamento, no que respeita ao IRS das famílias, "uma gigantesca aldrabice". Alguns jornais (o Sol e o DN, pelo menos) divulgaram a falsa notícia de que a posição do governo estaria "próxima" da reclamada pela Associação, divulgação feita depois de o comunicado da Associação já ter chamado ao assunto "pior a emenda que o soneto"!

Agora, além de coisas brilhantes como penalizar os carros a diesel (mais amigos do ambiente que a gasolina ...), reduzem as deduções das pensões de alimentos dos casais separados, a pretexto "acabar com a discriminação fiscal dos pais casados ou viúvos relativamente aos pais com outros estados civis".

A verdade é que "esta solução faz com que a esmagadora maioria dos contribuintes que pagam pensão de alimentos, cujo IRS é inferior a 20% do seu rendimento bruto, fiquem a pagar ainda menos IRS. Apenas os contribuintes que pagam pensão de alimentos e cujo IRS é superior a 20% do seu rendimento bruto têm um ligeiro agravamento do IRS. (...) Em qualquer das situações, os casais divorciados ou separados com filhos (qualquer que seja o seu número) continuam a ser fortemente beneficiados relativamente aos casais casados ou viúvos."

(...) "A manter-se esta situação, é naturalíssimo que bastantes mais pais casados se separem "no papel", numa legítima medida de "planeamento fiscal", a fim de, pagando muito menos IRS, resistirem com menor dificuldade à crescente crise económica (e não só) em que o País vai mergulhando.
Terão, ainda, direito ao benefício de 20% no abono de família devido aos pais "monoparentais" que o Governo instituiu neste ano. Para esse fim, terão apenas que ter o cuidado de darem moradas fiscais diferentes um do outro, da mesma maneira que várias empresas têm a sua sede social nos locais que lhes permitam pagar menos imposto."
(...)

E ainda há quem se queixe da estupidez de um líder do outro lado do Atlântico! Hi-Ho!

terça-feira, novembro 25, 2008

os patolas a que já nos habituámos


«OE2009: PS corrige diferenças no tratamento fisca»

«Pior a emenda que o soneto?»


A maioria para lamentar prepara-se para mais uma ideia "luminosa". Ver aqui, o comunicado da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, a propósito das alterações fiscais que a maioria propõe em sede de IRS.


«Foi com grande surpresa que a APFN tomou hoje conhecimento pela comunicação social de que o grupo parlamentar do PS vai entregar uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2009 que penaliza fortemente os contribuintes divorciados que pagam pensão de alimentos, sob a desculpa de corrigir a discriminação fiscal na tributação de contribuintes casados face a divorciados.» (...)



«A injustiça perante os contribuintes casados ou viúvos consiste em que, quem recebe essa pensão, pode deduzir até 6000 EUR dessa fonte de rendimento. Pelo contrário, os casados ou viúvos não podem deduzir qualquer valor ao rendimento que recebem para suportar as despesas normais do "simples viver" - comer, vestir, calçar, porque não podem ser objecto dessa fonte de rendimento!

Através desta medida, parece que o legislador quer penalizar os contribuintes divorciados ou separados mais generosos, tornando ainda mais difícil a fixação de uma justa pensão de alimentos.» (...)


O comunicado tem a data de 21 de Novembro, mas ainda hoje alguma imprensa o ignora. Tão poderosa é a voz do dono...


segunda-feira, novembro 17, 2008

High School Musical 3




Itálico"High School Musical 3: o último ano",
mantém o êxito dos filmes anteriores. Neste os personagens já envelheceram um pouco (é o último ano na escola ...), mas rodam e rodopiam com o esforço e o optimismo do costume.
O serviço de informação Aceprensa, tem a crítica aqui.




quarta-feira, outubro 29, 2008

???????????


Segundo noticia inserida no jornal Público, o Conselho Nacional de Educação recomendou ao Ministério da Educação que "os alunos deixarão de reprovar na escola até terem completado o 12º ano".

«Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.» (Thiago de Mello, Estatuto do Homem)

Oxalá as empresas do futuro sejam todas automatizadas e não precisem de pessoas treinadas e competentes!

terça-feira, outubro 28, 2008

A sequencia



Não foi há muito tempo que alguém minimizava o facto de que o " número de armas apreendidas nas escolas não tem aumentado".

Estamos a falar de Portugal.

As
denúncias do professores tampouco tiveram efeito.

Os protestos dos pais, talqualmente. Os tais pais de quem a escola se queixa por falta de participação. Já agora, participam em quê? Não escolhem a escola, nem o professor, nem o manual, nem o currículo ... E se protestarem, são ouvidos?

Bem,
agora começam a ver-se algumas consequencias deste último quarto de século de maravilhosas teorias educativas. Continuemos a participar e a protestar. Algum dia (esperemos que cedo) alguém poderá pensar que a única teoria que não foi experimentada, era a mais óbvia.

quinta-feira, outubro 23, 2008

promoção da precariedade




(...) «Há pessoas em cujo espírito subsiste a ideia de que defender a concepção de uma família estável e duradoura, como alicerce para a saúde mental do indivíduo e para o bem da sociedade, corresponde a um pensamento retrógrado.

Pressente-se, assim, que a estabilidade na família é vista com um cepticismo mordaz e como uma grilheta à liberdade individual.


Embora careça de melhor explicação quais os modelos alternativos de família que defendem os vários partidos políticos, "a concepção de família alternativa" mais popular é aquela que fomenta as experiências individuais e rejeita um estilo de vida padronizado. Ou seja: viver bem e ser feliz não depende de uma forma-padrão.

Nesta configuração, a família transforma-se numa união de pessoas que coabitam numa proximidade física e emocional, na qual a "paixão por viverem juntas" é o único compromisso de coexistência.

Mas este é um conceito de família vago, permissivo e volátil, uma vez que, ora existe, ora deixa de existir.

Trata-se de uma concepção de família que não deixa espaço para a estabilidade e que tem asco à responsabilidade, dado que, ao mínimo sinal de inconveniência, fracasso ou de risco, facilita a impulsividade e aponta inequivocamente a fuga como a melhor saída.»


(...)

Promover a volatilidade absoluta nas relações familiares, sem direitos e obrigações prescritas, é promover a imaturidade.

(...)

Já há muito tempo que a Psiquiatria reconhece a importância da família no desenvolvimento do indivíduo e a sua ligação à psicopatologia. Qualquer alteração legislativa radical - democraticamente legítima - no regime jurídico do casamento tem fortes implicações individuais, familiares e sociais, cujas consequências são imprevisíveis.

Porém, não se tem observado, por parte do legislador, a necessária prudência e o espírito dialogante que deveria acompanhar uma matéria tão sensível como esta.

Resta esperar que a nova concepção de família não seja uma obsessão política invencível e que haja tolerância e responsabilidade democrática suficiente para se continuar a discutir este importante tema.»

Pedro Afonso, A familia volátil e a imaturidade,
Médico psiquiatra ,
no Público de 23-10-2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

natalidade


No Jornal de Notícias:

«
Natalidade: Boticas, Murça, Lamas de Olo, Arrois, Provezende e Vimioso atribuem incentivos»

«Os bebés que nasçam em Boticas, a partir de 2009, vão ter direito a um apoio financeiro de 500 euros, uma iniciativa hoje anunciada pela autarquia no âmbito de várias medidas para aumento da natalidade naquele concelho.

São cada vez mais as autarquias e juntas de freguesia, em Portugal, que atribuem apoios financeiros à natalidade, criando incentivos para o aumento da população, cada vez mais envelhecida.» (...)