quarta-feira, outubro 28, 2009

Pais pedem demissão do Director Geral da Saúde

«A Plataforma Resistência Nacional exigiu, à Srª Ministra da Saúde, em 21 de Agosto de 2009, a imediata demissão do Director Geral de Saúde, Dr. Francisco George, por ameaçar a saúde de milhares de jovens portuguesas» (...)




A Plataforma colocou várias questões, de índole técnica, ao Ministério, relacionadas com gravidez, contracepção e infecções de transmissão sexual, na adolescência, questões às quais o Ministério não conseguiu responder, iludindo a resposta com afirmações que não correspondem ao que actualmente a ciência diz sobre o assunto
.

Aqui, o comunicado. ->



Termina a Plataforma a dizer: "Na iminência de uma crise pandémica não é admissível que à frente da Direcção Geral de Saúde esteja alguém que demonstra uma ignorância perigosa, tendo em atenção a gravidade da matéria: apenas e só a saúde de milhares de portuguesas adolescentes e jovens."

Repliquei este post, depois desta noticia. Pois é, a aldrabice é contagiosa ...

domingo, outubro 18, 2009

Faltas à escola por febre


No contexto da epidemia de gripe que se prevê, o Ministério da Educação já oficiou às escolas para simplificar os procedimentos de faltas dos alunos às aulas por motivo de febre.

Assim, bastará que os pais justifiquem (na caderneta escolar, por exemplo) as faltas - até 7 dias (5 dias úteis)- por motivo de febre, sendo contado como primeiro dia, o dia em que teve febre.

Só será necessário atestado médico, para regressar ANTES dos 7 dias que estão preconizados.

Febre, de acordo com o sitio da Direcção Geral de Saúde, neste contexto, é um valor igual, ou superior, a 38º C.


sábado, outubro 03, 2009

família numerosa engripada


«Yoya, uma madrilena, mãe de oito filhos, conta como passou a gripe lá por sua casa:

(...)

«"tudo começou na segunda-feira, quando duas das crianças pequenas se sentiram doentes, com febre e dor de garganta». Nos dias seguintes foram adoecendo outros e , finalmente, também o pai."
A mãe ficou inicialmente surpreendida, mas tranquila. Já teve outras experiências parecidas.

"Como agora não se fazem análises, a não ser nos doentes que são internados, telefonei ao Pediatra que me disse que se aparecessem outros casos seria gripe A, (...) já que com o clima actual, e nesta altura do ano, seria quase impossível ser gripe sazonal."


O que é que faz uma mãe de oito filhos, todos doentes com gripe, e ainda o marido igualmente doente?
"Não paro. Aos mais pequenos, é preciso cuidar de tudo, não confundir as doses dos medicamentos, vigiar a febre. (...)
De qualquer modo, embora o contágio fosse rapidíssimo, os primeiros a adoecer já voltaram ao colégio.
Foi a própria escola que nos enviou uma circular, no iníco das aulas, em que nos avisavam que em caso de gripe poderiam regressar 24 horas depois de ter desaparecido a febre."» (...)


(notícia no ABC)

aviso à navegação


«Há para aí muito navio de guerra fazendo fumo para se esconder. Ninguém diz o que pensa, ninguém fala das coisas como são, não se lê, só se treslê. Uma assustadora hipocrisia enche o espaço público.» (Pacheco Pereira, no Abrupto)

quarta-feira, setembro 30, 2009

Acertar, mesmo não querendo


Comunicado da Associação Juntos pela Vida, « Ás 18h00 de dia 27 de Setembro os Juntos pela Vida enviaram o comunicado em anexo para a comunicação social.

Infelizmente, como se verificou, foi premonitório…»



COMUNICADO

«Independentemente dos resultados eleitorais o que se anuncia é uma ofensiva sem precedentes da Cultura da Morte!

.

1. No longo cortejo de Crimes contra a Humanidade há um que se destaca:

a. Pela natureza, grau de inocência e vulnerabilidade da vítima;

b. Pela assustadora e desproporcional coligação de forças que se une para atacar o mais indefeso dos seres;

c. Pela completa corrupção das funções do Estado, do Direito e da Medicina;

d. Pela instrumentalização e destruição das mães, atiradas para a sarjeta surda de uma dor longa, que as consome em fogo lento;

2. O aborto é o mais abominável de todos os crimes.

3. Os Juntos pela Vida preveniram, na manipulada campanha do referendo ao aborto, que tal como ao dia se segue a noite, ao aborto se seguiria a eutanásia.

4. Disseram-nos que uma coisa não implicava a outra, apesar de Portugal ser o único país que na mesma legislatura legalizou o aborto e tentou legalizar a eutanásia;

5. Hoje o alerta vai mais longe – a partir de 28 de Setembro de 2009 Portugal vai conhecer o mais violento ataque à vida jamais lançado no mundo ocidental:

a. Já temos a lei do aborto mais liberal do Ocidente;

b. O BE proporá a eutanásia, a pedido do próprio, a partir dos 18 anos; e, a pedido dos familiares, para pessoas inconscientes ou inimputáveis. O PS chumbará a proposta aprovando a medida “mais moderada e não menos moderna” da eutanásia "só" para "doentes".

c. É “lógico”, pois quando faltam crianças há que assegurar a sustentabilidade das pensões eliminando os pensionistas.

d. O BE proporá o casamento gay com possibilidade de adopção. O PS chumbará e, mais “moderadamente”, aprovará primeiro “só” o casamento gay, e num “prudente depois” a adopção.

e. Será imposta nas escolas a propaganda gay através da educação sexual.

f. Irão chamar os promotores e industriais do aborto para serem os responsáveis pela educação sexual para a prevenção do aborto;

g. Irão assimilar o contrato de casamento e a união de facto – que passarão a ser situações equivalentemente precárias –, desprotegendo-se totalmente mulheres e crianças.

6. Por tudo isto a partir de 28 de Setembro de 2009 está decretada a caça à criança, ao idoso, ao doente e à mulher.

7. Com a mesma angústia de morte que sentiram as pessoas mais lúcidas perante os passos crescentemente errados que antecederam a Segunda Guerra Mundial, os Juntos pela Vida recordam hoje aquela frase atribuída a Balzac: “maldito o que não gritasse no deserto, pelo receio de não ser ouvido por ninguém”.

8. Neste momento como em outros da nossa história recente os Juntos pela Vida saberão assumir as suas responsabilidades, seja pela acção junto do parlamento hoje eleito, seja na promoção de todas as movimentações populares necessárias a impedir este imposição de uma Cultura de Morte.

Lisboa, 27 de Setembro de 2009»

domingo, setembro 06, 2009

A palmada neo-zelandesa

Um referendo, na Nova Zelândia, pede a descriminalização da "palmada". Desde 1996 que a reforma do Código Penal neste país passou a considerar maus -tratos qualquer castigo físico às crianças, remetendo para o juízo individual das autoridades a decisão de aplicar, ou não, a lei.

Este referendo, de inciativa popular, votou pela despenalização da "força razoável" por 87,6% de votos a favor, com uma participação de 54% dos eleitores.

O Primeiro-Ministro John Key já disse que a lei não será alterada, mas que entende o sentido do referendo como que "os eleitores não querem que os pais que agem correctamente sejam penalizados por uma palmada ligeira".

quarta-feira, agosto 05, 2009

economia e natalidade


No Jornal de Negócios de 5 de Agosto:


(...) «a lista dos países mais envelhecidos é encabeçada por economias que, na última década à semelhança de Portugal, têm revelado crescimentos económicos débeis: Japão, Alemanha e Itália. Esta circunstância desperta interrogações sobre um eventual nexo entre envelhecimento e fraco crescimento.»

(...) «Para Portugal, inevitavelmente, o envelhecimento coloca importantes desafios à sustentabilidade da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde,» (...)

«Relembrando o modelo de crescimento económico de Solow: simplificadamente, o crescimento económico explica-se pela expansão da população, pela evolução do investimento/da utilização de capital e, por último, pelo progresso da produtividade ou inovação. Olhando para a economia portuguesa, a população definha, a utilização de capital é baixa e o investimento, no curto prazo, está comprometido pela escassa poupança. Restam acréscimos de produtividade. Ora, o envelhecimento da população, como a evidência empírica demonstra, implica alterações significativas nas preferências dos agentes económicos, resultando em impactos não negligenciáveis na produtividade.» (...)

(Cristina Casalinho , A maldição do envelhecimento, Jornal de Negócios)

quarta-feira, julho 29, 2009

Familias com filhos são discriminadas

«O Provedor de Justiça voltou a questionar o Governo sobre o estado em que se encontra a concretização das medidas previstas no Relatório para a Simplificação do Sistema Fiscal Português para rever a questão do tratamento fiscal mais favorável para famílias monoparentais relativamente a famílias de pais casados ou unidos de facto.

De relembrar que em 2005, depois de apresentada uma reclamação pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN), a Provedoria de Justiça concluiu que, em determinadas situações, as famílias monoparentais podem ser globalmente menos afectadas pela tributação em sede de IRS do que os agregados familiares de pais casados ou unidos de facto.

O relatório finalizado em Maio de 2006, defende que deve haver uma aproximação do tratamento fiscal dos agregados familiares, independentemente da situação dos pais, o que passaria por ser ponderado "o estabelecimento de um regime de tributação separada com possibilidade de opção pela tributação conjunta, sendo a opção efectuada nos moldes em que já ocorre relativamente aos unidos de facto, ou seja, mediante a assinatura para ambos da respectiva declaração de rendimentos, medida essa, aliás, já recomendada pela Comissão para o Desenvolvimento da Reforma Fiscal".» (...) Em ImpostosPress.Net

Mas os governos (todos!) gostam mais da propaganda, do que da realidade ... Basta reparar como agora (só agora ...) a maioria se lembrou de "favorecer" as famílias. De "favores" dos governos estão as famílias fartas!!

Como esta treta da "conta-poupança" de 200 € para os bebés poderem usar aos 18 anos. E até aos 18 anos, vivem de quê? Do ar?
É precisamente nos primeiros anos de vida que as famílias têm maiores dificuldades que vão desde o dinheiro para as fraldas, aos sapatos e roupa, às cadeirinhas para os automóveis (obrigatórias por lei), etc.

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas chamou a esta medida, uma
"medida divertida" própria de quem "não percebe nada" de incentivos à natalidade" e que esta iniciativa "não serve para rigorosamente nada". (notícia DN, de hoje)

"Na Europa, as famílias recebem em média cerca de 150 euros por mês por cada filho", diz o Presidente da Associação.

A Associação de Famílias Numerosas enviou aos partidos políticos uma lista de 10 medidas que julgam essenciais para incentivar a natalidade: "Esperamos que as analisem e, se estiverem de acordo, que as coloquem no seu programa eleitoral".

Se querem de facto melhorar a vida das familias, não faltam propostas positivas e concretas. E nem sequer são novas.

segunda-feira, julho 27, 2009

uma no cravo ...


(...)
A «Comissão Nacional Justiça e Paz lembra, em comunicado enviado à agência Lusa, que, ao leiloar 217 armas de fogo, a PSP vem "dar um sinal contrário, prejudicando a luta contra a proliferação das armas", poucas semanas depois de a mesma polícia "ter destruído cerca de 16 mil armas, das quais cerca de mil eram armas de fogo, numa operação de grande impacto mediático". » (Publico, 27-07-2009)

Ou seja, a PSP apreende armas que depois vende? Nada de novo. É a mesma lógica dos políticos "liberais" que aparecem simultaneamente em porno-shows e pretendem condenar a pedofilia e a violência doméstica. Não será hora de mudar?

quarta-feira, julho 15, 2009

A mesma conversa do "subprime", os mesmos resultados


Nos dados oficiais da Direcção-Geral da Saúde, nos anos de 2003, 2004 e 2005, antes da liberalização do aborto, os registos de "perfurações do útero / outros órgãos", indicam, zero (0).

Em 2006, registam 1 caso, e em 2007, ano da liberalização do aborto, registam doze (12).
(fonte: Direcção Geral de Saúde, Episódios de Internamento por aborto espontâneo e IVG, Quadro III).


Portanto, esta gente que agora se lembrou de que o aborto está a ficar banalizado, e que até devia ser pago, anda a pregar moral, em nome de quê? Tudo isto foi dito ANTES da liberalização. Nessa altura, apesar dos dados existentes, os defensores do "não" foram insultados e desclassificados. Agora é reconhecido que afinal tinham razão. E vai mudar o quê?

A Constituição protege TODOS os seres humanos?


Mais de 10% dos deputados da Assembleia da República pedem a fiscalização constitucional da lei do aborto.
Notícia no Diário de Notícias no passado dia 6 de Julho de 2007

«Um grupo de 33 deputados entregou ontem no Tribunal Constitucional um pedido de verificação sucessiva da lei do aborto, aprovada depois do referendo de 11 de Fevereiro. (...)»

"Há falta de legitimidade no referendo, que não foi vinculativo, a regulamentação da lei foi feita por portaria, a objecção de consciência dos médicos não está bem enquadrada e o direito dos pais que não está em pé de igualdade com o das mães", resume Rui Gomes da Silva, deputado do PSD e primeiro subscritor do documento entregue no TC.

Para João Bosco Mota Amaral, o uso da prerrogativa que permite que 10% do total (230) dos eleitos recorram de uma decisão para o TC aconteceu porque "está em causa o respeito pelo direito à vida". O deputado do PSD e antigo presidente da Assembleia da República afirma ao DN que "o requerimento que foi apresentado para a apreciação da constitucionalidade do diploma levanta questões muito importantes". Até do ponto de vista formal: "Regulamentar uma lei através de uma portaria significa sonegar as capacidades do Parlamento. Devia ter sido feita através de um decreto do Governo e depois apreciada na AR", diz Mota Amaral.

Este pedido de fiscalização abstracta de constitucionalidade e legalidade da lei do aborto - que cita várias vezes o constitucionalista Jorge Miranda e Benedita Urbano sobre o instituto do referendo - sustenta que, "ao permitir a realização do aborto até às 10 semanas, com a condição de prévia consulta médica informativa, a Lei assegura a liberdade da mulher mas despreza, de forma constitucionalmente intolerável, o cumprimento do dever que vincula o Estado à protecção da vida humana do nascituro, o que importa analisar".

Matilde Sousa Franco e Teresa Venda, eleitas pelo PS, assinaram o requerimento, assim como Nuno Melo, António Carlos Monteiro e Hélder Amaral, do CDS. Mas a maioria dos 33 subscritores (só eram precisos 23) é do PSD: Guilherme Silva, Zita Seabra, Henrique de Freitas, Helena Lopes da Costa, Miguel Frasquilho, Feliciano Barreiras Duarte são alguns dos que deram o nome.»


Curiosamente cada vez falamos mais (e bem) da protecção dos animais: ou seja, arrsicamo-nos a desejar "vida de cão" para que nos seja permitido viver! E não tarda muito que alguém faça contas a quanto valemos em euros, e decida em função do "custo" ...

terça-feira, julho 14, 2009

TV e pobreza verbal

«As crianças pequenas expostas em casa à TV e ao vídeo, em lares com baixo nível socio-económico, têm propensão a ter uma interacção verbal limitada com as suas mães»
Estudo publicado na revista médica de Pediatria, Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine (Arch Pediatr Adolesc Med. 2008;162(5):411-417.)

O autor, Alan Mendelsohn, director de investigação clínica no Departamento de Pediatria da Escola de Medicina de Nova Iorque.

Este estudo é pioneiro na avaliação da interacção entre pais e mães com os filhos, em relação a conteúdos específicos dos meios de comunicação.

O estudo mostra que a programação dita educativa não promove a interacção verbal entre pais e filhos. «O estudo é especialmente significativo porque sabemos que a interacção entre pais e filhos tem ramificações importantes no desenvolvimento infantil precoce, e também contribui para o êxito escolar»

Este estudo vem sustentar a recomendação anterior da Academia Americana de Pediatria de que as crianças menores de 2 anos não devem ter acesso à televisão.

O estudo recomenda que os Pediatras e restantes profissionais que atendem crianças recordem estes critérios aos pais.

Mesmo no caso dos programas educativos, o estudo recomenda que apenas sejam vistos pelas crianças desde que os pais estejam presentes e assistam com elas, para que possa haver interacção verbal.

sábado, julho 11, 2009

portugal sem políticas de família


«O Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis entende que as políticas familiares estão pouco desenvolvidas em Portugal.

Treze autarquias foram ontem premiadas por boas políticas de apoio.
"As sociedades entendem que gerar e educar as gerações seguintes é da responsabilidade das famílias, mas os sinais que a sociedade e o Estado dão nem sempre vão nesse sentido", afirma João Paulo Barbosa de Melo, membro do Observatório. Como exemplos, dá as políticas de fiscalidade, segurança social, transportes e urbanismo, que não são pensadas para as famílias, uma vez que as mais numerosas pagam mais e não são mais apoiadas por ter mais elementos. "Assim as famílias ficam mais frágeis e têm menos filhos que o desejado", considera.» (...)

«O Observatório distinguiu 13 municípios pelas boas práticas em políticas familiares. Angra do Heroísmo, Aveiro, Cadaval, Cantanhede, Évora, Funchal, Tavira, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Vila Real de Santo António foram os municípios premiados» (...)

sexta-feira, julho 03, 2009

Lembraram-se agora ...


A maioria no governo lembrou-se (agorinha ...) que quer "favorecer" as famílias que querem ter filhos ...

Ora «a França atingiu há bastante tempo os desejados indices de 2.1 de crianças por mulher num espaço de tempo razoável e, curiosamente, o grupo populacional a atingir esse valor em primeiro lugar foram os casais portugueses aí emigrados!

É fácil de se perceber que os casais portugueses obterão em Portugal os mesmos "resultados" que em França no caso de Portugal adoptar a mesma política de família que a França!»

Isto é o que diz
a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas ("caderno 15") que faz o elenco dessas medidas, sublinhando que o básico é acabar de vez com a fortíssima política anti-família e anti-natalidade do sistema fiscal português.

Este carácter penalizante e discriminatório foi reconhecido publicamente pelo Ministro das Finanças desta maioria (programa "Prós e Contras" de 6 de Novembro).

Video aqui.


quarta-feira, julho 01, 2009

Promoção da família


O Ministério da Juventude de Singapura promove uma campanha mediática para favorecer o desenvolvimento de famílias sólidas.


O tema da campanha é "think family" e a ideia é que as pessoas tomem consciência do valor das famílias bem estruturadas.



Pelos vistos, do Oriente já não vêm só automóveis e telemóveis.


terça-feira, junho 30, 2009

A Plataforma



Comunicado da Plataforma Resistência Nacional

«Os cidadãos Portugueses, nomeadamente Pais com filhos em idade
escolar, que em número significativo e em devido tempo fizeram chegar a sua voz à ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA colocam as questões abaixo às quais exigem respostas:

a) As escolas já fazem a explicação científica completa da reprodução humana. Mas aos políticos não basta. Agora o que querem é doutrinar os seus valores e a sua visão do homem;

b) Há mais de 300 modelos de educação sexual já testados, muito distintos nos objectivos e resultados. Não percebemos com que direito quer o parlamento português, entre os 300, impor 1 modelo único, uma espécie de “nacional‐sexualismo” totalitário.

c) Queremos que nos dêem a prova científica de que “o” modelo “nacional‐sexualista” já foi testado noutros países e deu os resultados pretendidos. Onde diminuiu o número de gravidezes adolescentes? Onde diminuiu o número de infecções sexuais?

d) Queremos ver as actas da Comissão parlamentar que debateu esta lei para saber quais foram as provas científicas apresentadas.

e) Exigimos que cada deputado nos responda a estas perguntas: acha que educou bem os seus filhos? Acha que foi tão exemplar que tem o direito de impor as suas convicções aos outros?

f) Queremos saber que “impacto ético” se prevê que este modelo “nacional‐sexualista” venha a ter.

g) Há pessoas que querem esse modelo para os seus filhos, e estão no seu direito. Mas têm o direito ao modelo e ainda o direito à prova de que este modelo foi sujeito a um controle de qualidade cientificamente sólido.

h) Há pessoas que não querem este modelo, e também estão no seu direito.

i) Rejeitaremos, até ao limite das nossas energias, a interdisciplinaridade do modelo “nacional‐sexualista” pois é a forma de o tornar compulsivo e anti‐democrático, e por sexualizar de forma obsessiva todo o tempo escolar.

j) Se nós quiséssemos dar preservativos e contraceptivos aos nossos filhos não faltariam caixas nas nossas casas; sabemos muito bem onde os podemos ir buscar e de graça. Srs deputados: não finjam que não percebem!

k) Esta lei de educação sexual humilha de novo os professores: considerados uns “pais indignos” de educar sexualmente os próprios filhos; mas uns “professores hiper‐habilitados” para educar sexualmente os filhos dos outros;

l) Rejeitamos o ataque cobarde do Governo aos professores: primeiro atados de pés e mãos e atira‐os à água para avaliar o seu mérito natatório; agora, obriga‐os a leccionar matérias que não dominam e que, na maioria, não subscrevem.

m) Os nossos filhos não são da sociedade nem da comunidade escolar. A educação dos filhos é um direito/dever dos pais que é indisponível: nem os pais podem prescindir dele nem o Estado lho pode retirar. (...)

PELA LIBERDADE DE EDUCAÇÃO
PELA LIBERDADE DE PENSAMENTO
CONTRA O “NACIONAL-SEXUALISMO”
VIVA A RESISTÊNCIA
VIVA PORTUGAL

Portugal, 3 de Junho de 2009. Pela Plataforma,
Artur Mesquita Guimarães – V. N. Famalicão
Fernanda Neves Mendes – Leiria
Miguel Reis Cunha ‐ Algarve
Tlm. 963 408 216
info@plataforma‐rn.com, http://www.plataforma‐rn.com

Protecção e desprotecção


«A taxa típica de falência contraceptiva, no primeiro ano de uso, foi de 8% para os contraceptivos orais (pílula) e 15% para o preservativo masculino» (...)
(Data from the 1988 National Survey of Family Growth, in CDC, Center for Disease Control, Update: Barrier Protection Against HIV Infections and Other STD's; Trussell J, Hatcher RA, Cates W, Stewart FH, Kost K. Contraceptive failure in the United States: an update. Stud Fam Plann 1990;21:51-4. )



Condon Report (pdf, aprox. 565 Kb)

* Estudo das quatro instituições com responsabilidades na investigação sobre preservativos, na regulação do seu fabrico e na emissão de recomendações sobre o seu uso em programas de prevenção do VIH / SIDA e das Infecções sexualmente transmitidas (IST), ( ...)

(Estas quatro Agencias são: a USAID, a FDA (responsável pela introdução e autorização de medicamentos para uso humano e pela vigilância limentar), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças Infecciosas (CDC, foram os centros que identificaram, pela primeira vez, a SIDA quando ela surgiu) e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, National Institutes of Health).)


Os resultados foram publicados em Julho de 2001:
(...)
«O estudo também abordou as outras infecções sexualmente transmitidas além do VIH / SIDA que são, neste momento, pouco menos de três dezenas de doenças diferentes.

Para estas, o estudo concluiu pela pequena evidencia de que houvesse alguma protecção ou redução significativa do risco.

Algumas das doenças estudadas foram: a gonorreia (causada pela Neisseria gonorrhoeae), a infecção por clamidias (Chlamydia trachomatis), a tricomoníase (Trichomonas vaginalis), o herpes genital (virus do Herpes simplex, ou HSV), o cancro mole (Haemophilus ducreyi) e a sífilis (Treponema pallidum).

Deu-se um ênfase especial ao virus do papiloma humano (HPV) deduzindo que “não há evidencia de que o preservativo reduza o risco de infecção pelo HPV…”. Este virus é uma causa importante de infecções de transmissão sexual e está asscociado ao cancro do colo do útero, que mata mais mulheres por ano do que a SIDA, no mundo ocidental.

Mesmo com o aparecimento da vacina (que só protege de 4 tipos de HPV, dentre os cerca de 50 existentes, e não aparece como útil para todas as jovens que já tiveram relações sexuais, e que estão infectadas em mais de de 50% dos casos).

A mensagem principal é que não existe nada parecido com protecção a 100% ou “sexo seguro”, com o preservativo. Este dado é muito importante porque, ao pensar encontrar-se protegido, qualquer jovem pode facilmente arriscar e infectar-se.»

(Workshop Summary: Scientific Evidence on Condom Effectiveness for Sexually Transmitted Disease Prevention, 20 July 2001, pp. 1-2. The Workshop Summary em http://www.niaid.nih.gov/dmid/stds/condomreport.pdf.).

Os resultados do estudo não foram surpresa: (...) "Tendo sublinhado que os preservativos dão resultado, temos que perceber que não dão resultados perfeitos. Mas nada na medicina (ou na vida) resulta sempre"
(Cates W, Jr., and Hinman AR, AIDS and absolutism—the demand for perfection in prevention, New England Journal of Medicine, 1992, 327(7):492-494, citado em Family Planning Perspectives, Volume 33, Number 5, September/October 2001)

É chato, mas os vírus não querem saber das nossas modas ideológicas.

abortamentos na Europa, em menores de 20 anos


Dados para reflectir.
Números da OMS, Europa.

Dinamarca,
Noruega,
Holanda,
Finlândia,
registam taxas de abortamentos, em menores de 20 anos, superiores a 1000 / 1000 nascimentos. Ou seja, têm mais abortos que nascimentos. Têm mais abortamentos em menores do que o Reino Unido e a Espanha, por exemplo.


Actualização: grafico de gravidez na adolescencia

O gráfico acima foi gerado no site da OMS Europa. Mostra que a gravidez na adolescência em Portugal está a descer muito rapidamente há bastante tempo (a vermelho). Mostra que a gravidez na adolescência, no Reino Unido, está a subir, há algum tempo (a verde, no gráfico). Convinha pensar porquê.