sábado, abril 21, 2007

Somando burrices: Imposto automóvel contra famílias numerosas


Comunicado das Associação Portuguesa de Famílias Numerosas:


«num dos poucos países europeus em que continua a baixar a taxa de natalidade, continuam também a adoptar-se medidas cada vez mais gravosas, e discriminatórias, contra o cada vez menor número de casais que, contra tudo e contra todos, insistem em ter três ou mais filhos!

Será que, para o Primeiro-Ministro e para o Ministro das Finanças, um défice de 55.000 nascimentos por ano (33%!) ainda é pouco?

A APFN reclama que o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças expliquem a todo o país, e não apenas às famílias numerosas, porque é que, por um lado, queixam-se (com toda a razão) da baixa taxa de natalidade e do impacto negativo na sustentabilidade do país e, por outro, na prática, adoptam medidas que apenas irão agravar esse défice.» (...)

Por exemplo:

«Como qualquer família numerosa sabe, e não é preciso ser-se uma grande inteligência para que outros o percebam, são raríssimos os automóveis em que caibam três cadeirinhas no banco traseiro. Mesmo nesse caso, é impossível soltarem-se as crianças em situação de emergência, porque as cadeirinhas ficam de tal forma apertadas que é dificílimo colocar-se e soltar-se o cinto de segurança. Por esse motivo, mesmo as famílias com três filhos vêem-se obrigadas a adquirir viaturas com maior lotação, uma vez que cada criança ocupa muito mais espaço que um adulto.

A APFN reclama que seja aplicado às famílias com três ou mais filhos o regime adoptado para emigrantes, isto é, isenção de IA na aquisição de uma viatura por família, com tempo mínimo de permanência de 4 anos, medida esta que aliviará um pouco o impacto do nascimento de um terceiro filho ou de ordem superior no orçamento familiar.



terça-feira, abril 17, 2007

Memórias curtas


Lembram-se desta notícia em que a dirigente parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, garantia que, se a despenalização do aborto vencesse no referendo, a lei regulamentadora a aprovar pela AR criaria um mecanismo de decisão informada e ponderada para as mulheres que desejassem abortar? (DN, 31-01-2007)

«
Ana Catarina Mendes explica que "deve ficar previsto na lei a necessidade de consultas pré e pós- -IVG, bem como acompanhamento médico e psicológico".

Acrescenta que terá também de ficar estipulado em lei "um período de reflexão curto" que permita à mulher que quiser fazer uma interrupção voluntária de gravidez uma "decisão que seja tomada de forma médica e socialmente esclarecida", à semelhança, segundo garante a deputada socialista, "das melhores práticas" impostas pelas leis da Alemanha e da França.

São estes os modelos inspiradores da deputada socialista, como aliás também o assumiu, no mesmo Prós e Contras, o constitucionalista Vital Moreira», continuava mesma notícia.

segunda-feira, abril 16, 2007

O ABORTO E A «OPÇÃO DA MULHER»


Maria de Fátima Mata-Mouros, Juiz de Direito
António Pedro Barbas Homem, Professor Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa

No Sol, de 6 de Abril:

«Há dias, o Parlamento aprovou uma nova lei sobre o aborto. Quase ao mesmo tempo a União Europeia fazia, em Berlim, uma promessa de resolução da sua crise constitucional. Ora, um Estado constitucional assenta num conjunto de valores estruturantes de direitos e deveres. Os mais relevantes textos do direito internacional proclamam os direitos humanos fundamentais e a Declaração de Berlim não foge à regra.

Também a Constituição portuguesa afirma a dignidade da pessoa humana, de que é conteúdo a protecção da vida. De resto, todas as Constituições actuais o fazem e, consequentemente, os Tribunais Constitucionais europeus têm sido chamados a apreciar a constitucionalidade das leis que permitem o aborto.

De entre aqueles, o Tribunal Constitucional alemão será certamente dos mais citados pelos juristas portugueses, o que não admira, quando nos lembramos das suas normas sobre os direitos fundamentais. Pois bem, o que disse aquele tribunal quando se pronunciou sobre o aborto? Salientou que, em face do elevado valor do bem “vida”, o Estado está vinculado à sua ampla protecção, devendo assumir uma atitude protectora e fomentadora da vida e portanto garantir a não agressão da mesma. Concluiu, no essencial, pela reprovação jurídica do aborto por vontade unilateral da mulher.

Aqui ao lado, o Tribunal Constitucional espanhol declarou que a vida do nascituro é um bem jurídico constitucionalmente protegido que pode entrar em conflito com outros direitos e valores constitucionais como a vida e a dignidade da mulher. A respectiva harmonização não pode encontrar-se na valoração subjectiva e parcial de uma das partes. Por isso, o poder legislativo tem de impor critérios objectivos e neutrais por via geral e imperativa. A lei espanhola contempla um regime de punição do aborto muito semelhante ao que vigorava entre nós.

A nova lei portuguesa altera o disposto no Código Penal acerca do crime de interrupção voluntária da gravidez praticada por médico, despenalizando-o se for realizado «por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez». Basta o consentimento expresso em documento «entregue no estabelecimento de saúde oficialmente reconhecido (…) após um período de reflexão não inferior a 3 dias».

Para que não restem dúvidas, a lei especifica ainda que a realização da primeira consulta se destina a facultar à mulher «informação relevante para a formação da sua decisão livre, consciente e responsável».

Ora a racionalidade que se pretende instituir na vida social tem de adequar-se ao sistema de valores próprio de uma sociedade pluralista e constitucional, logo à dignidade da vida humana, também daquela que está por nascer. Quais os valores constitucionais expressos pelo legislador para considerar legal a interrupção da gravidez praticada em estabelecimento de saúde até às dez semanas? Apenas um: a vontade «livre, consciente e responsável» da própria mãe. E para a liberdade e consciência da vontade da mãe, o Estado faculta-lhe uma consulta (mas seria possível interromper a gravidez sem a confirmar primeiro?). A novidade do legislador português limita-se, pois, à eliminação do Código Penal da responsabilidade da mulher. Uma responsabilidade, todavia, pressuposta na verificação da «opção da mulher» e mesmo certificada pela lei na «vontade responsável» da própria mãe!

Para um Estado protector da vida é, obviamente, insuficiente. Para uma convergência com as boas práticas da União Europeia, tão pouco será suficiente. Mas para uma ordem jurídica fomentadora da dignidade humana, em especial da mulher, não passa mesmo de hipocrisia. Num flagrante contraste com a «pretensão» portuguesa de guiar a Europa na redacção do texto representativo dos seus valores essenciais. A primeira norma, por certo, já estará rascunhada. Bastou copiá-la do art. 24º da nossa Constituição: “A vida humana é inviolável”.»


quarta-feira, abril 11, 2007

Para pior, já basta assim ...


Decidiu o Senhor Presidente da República promulgar a Lei 19/X, enviando uma mensagem à Assembleia da República.

Vimos declarar o seguinte:

  1. A lei emanada da Assembleia da República em consequência do referendo ao aborto no passado dia 11 de Fevereiro defrauda todos os portugueses, os que votaram e os que o não fizeram: aqueles que se abstiveram e que, por qualquer razão, se coibiram da pronúncia sobre a alteração da lei do aborto; aqueles que votaram NÃO, mas sobretudo os que optaram pelo voto SIM, confiantes numa lei equilibrada, que salvaguardasse alguns dos valores civilizacionais que geraram consenso durante a campanha eleitoral, como sejam o direito à vida do bebé por nascer e o acompanhamento das mulheres, nomeadamente a apresentação de alternativas, decorrentes da certeza de que é sempre preferível para todos os intervenientes o apoio e a ajuda para que a mulher possa levar a sua gravidez por diante.

  1. Na mensagem enviada à A.R., sublinha todas as razões da campanha cívica do NÃO: não obstante os condicionalismos políticos no resultado referendário, como sejam a elevada abstenção e o facto de que apenas 25% dos portugueses se pronunciaram claramente pela alteração da lei, não podem os titulares do poder regulamentar olvidar que:

a) Há diversos interesses a ter em conta no processo que agora se avizinha, sendo o PR muito claro quanto à necessidade de informação abrangente para poder a mulher proceder ao "consentimento informado" – visionamento de ecografia, informação sobre os métodos abortivos e as consequências reais do aborto na sua saúde física e psíquica.

b) O papel do profissionais de saúde, nomeadamente dos médicos, para que não sejam excluídos da decisão, podendo ser agentes fundamentais da dissuasão da dramática decisão pelo aborto; frisa ainda a incongruência da decisão legislativa quanto à exclusão dos objectores de consciência, que deverão de facto ter um papel preponderante nas unidades de saúde que pratiquem abortos.

c) As políticas de natalidade e de apoio à maternidade são agora, mais que nunca, uma urgência na nossa sociedade, para que a vida intra-uterina possa ver o baluarte do direito à vida como uma realidade e não como letra morta. Relembramos a Petição Mais Vida Mais Família com cerca de 217 mil subscritores que jaz no Parlamento desde Março de 2004.

  1. Não deixamos porém de criticar a decisão do Presidente da República: é lamentável que a democracia deva deixar-se esmagar por manobras ideológicas, deixando a pouco e pouco que se eliminem diante dos nossos olhos os valores fundamentais que foram e são bandeira da génese da própria sociedade democrática.

Esta decisiva mensagem poderá ser também ela letra morta no quadro legislativo, sem qualquer obrigação vinculativa.

Face à magnitude dos problemas levantados pelo PR não basta apenas enviar uma mensagem de boas intenções que, na prática, não tem qualquer eficácia prática.

Esta lei é má, é uma falsa solução para os problemas que, como sempre dissemos, persistirão: o aborto deve ser combatido nas suas causas porque, como diz o Senhor Presidente da República, "é um mal social a prevenir" e não a proclamar!

Cá estaremos, mais uma vez, quando virmos acontecer em Portugal o que por toda a Europa se tem tornado nítido: o aumento do número de abortos, as vidas das nossas mulheres feridas pela chaga do aborto e um Portugal sem filhos.

Associação Juntos Pela Vida Associação

Lisboa, 10 de Abril de 2007



quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Novas respostas, para velhos problemas


Em Roma, um Hospital resolveu enfrentar de forma positiva o abandono de crianças recém-nascidas. Criou um local seguro e acolhedor para bebés, onde - em situação de completo anonimato - as mães, ou pais, que assim o decidirem podem deixar os seus bebés, com a garantia de que o Hospital os acolherá e lhes dará um futuro. Trata-se da "Policlinica Casilino", nos arredores de Roma. Esta versão moderna da "roda" da Roma antiga, é constituída por uma incubadora aquecida, com oxigénio, acessível do exterior, em situação de anonimato. Pouco depois da criança ser depositada no berço, um sistema de alarme avisa a equipa médica que se encarrega de ir buscar a criança. O primeiro cliente foi um bebé de 3 meses.

A lei italiana permite que qualquer mulher possa dar à luz sob anonimato, se assim o preferir, em qualquer hospital. Esta é mais uma resposta à situação.

Novos desafios, novas respostas, mais escolhas.

Há países assim. Outros, limitam-se a encolher os ombros e a dar velhas respostas.


terça-feira, fevereiro 27, 2007

Educar para os valores



«A transmissão de valores é difícil de alcançar»

in Publico, 26.02.2007, Barbara Wong

«Se há um "pequeno ditador" lá em casa, a culpa é dos pais? Creio que os pais querem educar bem. Entendem que educar é complexo e que não é apenas transmitir o que herdaram dos seus pais. Porque educar requer carinho, afecto, reflexão, constância e coerência. Hoje vivemos num mundo em mudança, complexo, veloz, onde há dificuldade de conciliar a vida familiar com o trabalho. Há ainda outros factores, como a separação do casal, os pais que não são adultos, a pressão do consumo... Além dos pais, há outros agentes socializadores, como a televisão, os jogos de vídeo... Tudo isto faz com que a transmissão de valores seja um objectivo possível, mas difícil de alcançar. Como é que é possível intervir, se os pais têm muita dificuldade em reconhecer que os filhos manipulam a relação?
O problema é que muitos pais só se dão conta dessas situações quando as crianças têm nove ou dez anos e perderam um tempo precioso. As crianças ditadoras revelam-se muito precocemente. Por isso há que estar atento: perguntar na escola, à nossa família e aos nossos amigos como é que identificam a conduta dos nossos pequenos filhos. Também há alguns pais que estão conscientes do problema, mas não querem reconhecê-lo.
Da sua experiência como provedor de menores, em Espanha, pode afirmar que a maior parte das crianças que se revelam pequenos ditadores serão jovens delinquentes? Há jovens que só são ditadores dentro da sua casa, outros generalizam essa conduta no seu relacionamento com outros cidadãos. Em Espanha, em 2006, houve sete mil casos de pais que denunciaram os seus filhos por agressão. Em Portugal este problema começa agora a surgir, embora a falta de respeito nas escolas seja muito grave.»

É proibido proibir ...


As autoridades britânicas, através da Comissão local de Protecção de Menores, ponderam a retirada de uma criança de oito anos aos seus pais.
Motivo: pesa 98 Kg, o triplo da média para a sua idade.

Connor, não consegue ir a pé para a escola, porque fica demasiado cansado, apesar de morar a cinco minutos da escola, na pequena cidade de Wallsend, a norte de Londres.

A questão é cada vez mais actual. Quais são os valores para os quais educamos? Como?





segunda-feira, fevereiro 26, 2007

"Vou-te partir os dentes"



«Vou-te partir os dentes. Vais morrer!» Esta expressão foi dita por uma aluno de 15 anos ao seu professor, durante uma aula na Holanda. O professor apresentou queixa em Tribunal, queixa que não foi procedente dado que o juiz considerou que a expressão "não define" uma ameaça.

No mesmo país em que uma associação de prevenção rodoviária (VVN, "Circulação Segura") lança uma campanha para impedir a violência na estrada provocada por gestos obscenos que desencadeiam, de forma crescente, episódios de agressão.

Pois.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

21 semanas e 280 gramas


Nasceu com apenas 21 semanas de gestação e 280 gramas de peso. Um verdadeiro record batido por este bebé que nasceu num hospital de Miami, EUA.

Chama-se Amillia Taylor e media 24 cm quando nasceu. Após algum tempo no hospital, na Unidade de Cuidados Intensivos, irá ter alta em breve.
(No Público ...)

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Coisas sérias

«Federação Portuguesa Pela Vida

Reprodução do texto integral lido na conferência de imprensa realizada em Lisboa em 15 de Fevereiro de 2007:

Boa tarde a todos.
Em primeiro lugar quero agradecer a presença da comunicação social.
1 – O Povo Português acaba de ser chamado a pronunciar-se sobre a despenalização do aborto. Fê-lo pelo voto, mais nobre forma de exercício do poder em democracia.
2 – O SIM no referendo teve mais votos, isto é, em votos expressos, ganhou. Por
isso, impõe-se agora que assuma as responsabilidades inerentes.
3 – Porém, 48 horas após o encerramento das urnas, verificou-se que o PS mentiu por estratégia eleitoral. Dirigentes ao mais alto nível do PS, em campanha eleit
oral, garantiram aos portugueses que com esta pergunta o aborto não seria liberalizado e por isso, seria exigido aconselhamento e acompanhamento às mulheres, a fixar na regulamentação da lei. Senão vejamos:
4 - A campanha eleitoral é o momento próprio para que as diferentes propostas submetidas ao voto sejam apresentadas e conhecidas dos eleitores. No referendo ao aborto, SIM e NÃO, fizeram esse trabalho.
5 – O NÃO disse que a pergunta era para liberalização do aborto, sem regras nem limites, que não o prazo e a vontade da mulher.
O SIM objectou afirmando, que a regulamentação do aborto a pedido criaria um q
uadro legal de aconselhamento, dissuasão e consentimento informado.
Do lado do SIM tivemos, entre outros, a fazer campanha, o actual Primeiro Ministro e Secretário Geral do PS assim como outros membros da actual maioria parlamentar de que recordamos as Deputadas Maria de Belém Roseira e Ana Catarina Mendes, os quais em intervenções públicas disseram aos Portugueses que caso o SIM vencesse, a lei de regulamentação iria prever o aconselhamento e acompanhamento obrigatórios das mulheres que praticassem o aborto. Assim como impositivos em ordem ao planeamento familiar acompanhado por técnicos de saúde.
Afirmaram ainda estes dirigentes do partido do governo, que seria uma lei “moderada”, não estando em causa a liberalização do aborto, por não ser isto o pretendido.

6 - Ora, 48 horas volvidas sobre a decisão do povo português assistimos a declarações do líder da bancada do PS, em que é negado tudo o atrás enunciado. Alberto Martins diz «Não haverá aconselhamento obrigatório à revelia do que foi o mandato popular», confirmando assim que, o aborto será totalmente livre até às 10 semanas e apenas por «vontade» da mulher.
Hoje o consentimento informado é uma prática na área da saúde, donde se conclui que o povo português foi dolosamente enganado.
7 – Ontem ouvimos Ministros e Deputados afirmar que o SIM iria combater o aborto. Hoje ouvimos os mesmos a dizer que o aborto não implica regras de conduta ou a prestação de cuidados para o consentimento informado.
Ontem ouvimos Ministros e Deputados afirmar que o aborto seria praticado pelo SNS pago pelo Estado. Hoje ouvimos os mesmos dizer que o SNS não tem capacidade para prestar o serviço de aborto a pedido.
Ontem ouvimos Ministros e Deputados dizer que a vida do bebé e a saúde da mãe é uma preocupação de todos que se assegura com a despenalização. Hoje ouvimos os mesmos Ministros e Deputados dizer que a vontade da maioria não pode impor limites à vontade da mulher.
Ontem Ministros e Deputados prometiam-nos que o negócio do aborto iria termi
nar com a despenalização.
Hoje sabemos pelas primeiras páginas dos jornais que as clínicas cujo negócio é o aborto estão preparadas para se instalar em Portugal, o que não se compadece com o aconselhamento prometido.
8 – Num país e num tempo em que a política e os políticos têm com o povo e os eleitores um divórcio reconhecido, vermos nestes quatro dias após o referendo cair de forma tão grosseira os compromissos assumidos faz-nos crer que este é mais um passo para, no mínimo, o descrédito acentuado da política.
Para nós, a política é uma nobre tarefa. Neste momento, mais confrontáveis com a sua consciência estão aqueles que ficaram em casa e não foram votar.
9 – A FPV, em nomes das dezenas de movimentos e associações que por todo o país levam por diante diariamente um trabalho de defesa da dignidade da vida humana e da mulher e dos milhares de cidadãos e grupos cívicos que se empenharam nesta campanha eleitoral não pode nestas horas de profunda perplexidade deixar de:
Aos políticos que defenderam o SIM no referendo e em especial ao partido da maioria, recordar os compromissos eleitorais assumidos em sede de campanha.
Ao povo e em especial aos eleitores, denunciar esta mentira usada como estratégia eleitoral e agora posta a nu.
A todos os portugueses lançar um desafio de alerta para:
A arbitrariedade do poder
O ofuscar das verdadeiras necessidades do povo
O verdadeiro combate ao aborto que legal ou ilegal será sempre uma chaga
As medidas públicas de apoio à família, mães e crianças em dificuldade, que de imediato devem ser exigidas.
Tudo pela dignidade e liberdade de mulheres e homens de Portugal.

Federação Portuguesa pela Vida

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Beirute, século XXI


Prémio da World Press Photo 2006: grupo de jovens em Beirute, fotografando os destroços da guerra.

Claudia Hinterseer, porta-voz da World Press Photo, reconhece que ouviu alguns comentários sobre o cinismo da escolha, mas responde: "Nas nossas escolas incentivamos os alunos a procurarem o paradoxo. Isso resulta sempre bem numa fotografia. É isso mesmo que reflecte este prémio: a guerra acaba, mas a vida continua, mantendo o fosso entre ricos e pobres."

domingo, fevereiro 04, 2007

SIM, varrer o problema para debaixo do tapete


«Há hoje uma certa tendência para soluções simples e descartáveis, que eliminam rapidamente os problemas atirando-os para debaixo do tapete», disse Lobo Xavier, numa «arruada» na Rua Santa Catarina, promovida pelo movimento «Norte pela Vida» e em que participaram cerca de 100 pessoas. (in, Portugal Diário)

terça-feira, janeiro 30, 2007

Gente que trabalha pelos outros

Associação de Defesa e Apoio à Vida - Aveiro

Uma IPSS que vive exclusivamente do trabalho voluntário, sem qualquer apoio financeiro público até ao momento. Subsiste graças à generosidade de uma infinidade de pessoas divididas por diferentes áreas de intervenção.

O número de mães ajudadas pela ADAV conta-se perto da centena. Mas não limitam o apoio à mulher grávida mas também às mulheres com filhos em situação de dificuldade.

Muitas vezes pedem-lhes intervenção em complementaridade com outros serviços sociais e a pedido destes, porque o seu trabalho é bem conhecido.

Apesar de limitados nos recursos humanos e materiais, não se limitam ao Concelho de Aveiro e jáestenderam a ajuda a Sta Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Águeda, Oliveira do Bairro, Ílhavo, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Sever do Vouga, Murtosa e Mira, municípios onde apoiam casos concretos.

O serviço mais importante da ADAV é a linha telefónica. Com esta linha telefónica encaminham pessoas para o Gabinete de Atendimento (GA) ou para outro tipo de serviço social se o caso não for do âmbito específico da ADAV.

Serviços do Gabinete de Atendimento: atendimento e informação (duas pessoas), jurídico (duas juristas), médico (uma ginecologista e um pediatra), psicológico (uma psicóloga), domiciliário (cinco pessoas).

Este último serviço – domiciliário - consiste na visita a casa das utentes, com a finalidade de levar a ajuda alimentar (resultante do protocolo com o Banco Alimentar Contra a Fome), os artigos do enxoval do bebe, nomeadamente roupa para as diferentes idades da criança, camas, carrinhos de bebe… O apoio domiciliário permite também manter uma proximidade com a mãe e o bebe com vista a detectar outras necessidades e a assegurarmo-nos que ambos se encontram bem, a nível psíquico, físico e material.

Só me ocorre uma questão: os governos (todos!) que fizeram para ajudar estas pessoas?

domingo, janeiro 28, 2007

Top Ten dos capitalistas do aborto


Quem financia as clínicas, a propaganda e os lobbies pro-aborto a nível mundial?

William and Flora Hewlett Foundation



The Buffet Foundation




The Rockefeller Foundation




John D. and Catherine T. MacArthur Foundation




Turner Foundation, Inc.




International Fund for Health and Family Planning




Open Society Institute




The Summit Charitable Foundation, Inc.




The Andrew W. Mellon Foundation




Richard and Rhonda Goldman Fund




The California Endowment




Robert Sterling Clark Foundation, Inc.




The Atlantic Foundation of New York




Compton Foundation, Inc.




The John Merck Fund




General Service Foundation

E traz um amigo também!





quinta-feira, janeiro 25, 2007

Milhares manifestam-se em Paris contra o aborto



França: Milhares manifestam-se em Paris contra o aborto


Milhares de pessoas protestaram este domingo em Paris contra o aborto numa manifestação convocada pelo movimento francês «30 anos: já chega!» em que participaram delegações de vários países europeus, incluindo Portugal.

Os manifestantes, cerca de 15.000 segundo os organizadores e entre os quais se contavam várias famílias com crianças, observaram cinco minutos de silêncio «em homenagem às crianças que não têm a oportunidade de viver». (Diário Digital)

terça-feira, janeiro 16, 2007

É preciso fazer um desenho?

Do blogue do não

"o referendo é mesmo sobre a liberalização total do aborto até às dez semanas.

Não é sobre o fim da prisão das mulheres, porque, mesmo que o sim ganhe, estas continuarão em teoria a ser presas - se abortarem depois das 10 semanas...
Só há uma maneira de acabar com isto: liberalizar o aborto até às 11, 12, 16, 20, 24, 28 semanas, ou mais ainda.
Os defensores do "sim" não preferem fazer um referendo que avance já para aí?"

Parece lógico. Se ganhar o "sim", é o que acontecerá!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

NA PRIMEIRA LINHA DO «NÃO» NO REFERENDO à INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ



Sou sempre pela vida
Contra o aborto, contra a eutanásia, contra a pena de morte, sempre e sempre pela vida, eis o pensamento que Fernando Santos assume e está pronto a defender publicamente nos agitados dias que se avizinham. Um discurso que só se afasta das posições mais ortodoxas da Igreja Católica na questão da contracepção, que defende. «A vida nasce a partir da concepção e deve ser defendida», diz sem qualquer pretensão persecutória contra as mulheres que abortam.

- É em nome dos princípios que tem estado a enunciar que está a dar a cara pelo «não» no referendo à interrupção voluntária da gravidez?

- Exactamente, da mesma forma que participei no referendo anterior.

- Esta intervenção pública causa-lhe alguns engulhos em termos profissionais?

- Tenho convicções na vida e sempre pautei por elas o meu comportamento. E não tenho a mais pequena intenção de alterar este padrão comportamental. As pessoas têm de me aceitar como sou. E se sou pela vida, não faria sentido outro comportamento.

- Mas continua a haver uma realidade, incontornável, que mostra milhares de mulheres a abortar anualmente, muitas vezes sem quaisquer condições de salubridade. E há anda a questão da penalização...

- No campo do «não», ninguém quer penalizar as mulheres. O que defendemos é a vida e esta começa no momento da concepção. Da mesma forma que, em nome da defesa da vida, ou contra a pena de morte. Mas voltando à questão do aborto, atentem neste exemplo: há um indivíduo que entra num supermercado e rouba. É crime? Claro que sim. Porém, depois vem a saber-se que tem 10 filhos, tinha sido despedido no dia anterior e não tinha comida para lhes dar. Continua a ser crime, porém, com muitas atenuantes. E se calhar a pena não passará de um trabalho cívico. Mas o fundamental é resolver a questão social subjacente ao crime.

- A ignorância ainda é um obstáculo?

- Acredito que haja mulheres que tomam essa decisão por não terem estado, antes, suficientemente informadas. Agora dizer-lhe que está tudo bem, que podem interromper a gravidez à vontade, é que não me parece o caminho correcto, é não pensarmos na defesa da vida.

- Não há excepções?

- Haverá, quando for necessário, por razões médicas, optar entre vida do filho e a vida da mãe.

- Mas a Igreja proíbe os contraceptivos e advoga métodos ditos naturais. Concorda?

- Não sou contra o uso dos contraceptivos. Mas na própria Igreja vai existindo alguma abertura em relação a essa questão. Admito que um casal, numa determinada fase da vida, não queira avançar para uma criança. E há tantas formas de resolver, em segurança, essa opção...

- Se alguma vez se vir numa situação desesperada, aceita pedir ajuda para morrer?

- Não, nunca. Eu não pedi ajuda para nascer, também não vou pedir para morrer. O que digo é que no dia em que a morte tiver de chegar que chegue de forma rápida.

Mas se assim não for... quem tem fé acredita que o sofrimento é uma maneira de alcançar outro patamar. Nem aborto, nem eutanásia, nem pena de morte. Não há o direito de tirar a vida a alguém.

- Nem a Saddam Hussein?

- Saddam era aquilo que todos sabemos e creio que não devia fazer parte da nossa sociedade. Mas seria sempre possível encontra-lhe um destino, no cárcere, que evitasse a pena de morte. O mesmo é válido, grosso modo, para os violadores, que me metem um particular asco.

- E se um dos seus filhos fosse vítima de um acto desses, não repensaria essas convicções?

-Acredito no direito à vida.

Porém, sou suficientemente humilde para, numa situação dessas,

lembrar o provérbio «não digas dessa água nunca beberei.» Mas aí deixa

de ser a razão e passa a ser a emoção a falar.