Falado em inglês, noticia da CBS news, editada em 23 de Janeiro de 2009.
terça-feira, março 10, 2009
Cada vez mais jovens ...
Falado em inglês, noticia da CBS news, editada em 23 de Janeiro de 2009.
Encomendar um filho na telepizza
Nem todos estão conscientes de que, hoje em dia, diagnóstico pré-natal significa geralmente abortar, na presunção de que é possível evitar algumas doenças, matando o futuro doente.A verdade é que apenas se avaliam probabilidades de adoecer, o que significa que se matam seres humanos saudáveis, apenas para que não adoeçam num futuro imprevisível. Para sermos coerentes, provavelmente mataríamos toda a gente porque todos estamos em risco de adoecer ( ou de ter um acidente grave com sequelas).
Tudo isto começou há muito tempo, com a fertilização in vitro. Desde essa altura que a produção de embriões humanos por manipulação no laboratório, teve sempre como efeito colateral a morte de centenas de irmãos desse ser, por não terem sido "seleccionados" para implantação no útero.
Claro que tudo isto é justificado com ideais muito virtuosos, como sejam uma sociedade sem doentes, ou o evitar de terríveis doenças hereditárias. À medida que for aumentando a capacidade de diagnóstico precoce, a manter-se esta cultura, iremos matando ("seleccionando") cada vez mais crianças, muitas delas saudáveis, apenas porque tinham uma "probabilidade" de vir a adoecer, algures no futuro.
O facto de nem todos os que têm predisposição genética para adoecer, adoeçam efectivamente (é apenas uma probabilidade), tal como o facto de que os ditos "saudáveis" adoeçam frequentemente de doenças comuns, não tem demovido os novos "construtores" de seres humanos.
O poder de "construir" e destruir seres humanos é, na sua argumentação, um dogma intocável: quem se opõe é retrógrado, inimigo do "progresso", tem interesses ocultos, etc.
Com tudo isto já se estão também a criar novas discriminações sociais: entre os que têm dinheiro para a "selecção" dos filhos, e os pobres que ficariam entregues ao azar genético.
No meio de tudo isto, sobra a superstição científica sobre o valor preditivo dos genes. Basta passar os olhos pelos casos do mundo real. No New York Times de Agosto passado, uma entrevista a duas irmãs gémeas, ambas com 92 anos de idade, mostrou uma delas vibrante de saúde e actividade, vivendo sozinha e conduzindo carro, fazendo compras e participando em actividades da comunidade. A outra acamada, por fractura osteoporótica, com uma doença que a está a levar à cegueira, com incontinência urinária e demência.
James W. Vaupel é director do Laboratório do Instituto Max Planck, na Alemanha, dedicado ao estudo da "Sobrevivência e Longevidade". Segundo ele, enquanto a altura de uma criança pode ser explicada em 80 a 90% pela altura dos pais, no que diz respeito à longevidade, os genes herdados apenas contribuem com 3%. De facto sabe-se que os gémeos monovitelinos ("verdadeiros" gémeos) morrem com diferenças de idade média de cerca de 10 anos.
O que tudo isto significa é que as probabilidades e generalizações apenas funcionam na estatística de grandes grupos. Em termos gerais, sabemos que um obeso que fuma tem mais hipóteses de morrer cedo do que o magro, que não fuma: mas perante casos individuais, nada sabemos.
A maioria das pessoas em famílias com doenças hereditárias não morrem da doença que herdaram, muitas nem sequer têm a doença.
segunda-feira, março 09, 2009
TPC
As legendas em português podem ser ligadas / desligadas no icone no canto inferior direito (icone "CC")
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Educação para a cidadania
terça-feira, fevereiro 17, 2009
O vazio
«O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer.

Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido.
Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. (...)»
Descobriram agora ... Mas qual ética?
A reitora da Universidade de Aveiro, Helena Nazaré, comenta que as Universidades têm uma parte da responsabilidade pela crise financeira por não terem preparado os seus aluno para as questões éticas. (No Diário Económico)Importante, interessante, apenas um pouco tardio. Mas o debate é cada vez mais necessário: qual ética? A que valoriza os seres humanos em função da sua capacidade de "serem desejados", ou "autónomos", ou "auto-conscientes"? Porque essa é precisamente a ética que nos levou à situação em que estamos.
Estamos onde estamos não por acidente, mas por escolhas (globais) estrategicamente e deliberadamente propostas e impostas ...
Repare-se que no National Prayer Breakfast, uma tradição respeitada por todos os presidentes do EUA, o Presidente Barack Obama citou Santo Agostinho: "Reza como se tudo dependesse de Deus; trabalha como se tudo dependesse de ti."
Estão a imaginar as nossas Escolas Públicas a fazerem algo parecido?
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
TV e video podem perturbar o desenvolvimento verbal
Um estudo publicado na revista médica "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine" pretendeu avaliar a qualidade da interacção entre crianças pequenas e seus pais e relacioná-la com os conteúdos dos meios de comunicação.As crianças pequenas que viviam em casas onde a TV e o video estão quase sempre ligados têm menor probabilidade de desenvolver a linguagem de mod0 adequado.
O investigador principal, Alan Mendelsohn, director de investigação clínica do Departamento de
Pediatria da Escola de Medicina de Nova York, afirma desalentado que "a tv educativa não é uma solução".
O estudo também não demonstrou que a chamada programação educativa aumentasse a interacção verbal entre pais e filhos, mesmo quando viam tv juntos.
O que acontece é que a tv fica acesa enquanto a mãe, geralmente ela, se ocupa com outras tarefas da casa e as crianças ficam sós diante da "ama electrónica".
"As nossas conclusões são relevantes porque a interacção entre pais e filhos tem uma enorme repercussão no desenvolvimento infantil precoce e no sucesso escolar, bem como nos riscos relacionados com a adolescência", sublinham as conclusões do estudo.
Este estudo vem reforçar as recomendações da Academia Americana de Pediatria de que as crianças com idade inferior a 2 anos não devem ver televisão.
O estudo centrou-se em crianças pequenas e em familias com baixo nivel socio-económico.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Carta a Javier Fesser

«Carta a Javier Fesser»
«Não conheci Alexia, nem a sua família, nem o Opus. Julgo que posso dizer que tampouco conheço a Deus. Sou mãe de uma criança de sete anos com cancro. Nunca lhe ouvi uma queixa, nem nunca perguntou o porquê da doença. Quando não pode mais com dores, fica com a cara molhada de lágrimas. E nós ficamos desconsolados. Tenho a certeza que ela é mais valente do que nós. De manhã, quando vou acordá-la dou graças por esta filha que é um tesouro que recebi.
Ao seu lado entendi como é possível sofrer e ser feliz ao mesmo tempo. Somos felizes porque a sua presença ao nosso lado preenche os nossos dias. Ao mesmo tempo sofremos porque não podemos fazer nada para a manter connosco; custa-nos ver como se vai apagando lentamente.
No dia em que se vá, o nosso coração ficará rasgado. No entanto por vezes quereria que fosse agora, para não a ver sofrer. Quem pode resistir à dor de ver que se nos escapa, sem podermos fazer nada?
Javier, não sei se conseguirás entender isto. O que sentiram os pais de Alexia? Não é nada parecido com o teu filme, não é? Já imaginaste se algum dia Deus permitir que tenhas um filho moribundo entre os teus braços? Serás capaz de repetir o que tens dito nas entrevistas? Se passares por isso, verás como o mundo muda de cor... Faltou colocares-te no lugar dos outros.
Parece-me que o teu filme não nos feriu só a nós, mas a todos os espanhóis, porque é um ataque frontal à democracia, que só pode construir-se sobre a tolerância e o respeito às crenças dos outros. Podemos não estar de acordo e podemos dialogar sobre isso, mas é uma tirania levantar a bandeira da liberdade para violar os direitos dos outros e troçar de forma gratuita do sofrimento alheio.
Não duvido que sejas um talento, mas fico entristecida que o uses para ferir, em vez de construir esperanças. O esforço seria o mesmo, e o aplauso seria de todos. Também não entendo porque é que o governo financia, com o dinheiro de todos, filmes que ferem a sensibilidade de tanta gente, em vez de pagar a luta contra o cancro, ou contra a doença de Alzheimer.
Tanto o meu marido como eu tivemos imensas dúvidas em escrever-te. Há tanto que fazer nesta sociedade que isto nos parece uma perda de tempo. Acabámos por fazê-lo na expectativa de que isso possa ajudar outros pais.Nós decidimos que queremos procurar a verdade sobre esse Deus que sobrevive à morte, e que não permite que a nossa vida acabe no vazio. Também decidimos ir ter com alguém do Opus Dei para que possa explicar-nos tantos porquês que não entendemos. Talvez nos dêem as respostas que tu não soubeste dar-nos.
Embora para o mundo de hoje isso pareça impossível, acreditamos que talvez só Deus nos poderá confortar. »
Teresa e Pablo.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
opção da mulher

(...) Vários factores contribuíram para este aumento, incluindo o medo dos processos judiciais, a percepção de que a cesariana era um procedimento seguro e o desconhecimento das suas possíveis consequências adversas. O facto de as mulheres pedirem cesarianas também foi citado", refere o relatório (...)
Pelos vistos para os nossos moralistas sanitários o facto de as mulheres optarem por cesarianas não deveria ser respeitado. Mas se optarem por abortar, já não há nada a dizer e até dá direito a subsídio!
domingo, dezembro 14, 2008
Pais-helicóptero
Uma mãe recente aprende esta primeira lição quando sai pela primeira vez, para a rua, com o filho no carrinho (com a criança virada para si porque, felizmente, as investigações da psicologia confirmaram esta básica questão de bom senso...). O primeiro estranho bem-intencionado que encontra garante-lhe que a criança está irrequieta, por estar demasiado presa; o bem-intencionado seguinte, garante-lhe que a criança está em risco, por estar demasiado solta.
Lê-se muito, hoje em dia, sobre os chamados pais-helicóptero. Também já vimos atrás os chamados pára-quedistas bem intencionados ... Os pais-helicóptero envolvem-se pessoalmente em cada pormenor da existência dos seus filhos, permanentemente pairando, vôo circular, para protegerem as crianças não só do mal exterior, mas delas próprias. Se acham a Wikipédia credível, então a expressão "pais-helicóptero" é original do séc. XXI.

Claro que hoje em dia, os pais não têm grande alternativa senão planarem como helicópteros; de facto até é isso mesmo que a sociedade espera deles. Lembro-me logo dos trabalhos de casa (TPC's). Tendo acompanhado a ida para a escola de 10 crianças, ao longo dos últimos 16 anos, senti claramente a mudança no modo como as crianças são ensinadas a lidar com os deveres e os compromissos. A responsabilidade por estas tarefas foi transferida dos alunos, para os seus pais.
No "velho" séc. XX, quando o meu filho mais velho estava a começar a receber alguns trabalhos para casa (algures no 2º ano de escolaridade), recebiam um pequeno caderno (com metade das folhas) para fazerem e guardarem os seus pequenos trabalhos. Era a sua tarefa.
Se omitissem os deveres, três vezes sucessivas, na semana seguinte deveriam sofrer as consequências: o caderno tinha que ser assinado, diariamente, por um dos progenitores.
Por outras palavras: a assinatura dos pais era requerida apenas para os alunos que ainda não tinham conseguido organizar-se e responsabilizar-se pelas suas tarefas. Esta estratégia servia para ajudar na responsabilização da maioria dos alunos, e permitia uma maior proximidade naqueles que a requeriam.
Para os meus dois filhos mais velhos funcionou lindamente. Mantiveram-se bastante organizados até à Universidade.
Actualmente os alunos compram uns cadernos enormes, com argolas espiraladas, e na maioria das escolas é pedido aos pais que assinem diariamente os cadernos.
Parece-me que este foi o início dos "pais-helicóptero". Isto não ajuda nada os pais que tentam ao máximo não serem "helicópteros" [abelhudos, diria eu]. Na escola dos meus filhos estes cadernos têm que ser assinados diariamente, mesmo que não haja nada escrito no caderno, nesse dia.
A Mãe e o Pai têm mais uma rotina importante no seu dia: assinar uma folha do caderno, ainda que em branco. E os meus filhos não se podem esquecer, diariamente, de recordar ao Pai ou à Mãe de que devem assinar uma folha branca. Já não são só "pais-helicóptero", também são os "filhos-helicóptero".
O efeito desta rotina nos meus filhos, na fase do ciclo básico, foi interessante. Tornou-se uma luta para conseguir que eles se responsabilizassem pelos seus estudos. Actualmente, com os mais novos, as conversas podem ser assim:
-Mãe:«O que é que queres dizer com que 'ainda não começaste a fazer' o projecto que devias entregar amanhã?»
-Filho (em tom acusador):«Só estava escrito no caderno ...»
Termino a lição perguntando se eles estão a imaginar que, quando forem adultos, irei diariamente ao emprego deles ver se de facto foram trabalhar. A seguir sentam-se na mesa da sala de jantar e ficam a trabalhar até cumprirem todas as tarefas devidas para o dia, comigo a vigiar para que não haja escapadelas.
No fim ganham em independencia, e autonomia, embora provavelmente me acusem de ser realmente uma mãe-helicóptero, porque exijo que apontem para ter, pelo menos, nota 4 (numa escala de 5), mesmo que estejam a fazer o trabalho à última hora.
Os pais-helicóptero, tal como os bebés demasiado soltos, ou demasiado apertados, estarão provavelmente na mira dos bem-intencionados pedagogos. Mas a decisão do maior ou menor aperto, ou de esvoaçar ou não, é melhor deixarem-na com a Mãe e o Pai.»
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Com a verdade me enganas ...

«A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação. O público não quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o repórter precisa de ter graça, ser espirituoso, ver o aspecto insólito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para gáudio mútuo o ridículo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar.
Assiste-se a uma verdadeira caça ao deslize, empolado até à hilaridade. Só triunfa se apanhar desprevenido e atrapalhar o entrevistado. Enquanto descreve o que vê quase às gargalhadas, não se dá conta da perda de dignidade profissional. Tem sucesso, mas não rigor. Quem segue a notícia fica com a sensação de ouvir aquele que, dos presentes, menos entendeu o que se passou no acontecimento.
Aliás, relatar o sucedido é o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda mediática que levou da sede. A inauguração de um projecto revolucionário, por exemplo, só importa pela oportunidade de fazer a pergunta incómoda ao governante sobre o escândalo do momento. Investimentos de milhões, trabalho de multidões, avanços e benefícios notáveis são detalhes omitidos pela intriga picante que obceca o periódico.» (...)
(J Cesar das Neves, artigo DN, 01 Dez 2008)
sexta-feira, novembro 28, 2008
Taxa sobre os produtos cosméticos
Será por isso que a APFN (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas) chamou às alterações do orçamento, no que respeita ao IRS das famílias, "uma gigantesca aldrabice". Alguns jornais (o Sol e o DN, pelo menos) divulgaram a falsa notícia de que a posição do governo estaria "próxima" da reclamada pela Associação, divulgação feita depois de o comunicado da Associação já ter chamado ao assunto "pior a emenda que o soneto"!
Agora, além de coisas brilhantes como penalizar os
carros a diesel (mais amigos do ambiente que a gasolina ...), reduzem as deduções das pensões de alimentos dos casais separados, a pretexto "acabar com a discriminação fiscal dos pais casados ou viúvos relativamente aos pais com outros estados civis".A verdade é que "esta solução faz com que a esmagadora maioria dos contribuintes que pagam pensão de alimentos, cujo IRS é inferior a 20% do seu rendimento bruto, fiquem a pagar ainda menos IRS. Apenas os contribuintes que pagam pensão de alimentos e cujo IRS é superior a 20% do seu rendimento bruto têm um ligeiro agravamento do IRS. (...) Em qualquer das situações, os casais divorciados ou separados com filhos (qualquer que seja o seu número) continuam a ser fortemente beneficiados relativamente aos casais casados ou viúvos."
(...) "A manter-se esta situação, é naturalíssimo que bastantes mais pais casados se separem "no papel", numa legítima medida de "planeamento fiscal", a fim de, pagando muito menos IRS, resistirem com menor dificuldade à crescente crise económica (e não só) em que o País vai mergulhando.
Terão, ainda, direito ao benefício de 20% no abono de família devido aos pais "monoparentais" que o Governo instituiu neste ano. Para esse fim, terão apenas que ter o cuidado de darem moradas fiscais diferentes um do outro, da mesma maneira que várias empresas têm a sua sede social nos locais que lhes permitam pagar menos imposto."
(...)
E ainda há quem se queixe da estupidez de um líder do outro lado do Atlântico! Hi-Ho!
terça-feira, novembro 25, 2008
os patolas a que já nos habituámos

«OE2009: PS corrige diferenças no tratamento fisca»
«Pior a emenda que o soneto?»
A maioria para lamentar prepara-se para mais uma ideia "luminosa". Ver aqui, o comunicado da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, a propósito das alterações fiscais que a maioria propõe em sede de IRS.
«Foi com grande surpresa que a APFN tomou hoje conhecimento pela comunicação social de que o grupo parlamentar do PS vai entregar uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2009 que penaliza fortemente os contribuintes divorciados que pagam pensão de alimentos, sob a desculpa de corrigir a discriminação fiscal na tributação de contribuintes casados face a divorciados.» (...)
«A injustiça perante os contribuintes casados ou viúvos consiste em que, quem recebe essa pensão, pode deduzir até 6000 EUR dessa fonte de rendimento. Pelo contrário, os casados ou viúvos não podem deduzir qualquer valor ao rendimento que recebem para suportar as despesas normais do "simples viver" - comer, vestir, calçar, porque não podem ser objecto dessa fonte de rendimento!
Através desta medida, parece que o legislador quer penalizar os contribuintes divorciados ou separados mais generosos, tornando ainda mais difícil a fixação de uma justa pensão de alimentos.» (...)
O comunicado tem a data de 21 de Novembro, mas ainda hoje alguma imprensa o ignora. Tão poderosa é a voz do dono...
segunda-feira, novembro 17, 2008
High School Musical 3
quarta-feira, outubro 29, 2008
???????????

«Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.» (Thiago de Mello, Estatuto do Homem)
Oxalá as empresas do futuro sejam todas automatizadas e não precisem de pessoas treinadas e competentes!
terça-feira, outubro 28, 2008
A sequencia
Estamos a falar de Portugal.
As denúncias do professores tampouco tiveram efeito.
Os protestos dos pais, talqualmente. Os tais pais de quem a escola se queixa por falta de participação. Já agora, participam em quê? Não escolhem a escola, nem o professor, nem o manual, nem o currículo ... E se protestarem, são ouvidos?
Bem, agora começam a ver-se algumas consequencias deste último quarto de século de maravilhosas teorias educativas. Continuemos a participar e a protestar. Algum dia (esperemos que cedo) alguém poderá pensar que a única teoria que não foi experimentada, era a mais óbvia.
quinta-feira, outubro 23, 2008
promoção da precariedade

(...) «Há pessoas em cujo espírito subsiste a ideia de que defender a concepção de uma família estável e duradoura, como alicerce para a saúde mental do indivíduo e para o bem da sociedade, corresponde a um pensamento retrógrado.
Pressente-se, assim, que a estabilidade na família é vista com um cepticismo mordaz e como uma grilheta à liberdade individual.
Embora careça de melhor explicação quais os modelos alternativos de família que defendem os vários partidos políticos, "a concepção de família alternativa" mais popular é aquela que fomenta as experiências individuais e rejeita um estilo de vida padronizado. Ou seja: viver bem e ser feliz não depende de uma forma-padrão.
Nesta configuração, a família transforma-se numa união de pessoas que coabitam numa proximidade física e emocional, na qual a "paixão por viverem juntas" é o único compromisso de coexistência.
Mas este é um conceito de família vago, permissivo e volátil, uma vez que, ora existe, ora deixa de existir.
Trata-se de uma concepção de família que não deixa espaço para a estabilidade e que tem asco à responsabilidade, dado que, ao mínimo sinal de inconveniência, fracasso ou de risco, facilita a impulsividade e aponta inequivocamente a fuga como a melhor saída.»
(...)
Promover a volatilidade absoluta nas relações familiares, sem direitos e obrigações prescritas, é promover a imaturidade.
(...)
Já há muito tempo que a Psiquiatria reconhece a importância da família no desenvolvimento do indivíduo e a sua ligação à psicopatologia. Qualquer alteração legislativa radical - democraticamente legítima - no regime jurídico do casamento tem fortes implicações individuais, familiares e sociais, cujas consequências são imprevisíveis.
Porém, não se tem observado, por parte do legislador, a necessária prudência e o espírito dialogante que deveria acompanhar uma matéria tão sensível como esta.
Resta esperar que a nova concepção de família não seja uma obsessão política invencível e que haja tolerância e responsabilidade democrática suficiente para se continuar a discutir este importante tema.»
Pedro Afonso, A familia volátil e a imaturidade,
Médico psiquiatra ,
no Público de 23-10-2008
quarta-feira, outubro 08, 2008
natalidade

«Natalidade: Boticas, Murça, Lamas de Olo, Arrois, Provezende e Vimioso atribuem incentivos»
«Os bebés que nasçam em Boticas, a partir de 2009, vão ter direito a um apoio financeiro de 500 euros, uma iniciativa hoje anunciada pela autarquia no âmbito de várias medidas para aumento da natalidade naquele concelho.
São cada vez mais as autarquias e juntas de freguesia, em Portugal, que atribuem apoios financeiros à natalidade, criando incentivos para o aumento da população, cada vez mais envelhecida.» (...)
quarta-feira, outubro 01, 2008
A confusão continua
O Governo continua a chamar "política de apoio às famílias" à distribuição de subsídios aos carenciados. Como se o facto de castigar e discriminar continuamente as famílias com filhos (no IRS, no custo da água para consumo, no Imposto sobre Imóveis, no Imposto Automóvel, no IVA ...) fosse uma questão a resolver distribuindo rebuçados...O suicídio demográfico em que o país entrou não é uma trovoada, nem um terramoto, é apenas a consequencia previsível da falta da tal "política de família".
sexta-feira, setembro 26, 2008
A espécie humana em extinção?
Seminário
Auditório Novo da Assembleia da República
27 de Setembro de 2008
das 10:00 h às 18:00 horas
Entrada Livre

