
sexta-feira, março 30, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Novas respostas, para velhos problemas

A lei italiana permite que qualquer mulher possa dar à luz sob anonimato, se assim o preferir, em qualquer hospital. Esta é mais uma resposta à situação.
Novos desafios, novas respostas, mais escolhas.
Há países assim. Outros, limitam-se a encolher os ombros e a dar velhas respostas.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Educar para os valores

O problema é que muitos pais só se dão conta dessas situações quando as crianças têm nove ou dez anos e perderam um tempo precioso. As crianças ditadoras revelam-se muito precocemente. Por isso há que estar atento: perguntar na escola, à nossa família e aos nossos amigos como é que identificam a conduta dos nossos pequenos filhos. Também há alguns pais que estão conscientes do problema, mas não querem reconhecê-lo.
Da sua experiência como provedor de menores, em Espanha, pode afirmar que a maior parte das crianças que se revelam pequenos ditadores serão jovens delinquentes? Há jovens que só são ditadores dentro da sua casa, outros generalizam essa conduta no seu relacionamento com outros cidadãos. Em Espanha, em 2006, houve sete mil casos de pais que denunciaram os seus filhos por agressão. Em Portugal este problema começa agora a surgir, embora a falta de respeito nas escolas seja muito grave.»
É proibido proibir ...

Motivo: pesa 98 Kg, o triplo da média para a sua idade.
Connor, não consegue ir a pé para a escola, porque fica demasiado cansado, apesar de morar a cinco minutos da escola, na pequena cidade de Wallsend, a norte de Londres.
A questão é cada vez mais actual. Quais são os valores para os quais educamos? Como?
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
"Vou-te partir os dentes"

No mesmo país em que uma associação de prevenção rodoviária (VVN, "Circulação Segura") lança uma campanha para impedir a violência na estrada provocada por gestos obscenos que desencadeiam, de forma crescente, episódios de agressão.
Pois.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
21 semanas e 280 gramas

Chama-se Amillia Taylor e media 24 cm quando nasceu. Após algum tempo no hospital, na Unidade de Cuidados Intensivos, irá ter alta em breve.
(No Público ...)
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Coisas sérias
Boa tarde a todos.
Em primeiro lugar quero agradecer a presença da comunicação social.
1 – O Povo Português acaba de ser chamado a pronunciar-se sobre a despenalização do aborto. Fê-lo pelo voto, mais nobre forma de exercício do poder em democracia.
2 – O SIM no referendo teve mais votos, isto é, em votos expressos, ganhou. Por isso, impõe-se agora que assuma as responsabilidades inerentes.
3 – Porém, 48 horas após o encerramento das urnas, verificou-se que o PS mentiu por estratégia eleitoral. Dirigentes ao mais alto nível do PS, em campanha eleitoral, garantiram aos portugueses que com esta pergunta o aborto não seria liberalizado e por isso, seria exigido aconselhamento e acompanhamento às mulheres, a fixar na regulamentação da lei. Senão vejamos:
4 - A campanha eleitoral é o momento próprio para que as diferentes propostas submetidas ao voto sejam apresentadas e conhecidas dos eleitores. No referendo ao aborto, SIM e NÃO, fizeram esse trabalho.
5 – O NÃO disse que a pergunta era para liberalização do aborto, sem regras nem limites, que não o prazo e a vontade da mulher.
O SIM objectou afirmando, que a regulamentação do aborto a pedido criaria um quadro legal de aconselhamento, dissuasão e consentimento informado.
Do lado do SIM tivemos, entre outros, a fazer campanha, o actual Primeiro Ministro e Secretário Geral do PS assim como outros membros da actual maioria parlamentar de que recordamos as Deputadas Maria de Belém Roseira e Ana Catarina Mendes, os quais em intervenções públicas disseram aos Portugueses que caso o SIM vencesse, a lei de regulamentação iria prever o aconselhamento e acompanhamento obrigatórios das mulheres que praticassem o aborto. Assim como impositivos em ordem ao planeamento familiar acompanhado por técnicos de saúde.
Afirmaram ainda estes dirigentes do partido do governo, que seria uma lei “moderada”, não estando em causa a liberalização do aborto, por não ser isto o pretendido.
6 - Ora, 48 horas volvidas sobre a decisão do povo português assistimos a declarações do líder da bancada do PS, em que é negado tudo o atrás enunciado. Alberto Martins diz «Não haverá aconselhamento obrigatório à revelia do que foi o mandato popular», confirmando assim que, o aborto será totalmente livre até às 10 semanas e apenas por «vontade» da mulher.
Hoje o consentimento informado é uma prática na área da saúde, donde se conclui que o povo português foi dolosamente enganado.
7 – Ontem ouvimos Ministros e Deputados afirmar que o SIM iria combater o aborto. Hoje ouvimos os mesmos a dizer que o aborto não implica regras de conduta ou a prestação de cuidados para o consentimento informado.
Ontem ouvimos Ministros e Deputados afirmar que o aborto seria praticado pelo SNS pago pelo Estado. Hoje ouvimos os mesmos dizer que o SNS não tem capacidade para prestar o serviço de aborto a pedido.
Ontem ouvimos Ministros e Deputados dizer que a vida do bebé e a saúde da mãe é uma preocupação de todos que se assegura com a despenalização. Hoje ouvimos os mesmos Ministros e Deputados dizer que a vontade da maioria não pode impor limites à vontade da mulher.
Ontem Ministros e Deputados prometiam-nos que o negócio do aborto iria termi
nar com a despenalização.Hoje sabemos pelas primeiras páginas dos jornais que as clínicas cujo negócio é o aborto estão preparadas para se instalar em Portugal, o que não se compadece com o aconselhamento prometido.
8 – Num país e num tempo em que a política e os políticos têm com o povo e os eleitores um divórcio reconhecido, vermos nestes quatro dias após o referendo cair de forma tão grosseira os compromissos assumidos faz-nos crer que este é mais um passo para, no mínimo, o descrédito acentuado da política.
Para nós, a política é uma nobre tarefa. Neste momento, mais confrontáveis com a sua consciência estão aqueles que ficaram em casa e não foram votar.
9 – A FPV, em nomes das dezenas de movimentos e associações que por todo o país levam por diante diariamente um trabalho de defesa da dignidade da vida humana e da mulher e dos milhares de cidadãos e grupos cívicos que se empenharam nesta campanha eleitoral não pode nestas horas de profunda perplexidade deixar de:
Aos políticos que defenderam o SIM no referendo e em especial ao partido da maioria, recordar os compromissos eleitorais assumidos em sede de campanha.
Ao povo e em especial aos eleitores, denunciar esta mentira usada como estratégia eleitoral e agora posta a nu.
A todos os portugueses lançar um desafio de alerta para:
A arbitrariedade do poder
O ofuscar das verdadeiras necessidades do povo
O verdadeiro combate ao aborto que legal ou ilegal será sempre uma chaga
As medidas públicas de apoio à família, mães e crianças em dificuldade, que de imediato devem ser exigidas.
Tudo pela dignidade e liberdade de mulheres e homens de Portugal.
Federação Portuguesa pela Vida
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Beirute, século XXI

Claudia Hinterseer, porta-voz da World Press Photo, reconhece que ouviu alguns comentários sobre o cinismo da escolha, mas responde: "Nas nossas escolas incentivamos os alunos a procurarem o paradoxo. Isso resulta sempre bem numa fotografia. É isso mesmo que reflecte este prémio: a guerra acaba, mas a vida continua, mantendo o fosso entre ricos e pobres."
domingo, fevereiro 04, 2007
SIM, varrer o problema para debaixo do tapete

quarta-feira, janeiro 31, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
Gente que trabalha pelos outros
Associação de Defesa e Apoio à Vida - AveiroUma IPSS que vive exclusivamente do trabalho voluntário, sem qualquer apoio financeiro público até ao momento. Subsiste graças à generosidade de uma infinidade de pessoas divididas por diferentes áreas de intervenção.
O número de mães ajudadas pela ADAV conta-se perto da centena. Mas não limitam o apoio à mulher grávida mas também às mulheres com filhos em situação de dificuldade.
Muitas vezes pedem-lhes intervenção em complementaridade com outros serviços sociais e a pedido destes, porque o seu trabalho é bem conhecido.
Apesar de limitados nos recursos humanos e materiais, não se limitam ao Concelho de Aveiro e jáestenderam a ajuda a Sta Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Águeda, Oliveira do Bairro, Ílhavo, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Sever do Vouga, Murtosa e Mira, municípios onde apoiam casos concretos.
O serviço mais importante da ADAV é a linha telefónica. Com esta linha telefónica encaminham pessoas para o Gabinete de Atendimento (GA) ou para outro tipo de serviço social se o caso não for do âmbito específico da ADAV.
Serviços do Gabinete de Atendimento: atendimento e informação (duas pessoas), jurídico (duas juristas), médico (uma ginecologista e um pediatra), psicológico (uma psicóloga), domiciliário (cinco pessoas).
Este último serviço – domiciliário - consiste na visita a casa das utentes, com a finalidade de levar a ajuda alimentar (resultante do protocolo com o Banco Alimentar Contra a Fome), os artigos do enxoval do bebe, nomeadamente roupa para as diferentes idades da criança, camas, carrinhos de bebe… O apoio domiciliário permite também manter uma proximidade com a mãe e o bebe com vista a detectar outras necessidades e a assegurarmo-nos que ambos se encontram bem, a nível psíquico, físico e material.
Só me ocorre uma questão: os governos (todos!) que fizeram para ajudar estas pessoas?
domingo, janeiro 28, 2007
Top Ten dos capitalistas do aborto
| William and Flora Hewlett Foundation
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| The Buffet Foundation
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| The Rockefeller Foundation
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| John D. and Catherine T. MacArthur Foundation
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| Turner Foundation, Inc.
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| International Fund for Health and Family Planning
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| Open Society Institute
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| The Summit Charitable Foundation, Inc.
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| The Andrew W. Mellon Foundation
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| Richard and Rhonda Goldman Fund
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| The California Endowment
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| Robert Sterling Clark Foundation, Inc.
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| The Atlantic Foundation of New York
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| Compton Foundation, Inc.
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| The John Merck Fund
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| General Service Foundation |
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Milhares manifestam-se em Paris contra o aborto

Os manifestantes, cerca de 15.000 segundo os organizadores e entre os quais se contavam várias famílias com crianças, observaram cinco minutos de silêncio «em homenagem às crianças que não têm a oportunidade de viver». (Diário Digital)
terça-feira, janeiro 16, 2007
É preciso fazer um desenho?
Do blogue do não"o referendo é mesmo sobre a liberalização total do aborto até às dez semanas.
Não é sobre o fim da prisão das mulheres, porque, mesmo que o sim ganhe, estas continuarão em teoria a ser presas - se abortarem depois das 10 semanas...
Só há uma maneira de acabar com isto: liberalizar o aborto até às 11, 12, 16, 20, 24, 28 semanas, ou mais ainda.
Os defensores do "sim" não preferem fazer um referendo que avance já para aí?"
Parece lógico. Se ganhar o "sim", é o que acontecerá!
segunda-feira, janeiro 08, 2007
NA PRIMEIRA LINHA DO «NÃO» NO REFERENDO à INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ

| Sou sempre pela vida |
| Contra o aborto, contra a eutanásia, contra a pena de morte, sempre e sempre pela vida, eis o pensamento que Fernando Santos assume e está pronto a defender publicamente nos agitados dias que se avizinham. Um discurso que só se afasta das posições mais ortodoxas da Igreja Católica na questão da contracepção, que defende. «A vida nasce a partir da concepção e deve ser defendida», diz sem qualquer pretensão persecutória contra as mulheres que abortam. - É em nome dos princípios que tem estado a enunciar que está a dar a cara pelo «não» no referendo à interrupção voluntária da gravidez? - Exactamente, da mesma forma que participei no referendo anterior. - Esta intervenção pública causa-lhe alguns engulhos em termos profissionais? - Tenho convicções na vida e sempre pautei por elas o meu comportamento. E não tenho a mais pequena intenção de alterar este padrão comportamental. As pessoas têm de me aceitar como sou. E se sou pela vida, não faria sentido outro comportamento. - Mas continua a haver uma realidade, incontornável, que mostra milhares de mulheres a abortar anualmente, muitas vezes sem quaisquer condições de salubridade. E há anda a questão da penalização... - No campo do «não», ninguém quer penalizar as mulheres. O que defendemos é a vida e esta começa no momento da concepção. Da mesma forma que, em nome da defesa da vida, ou contra a pena de morte. Mas voltando à questão do aborto, atentem neste exemplo: há um indivíduo que entra num supermercado e rouba. É crime? Claro que sim. Porém, depois vem a saber-se que tem 10 filhos, tinha sido despedido no dia anterior e não tinha comida para lhes dar. Continua a ser crime, porém, com muitas atenuantes. E se calhar a pena não passará de um trabalho cívico. Mas o fundamental é resolver a questão social subjacente ao crime. - A ignorância ainda é um obstáculo? - Acredito que haja mulheres que tomam essa decisão por não terem estado, antes, suficientemente informadas. Agora dizer-lhe que está tudo bem, que podem interromper a gravidez à vontade, é que não me parece o caminho correcto, é não pensarmos na defesa da vida. - Não há excepções? - Haverá, quando for necessário, por razões médicas, optar entre vida do filho e a vida da mãe. - Mas a Igreja proíbe os contraceptivos e advoga métodos ditos naturais. Concorda? - Não sou contra o uso dos contraceptivos. Mas na própria Igreja vai existindo alguma abertura em relação a essa questão. Admito que um casal, numa determinada fase da vida, não queira avançar para uma criança. E há tantas formas de resolver, em segurança, essa opção... - Se alguma vez se vir numa situação desesperada, aceita pedir ajuda para morrer? - Não, nunca. Eu não pedi ajuda para nascer, também não vou pedir para morrer. O que digo é que no dia em que a morte tiver de chegar que chegue de forma rápida. Mas se assim não for... quem tem fé acredita que o sofrimento é uma maneira de alcançar outro patamar. Nem aborto, nem eutanásia, nem pena de morte. Não há o direito de tirar a vida a alguém. - Nem a Saddam Hussein? - Saddam era aquilo que todos sabemos e creio que não devia fazer parte da nossa sociedade. Mas seria sempre possível encontra-lhe um destino, no cárcere, que evitasse a pena de morte. O mesmo é válido, grosso modo, para os violadores, que me metem um particular asco. - E se um dos seus filhos fosse vítima de um acto desses, não repensaria essas convicções? -Acredito no direito à vida. Porém, sou suficientemente humilde para, numa situação dessas, lembrar o provérbio «não digas dessa água nunca beberei.» Mas aí deixa de ser a razão e passa a ser a emoção a falar. |
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Ministro da Saúde explicou à SIC o que pode mudar após a consulta popular

O ministro da Saúde revelou à SIC o que poderá mudar após o referendo ao aborto. Cada intervenção poderá custar ao Estado entre 350 e 700 euros. Além disso, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde serão obrigados a realizar abortos a pedido da mulher se o sim ganhar o referendo em Fevereiro.
Se o sim ganhar no próximo dia 11 de Fevereiro, as interrupções voluntárias de gravidez serão tratadas como qualquer outro acto médico e os hospitais públicos com serviço de ginecologia e obstetrícia vão ter de as fazer.
A ideia não é nova. Em França, os hospitais criaram unidades funcionais só para praticar abortos. Em Portugal poderá acontecer o mesmo. Ou, então, as direcções hospitalares terão de encaminhar as mulheres para o sector privado. Será o orçamento do hospital a pagar os custos.
É, aliás, o que já acontece com as interrupções de gravidez permitidas pela lei actual. O procedimento obriga uma resolução da Assembleia da República.
Correia de Campos ainda não sabe quanto irá gastar o Ministério da Saúde se o sim ganhar o referendo, mas já fez contas a quanto poderá custar cada uma das interrupções de gravidez feitas nos hospitais públicos. Diz o ministro que é possível que os preços variem entre 350 e 700 euros.
Para chegar a estes valores, o ministro teve como base os custos do aborto nos hospitais espanhóis. Até porque, foi à lei espanhola que Correia de Campos foi buscar muitas das suas intenções. Por exemplo, as mulheres que não quiserem ser identificadas não poderão ser atendidas nos hospitais do Estado.
Esta é uma das razões que leva Correia de Campos a admitir que a maioria das interrupções de gravidez seja feita por privadas e só uma pequena parte nos hospitais públicos.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Famílias, para que vos quero?

«Actualmente basta-me ver um homem, ou uma mulher, rebocando pela rua três crianças para olhar para trás admirado, inclusive com uma certa curiosidade antropológica. Como é que, hoje em dia, se pode ser tão optimista? Porque, de facto, as famílias numerosas são a melhor demonstração de um optimismo desconcertante. Estes casais não trazem apenas muitos filhos ao mundo: têm a consciência de que dedicarão grande parte das suas vidas a educá-los. Proclamam uma fé na existência que é quase comovedora.» (...)
(Artigo de Pedro Ugarte, em El País, 16-Out.-2004)
(...) «Sinto uma especial simpatia por aquilo a que chamam família numerosa, uma simpatia que tem pouco a ver com gosto pessoal, já que embora neste país se possa aceder a esta categoria com apenas três rebentos, este vosso escriba tem apenas a honra de ter trazido ao mundo dois, e não tem qualquer intenção de aumentar o exército dos recrutas domésticos. Mas tenho que reconhecer que há nas famílias numerosas alguma coisa tão admirável e voluntariosa, que só podem contemplar-se com ternura.»
«O facto de que com apenas três filhos já se seja considerado família numerosa, é bem um sinal da sociologia do momento. (...) Fico eternecido e admirado: conseguem cuidar dos filhos apesar dos gastos. Sacrificam projectos pessoais, investem grande parte das suas economias em fraldas, sapatos e colégios. Vivem no alerta permanente de ter que vigiar crianças pequenas, propensas a meterem-se em todo o tipo de sarilhos e acidentes. Os pais e mães que assumem esta tarefa fazem-no com orgulho, face à indiferença dos poderes públicos, que pouco fazem por eles; face à ironia dos amigos e conhecidos; até contra o preconceito que hoje provocam conceitos como família, amor, fraternidade, paternidade e maternidade.»
(...)
«Se a família, como instituição, não está propriamente na moda, o termo família numerosa é suficiente para nos considerarem cavernícolas. Desta família troçam o cinema e a literatura; riem-se os artistas, os colunáveis e os filósofos da moda.» (...)
«Ser capaz de manter uma família representa, para os modernaços e os iluminados, uma prova de indigência mental. Estes heróis da demografia não recebem nenhum reconhecimento, nem sequer por conseguirem encaixar 3 a 5 filhos nos apartamentos dos nossos dias. Mesmo numa perspectiva estética, os herois dos nossos dias costumam ser quase sempre solteiros.»
«A verdade é que os poderes públicos, os intelectuais, os grupos de pressão, os fazedores de opinião estão ocupados com problemas mais sublimes: a sobrevivência do urso panda, o regime jurídico das uniões de facto, as reformas dos funcionários, a afirmação de valores cada vez mais abstractos e vazios.»
«Entende-se que são causas muito louváveis, mas o contraste é paradoxal. Tudo parece merecer apoios e subsídios, estudos e atenções, excepto o comprometer-se a criar, alimentar, proteger e educar os novos cidadãos.»
segunda-feira, dezembro 04, 2006
(Des)Almada!

Foi apresentada na Assembleia Municipal de Almada, uma moção com vista à criação da tarifa familiar no consumo doméstico de água.
Como se sabe, em Portugal as tarifas por escalões penalizam quem tem filhos, ao não levar em conta o consumo per capita, mas apenas o consumo total.
Esta prática discriminatória é tanto mais absurda, quanto o país tem um défice de nascimentos de perto de 1 milhão de bebés. Ou seja, a bancarrota da Segurança Social, o fecho das escolas e maternidades é uma consequência directa da falta de renovação populacional.
Mas a maioria comunista chumbou a proposta.
O "quanto pior, melhor" continua a vigorar nalgumas cabeças. É pena. Tenho a certeza que há gente no PCP e no BE que nasceu de pai e mãe!
