domingo, janeiro 28, 2007
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Milhares manifestam-se em Paris contra o aborto

Os manifestantes, cerca de 15.000 segundo os organizadores e entre os quais se contavam várias famílias com crianças, observaram cinco minutos de silêncio «em homenagem às crianças que não têm a oportunidade de viver». (Diário Digital)
terça-feira, janeiro 16, 2007
É preciso fazer um desenho?
Do blogue do não"o referendo é mesmo sobre a liberalização total do aborto até às dez semanas.
Não é sobre o fim da prisão das mulheres, porque, mesmo que o sim ganhe, estas continuarão em teoria a ser presas - se abortarem depois das 10 semanas...
Só há uma maneira de acabar com isto: liberalizar o aborto até às 11, 12, 16, 20, 24, 28 semanas, ou mais ainda.
Os defensores do "sim" não preferem fazer um referendo que avance já para aí?"
Parece lógico. Se ganhar o "sim", é o que acontecerá!
segunda-feira, janeiro 08, 2007
NA PRIMEIRA LINHA DO «NÃO» NO REFERENDO à INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ

| Sou sempre pela vida |
| Contra o aborto, contra a eutanásia, contra a pena de morte, sempre e sempre pela vida, eis o pensamento que Fernando Santos assume e está pronto a defender publicamente nos agitados dias que se avizinham. Um discurso que só se afasta das posições mais ortodoxas da Igreja Católica na questão da contracepção, que defende. «A vida nasce a partir da concepção e deve ser defendida», diz sem qualquer pretensão persecutória contra as mulheres que abortam. - É em nome dos princípios que tem estado a enunciar que está a dar a cara pelo «não» no referendo à interrupção voluntária da gravidez? - Exactamente, da mesma forma que participei no referendo anterior. - Esta intervenção pública causa-lhe alguns engulhos em termos profissionais? - Tenho convicções na vida e sempre pautei por elas o meu comportamento. E não tenho a mais pequena intenção de alterar este padrão comportamental. As pessoas têm de me aceitar como sou. E se sou pela vida, não faria sentido outro comportamento. - Mas continua a haver uma realidade, incontornável, que mostra milhares de mulheres a abortar anualmente, muitas vezes sem quaisquer condições de salubridade. E há anda a questão da penalização... - No campo do «não», ninguém quer penalizar as mulheres. O que defendemos é a vida e esta começa no momento da concepção. Da mesma forma que, em nome da defesa da vida, ou contra a pena de morte. Mas voltando à questão do aborto, atentem neste exemplo: há um indivíduo que entra num supermercado e rouba. É crime? Claro que sim. Porém, depois vem a saber-se que tem 10 filhos, tinha sido despedido no dia anterior e não tinha comida para lhes dar. Continua a ser crime, porém, com muitas atenuantes. E se calhar a pena não passará de um trabalho cívico. Mas o fundamental é resolver a questão social subjacente ao crime. - A ignorância ainda é um obstáculo? - Acredito que haja mulheres que tomam essa decisão por não terem estado, antes, suficientemente informadas. Agora dizer-lhe que está tudo bem, que podem interromper a gravidez à vontade, é que não me parece o caminho correcto, é não pensarmos na defesa da vida. - Não há excepções? - Haverá, quando for necessário, por razões médicas, optar entre vida do filho e a vida da mãe. - Mas a Igreja proíbe os contraceptivos e advoga métodos ditos naturais. Concorda? - Não sou contra o uso dos contraceptivos. Mas na própria Igreja vai existindo alguma abertura em relação a essa questão. Admito que um casal, numa determinada fase da vida, não queira avançar para uma criança. E há tantas formas de resolver, em segurança, essa opção... - Se alguma vez se vir numa situação desesperada, aceita pedir ajuda para morrer? - Não, nunca. Eu não pedi ajuda para nascer, também não vou pedir para morrer. O que digo é que no dia em que a morte tiver de chegar que chegue de forma rápida. Mas se assim não for... quem tem fé acredita que o sofrimento é uma maneira de alcançar outro patamar. Nem aborto, nem eutanásia, nem pena de morte. Não há o direito de tirar a vida a alguém. - Nem a Saddam Hussein? - Saddam era aquilo que todos sabemos e creio que não devia fazer parte da nossa sociedade. Mas seria sempre possível encontra-lhe um destino, no cárcere, que evitasse a pena de morte. O mesmo é válido, grosso modo, para os violadores, que me metem um particular asco. - E se um dos seus filhos fosse vítima de um acto desses, não repensaria essas convicções? -Acredito no direito à vida. Porém, sou suficientemente humilde para, numa situação dessas, lembrar o provérbio «não digas dessa água nunca beberei.» Mas aí deixa de ser a razão e passa a ser a emoção a falar. |
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Ministro da Saúde explicou à SIC o que pode mudar após a consulta popular

O ministro da Saúde revelou à SIC o que poderá mudar após o referendo ao aborto. Cada intervenção poderá custar ao Estado entre 350 e 700 euros. Além disso, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde serão obrigados a realizar abortos a pedido da mulher se o sim ganhar o referendo em Fevereiro.
Se o sim ganhar no próximo dia 11 de Fevereiro, as interrupções voluntárias de gravidez serão tratadas como qualquer outro acto médico e os hospitais públicos com serviço de ginecologia e obstetrícia vão ter de as fazer.
A ideia não é nova. Em França, os hospitais criaram unidades funcionais só para praticar abortos. Em Portugal poderá acontecer o mesmo. Ou, então, as direcções hospitalares terão de encaminhar as mulheres para o sector privado. Será o orçamento do hospital a pagar os custos.
É, aliás, o que já acontece com as interrupções de gravidez permitidas pela lei actual. O procedimento obriga uma resolução da Assembleia da República.
Correia de Campos ainda não sabe quanto irá gastar o Ministério da Saúde se o sim ganhar o referendo, mas já fez contas a quanto poderá custar cada uma das interrupções de gravidez feitas nos hospitais públicos. Diz o ministro que é possível que os preços variem entre 350 e 700 euros.
Para chegar a estes valores, o ministro teve como base os custos do aborto nos hospitais espanhóis. Até porque, foi à lei espanhola que Correia de Campos foi buscar muitas das suas intenções. Por exemplo, as mulheres que não quiserem ser identificadas não poderão ser atendidas nos hospitais do Estado.
Esta é uma das razões que leva Correia de Campos a admitir que a maioria das interrupções de gravidez seja feita por privadas e só uma pequena parte nos hospitais públicos.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Famílias, para que vos quero?

«Actualmente basta-me ver um homem, ou uma mulher, rebocando pela rua três crianças para olhar para trás admirado, inclusive com uma certa curiosidade antropológica. Como é que, hoje em dia, se pode ser tão optimista? Porque, de facto, as famílias numerosas são a melhor demonstração de um optimismo desconcertante. Estes casais não trazem apenas muitos filhos ao mundo: têm a consciência de que dedicarão grande parte das suas vidas a educá-los. Proclamam uma fé na existência que é quase comovedora.» (...)
(Artigo de Pedro Ugarte, em El País, 16-Out.-2004)
(...) «Sinto uma especial simpatia por aquilo a que chamam família numerosa, uma simpatia que tem pouco a ver com gosto pessoal, já que embora neste país se possa aceder a esta categoria com apenas três rebentos, este vosso escriba tem apenas a honra de ter trazido ao mundo dois, e não tem qualquer intenção de aumentar o exército dos recrutas domésticos. Mas tenho que reconhecer que há nas famílias numerosas alguma coisa tão admirável e voluntariosa, que só podem contemplar-se com ternura.»
«O facto de que com apenas três filhos já se seja considerado família numerosa, é bem um sinal da sociologia do momento. (...) Fico eternecido e admirado: conseguem cuidar dos filhos apesar dos gastos. Sacrificam projectos pessoais, investem grande parte das suas economias em fraldas, sapatos e colégios. Vivem no alerta permanente de ter que vigiar crianças pequenas, propensas a meterem-se em todo o tipo de sarilhos e acidentes. Os pais e mães que assumem esta tarefa fazem-no com orgulho, face à indiferença dos poderes públicos, que pouco fazem por eles; face à ironia dos amigos e conhecidos; até contra o preconceito que hoje provocam conceitos como família, amor, fraternidade, paternidade e maternidade.»
(...)
«Se a família, como instituição, não está propriamente na moda, o termo família numerosa é suficiente para nos considerarem cavernícolas. Desta família troçam o cinema e a literatura; riem-se os artistas, os colunáveis e os filósofos da moda.» (...)
«Ser capaz de manter uma família representa, para os modernaços e os iluminados, uma prova de indigência mental. Estes heróis da demografia não recebem nenhum reconhecimento, nem sequer por conseguirem encaixar 3 a 5 filhos nos apartamentos dos nossos dias. Mesmo numa perspectiva estética, os herois dos nossos dias costumam ser quase sempre solteiros.»
«A verdade é que os poderes públicos, os intelectuais, os grupos de pressão, os fazedores de opinião estão ocupados com problemas mais sublimes: a sobrevivência do urso panda, o regime jurídico das uniões de facto, as reformas dos funcionários, a afirmação de valores cada vez mais abstractos e vazios.»
«Entende-se que são causas muito louváveis, mas o contraste é paradoxal. Tudo parece merecer apoios e subsídios, estudos e atenções, excepto o comprometer-se a criar, alimentar, proteger e educar os novos cidadãos.»
segunda-feira, dezembro 04, 2006
(Des)Almada!

Foi apresentada na Assembleia Municipal de Almada, uma moção com vista à criação da tarifa familiar no consumo doméstico de água.
Como se sabe, em Portugal as tarifas por escalões penalizam quem tem filhos, ao não levar em conta o consumo per capita, mas apenas o consumo total.
Esta prática discriminatória é tanto mais absurda, quanto o país tem um défice de nascimentos de perto de 1 milhão de bebés. Ou seja, a bancarrota da Segurança Social, o fecho das escolas e maternidades é uma consequência directa da falta de renovação populacional.
Mas a maioria comunista chumbou a proposta.
O "quanto pior, melhor" continua a vigorar nalgumas cabeças. É pena. Tenho a certeza que há gente no PCP e no BE que nasceu de pai e mãe!
O imperialismo americano e uma certa esquerda europeia
No Público de segunda, 23 de Outubro de 2006 O célebre relatório Kissinger e a política internacional maltusiana
Mário Pinto
1.No meu último artigo, interroguei-me acerca das razões pelas quais um crime tão repugnante como o aborto, condenado pela consciência da nossa cultura civilizacional desde há dois milénios, sem discordâncias a não ser por parte das grandes ideologias totalitárias do século XX (nazismo e comunismo), se tornou, de repente, e sem novas razões doutrinais nem científicas, como algo de, não apenas lícito, mas até pretendidamente direito fundamental da mulher (só da mulher), decorrente da propriedade do seu corpo.
2. E cheguei à conclusão de que haveria, sem dúvida, uma explicação na mudança de cultura e das mentalidades. Mas, visto que as mudanças culturais, mesmo no nosso tempo acelerado, são mais lentas do que tem sido a reviravolta (ou revolução) do aborto, procurei o concurso de algum factor catalisador. E achei que esse factor foi e é a política maltusiana do ocidente próspero e egoísta, relançada pelo célebre relatório Kissinger. Esta tese, que não é original, encontra confirmação em factos significativos indesmentíveis e nas próprias intenções da política internacional dos últimos anos.
3. Sobre a «política de cultura» incidente na mudança de mentalidade, ficará para outra ocasião. Aliás, vai decorrer na Fundação Gulbenkian, de
4. Hoje, trago aqui algumas notas sobre a influente política internacional maltusiana que, desde há uns anos, se desdobra num largo leque de poderosas actuações e financiamentos com vista a limitar a natalidade e a população. É esta política que, procurando cumplicidades, organizadamente fornece estratégias e financiamentos que são evidentes em movimentos e grupos ideológicos activos nos vários países e em instâncias supranacionais.
5. Nos últimos anos da Administração Nixon, primeiros anos setenta, foi elaborado um estudo do Departamento de Estado que identificou o crescimento da população mundial como "um assunto da máxima importância» para os EE.UU", porque esse crescimento nos países em vias de desenvolvimento punha em perigo designadamente o acesso aos minerais e a outras matérias primas indispensáveis, constituindo uma ameaça à segurança económica e política. Qual era a solução? O controlo da população. Esse estudo deu origem a um célebre memorando de Kissinger, e este, por sua vez, a um memorando executivo da Administração americana que lançou a política internacional na corrida ao controlo da natalidade e da população. Assim, a bomba K (política Kissinger) opunha-se à bomba P (aumento da população mundial). Estes documentos estiveram reservados durante vários anos, mas podem agora consultar-se livremente.
6. Muitas das afirmações do referido estudo são verdadeiras prédicas maltusianas. Prevê-se, por exemplo, que as necessidades das populações dos países do terceiro mundo relativamente aos recursos naturais mundiais "causarão graves problemas que poderiam afectar os EE. UU. Por causa da necessidade de aumentar o apoio financeiro aos países em vias de desenvolvimento...", em relação com tratados comerciais com preços mais elevados para as suas exportações. Em certa altura, o documento faz referência ao custo do financiamento do desenvolvimento económico e calcula que seria muito mais "efectivo" usar esse financiamento para fins de controlo populacional.
7. O estudo sugere que se tente converter as populações dos países em protagonistas dos planos de acção, assegurando-lhes o acesso às tecnologias da contracepção. E assinala que "conflitos que à primeira vista são políticos, na realidade têm raízes demográficas"; e que "as acções revolucionárias e os golpes contra-revolucionários terminam por expropriar os interesses estrangeiros (...) e não são bons nem para esses interesses nem para os países onde ocorrem".
Esta doutrina não foi inédita; foi sim um relançamento, mas desta vez com decisiva eficácia, da velha ideologia da segurança demográfica.
8. Direi que, de um ponto de vista de ética pessoal e social, penso que nada haveria a criticar se apenas se tratasse de apoiar uma respeitosa educação, e os meios que permitissem aos casais uma paternidade responsável. Porém, a política de restrição mundial da população pretendida pelo documento não se determina pelo desenvolvimento da responsabilidade pessoal e familiar; pretende sim, por razões de Estado, modificar os padrões sexuais e reprodutivos das pessoas e casais, diminuir o número de famílias, reduzir a dimensão das famílias, multiplicar o uso dos meios anticonceptivos e abortivos, dificultar a criação de filhos, aumentar a ocupação profissional das mulheres, em suma desligar a sexualidade da família e da procriação.
9. Esta política tem consciência de que rompe com as estruturas morais e éticas e não hesita em defender a ruptura das concepções de valores tradicionais. Não porque tenha uma concepção filosófica nova; mas porque só pretende, e a todo o custo, efeitos demográficos. E como a procriação tem que ver com os mecanismos da vida, essa política interesseira entra pelas questões das manipulações genéticas, sob um pretexto de "saúde reprodutiva".
10. A política maltusiana tem um aliado natural: a mentalidade irracionalista do hedonismo e do consumismo grosseiros. É como faca quente em manteiga. Para uma pretensa justificação, bastam slogans primitivos, com base em ideias primárias como a propriedade do corpo, um igualitarismo demagógico abstracto, o direito ao prazer sexual sem restrições, uma compaixão amoral das mulheres que abortam, uma comparação parola com os países ditos mais adiantados que já liberalizaram o aborto, etc.
11. Se algum dos meus leitores pensar que estou a ser injusto com as suas bem intencionadas concepções pessoais, dir-lhe-ei que não pretendo ofender nenhuma concepção séria, filosófica ou ética, em matéria de sexualidade ou procriação. Pelo contrário, estou disposto a dialogar respeitosamente com todas. Coisa diferente é a propaganda simplista e repetitiva com que todos os dias nos bombardeiam nos média. O que é necessário é levantar a suspeita das intenções das políticas de controlo internacional da natalidade e da população, que, por razões geoestratégicas egoístas, manipulam as opiniões e as mudanças legislativas. As tais que nos querem apresentar como exemplo de avanço e de progresso - atrasadinhos que nós somos...
domingo, dezembro 03, 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
Gripe sasonal - informação divulgada pela Direcção Geral deSaúde

O agente da gripe - vírus influenza ? transmite-se através das secreções respiratórias e provoca elevada mortalidade e grande morbilidade. [Os espiros e a tosse, mesmo o simples falar ou gritar, expelem milhares de vírus, a velocidades que rondam os 100 Km/hora, a distâncias que podem atingir os 15 metros.]
Como as crianças tendem a eliminar o vírus durante mais tempo que os adultos são grandes disseminadores do vírus na comunidade. [Os locais onde se concentram crianças, sobretudo se o espaço for pequeno, ou não arejado (salas de aula, transportes, festas, salas de espera ...), são locais priveligiados de contágio, através do ar que se respira, ou do contacto com as mãos e a cara (beijos, por exemplo)]
É uma infecção que atinge todas as idades, em especial, as pessoas com mais de 65 anos e/ou doentes crónicos. Manifesta-se de forma súbita com febre, tosse não produtiva, mal-estar , vulgar tríade ["tríade" significa conjunto de três, neste caso, de três sintomas juntos: febre, tosse e dores musculares / mal-estar geral]) entre outras queixas.
Prevenir é melhor que remediar. Vacina e higiene [lavar as mãos com frequência, sobretudo as dos mais novos, evitar tossir ou respirar perto de outros, usar lenços descartáveis para se assoar, não cumprimentar, seja com a mão, seja com beijo] são elementos-chave.
As pessoas, segundo grupos de risco definidos pela DGS, devem fazer a vacina para a gripe, a partir de Outubro. Em especial, os idosos.
A higiene pessoal e dos locais de lazer e de trabalho, a lavagem frequente das mãos com água e sabão (ou toalhetes) e quando espirrar ou tossir proteger a boca com lenço de papel (deite nos sanitários onde serão descarregados) ou com o antebraço - não utilize as mãos ? são medidas essenciais.
Evite mudanças de temperatura e não se abafe demasiado.
[Não existe prova de que o frio aumente a probabilidade de adoecer; o que acontece é que com o abaixamento da temperatura, as pessoas tendem a grupar-se mais, e em locais menos arejados...]
Com sintomas, faça distanciamento social: fique em casa, em repouso, evite o contacto próximo com outras pessoas, para impedir o contágio. [Esta é a ÚNICA medida que resulta do ponto de vista da prevenção, do contágio e das epidemias] [Em épocas de surtos epidémicos, todos os locais onde se aglomeram pessoas são perigosos, incluindo os hipermercados, e as farmácias...] [Qualquer pessoa com febre, criança ou adulto, é um perigo potencial.]
Vá ao serviço de urgência, se estritamente necessário. [Não existe cura, nem tratamento para eliminar o vírus; a função do médico é apenas prescrever medicamentos de conforto, e recomendar as medidas aqui enunciadas] ou ligue 808 211 311 ou 808 242 424 (crianças).
[Telefonar é mais seguro do que sair de casa,visto que no caminho para os serviços, e dentro dos próprias instituições existe um risco elevado de contágio, ou até de re-contágio]
Beba muitos líquidos - água e sumos de fruta ? e coma o que mais lhe apetecer.
Pela sua e pela nossa saúde: cumpra estas recomendações ? e ajude a fazer cumprir.»
SG
segunda-feira, novembro 20, 2006
As 10 semanas, afinal serão 16! (E porque não outro número qualquer?)

«Um Esclarecimento que Tarda
Francisco Sarsfield Cabral
A Associação "Mulheres em Acção" acaba de enviar uma carta ao Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista colocando uma questão pertinente: afinal, que lei vai reger o aborto se o "Sim" vencer o próximo referendo?
A pergunta tem razão de ser, uma vez que o único Projecto de Lei apresentado pelo PS sobre esta matéria (há cerca de um ano) permite o aborto até às 16 semanas em caso de perigo de morte ou de grave lesão física ou psíquica da mulher grávida. E considera lícito o aborto, também até às 16 semanas, "por razões de natureza económica e social".
Como o PS ainda não modificou esta Proposta (se é que o vai fazer), será que ela irá ser votada no Parlamento e eventualmente aprovada pela maioria socialista? Ora a pergunta do referendo, já aprovada pelo Tribunal Constitucional, refere apenas a despenalização da interrupção voluntária da gravidez nas primeiras dez semanas.
Para que o debate prévio ao referendo seja sério e transparente é indispensável que o PS esclareça quanto antes esta questão. Vai manter a sua proposta, entrando em colisão com a pergunta do referendo? Irá modificá-la? Como?
Tem a palavra o PS.»
(Em infovitae e também em Mais Vida, Mais Família.
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quinta-feira, novembro 16, 2006
It's the money, stupid!

Costuma dizer-se que o dinheiro não tem cor. Também este "negócio" não tem cor, nem sequer no mero cumprimento formal da "lei" que o autoriza.
Em Barcelona, um par de jornalistas descobriu o que muitos já sabiam: a lei é um mero pretexto para a fachada do negócio. A jornalista descobriu que mesmo com 7 meses de gravidez, a instituição nem piscava: um cliente é um cliente, assim reza a cartilha liberal. E por que não? Que diferença faz um homicídio numa data ou noutra qualquer? Se o "problema" é a gravidez, não a mulher grávida, elimina-se o "problema".
Aqui, no blogue do não.
sexta-feira, novembro 03, 2006
PNVD - partido holandês para a legalização da pedofilia
Norbert DeJonge é o secretário geral do PNVD, um partido holandês recém-formado. As siglas significam "amor, liberdade e diversidade".Em entrevista a um serviço noticioso afirma que não vê motivo pelo qual a pedofilia ou o bestialismo (que é legal na Holanda), sejam considerados ilegais, desde que a criança, ou o animal, demonstrem consentimento.
Um dos objectivos políticos imediatos é o abaixamento da idade de consentimento para ter relações sexuais para os 12 anos e, no futuro, que a lei não se pronuncie sobre qualquer limite etário, nesta questão.
Um pedido para a ilegalização deste partido, com base na protecção dos menores, foi recusado pelo tribunal em defesa da liberdade de expressão política.
A Holanda discute actualmente a despenalização da eutanásia em doentes mentais, que já é legal em menores de 12 anos.
quarta-feira, outubro 11, 2006
Faça o orçamento familiar
A Escola de Gestão AESE desafia as famílias portuguesas a mostrarem como fazem o seu orçamento«A AESE desafia-o a participar na elaboração do orçamento familiar
Você sabe quanto gasta? Conhece a estrutura da sua despesa? Sabe quais são as suas perspectivas financeiras?
As famílias tal como as empresas também entram em situação económica difícil.
A falta de liquidez condiciona também o desenvolvimento da economia.
A AESE lança esta reflexão no âmbito do ?Caso Portugal?. É com gestos e decisões simples, quotidianamente repetidos e multiplicados por muitos, que se cria a riqueza das famílias e se garante a sustentabilidade o País.
Esta nova visão da economia familiar leva a que também as famílias devam fazer o seu planeamento financeiro, elaborando o seu orçamento, racionalizando os seus gastos, actuando com mais eficiência no dia a dia e melhorando os seus investimentos.
Queremos colaborar na alteração dos comportamentos e contribuir para a melhoria da vida financeira das famílias e do País. Para isso é também importante a sua contribuição.
Aceite mais este desafio.
Contamos consigo e agradecemos antecipadamente a sua participação.
Esperamos a sua resposta até 21.Outubro
Poderá fazê-lo de duas maneiras:
acedendo à página do questionário clicando aqui ou
descarregando o ficheiro excel para o seu computador. Depois de preenchido enviá-lo para o endereço filomenagoncalves@aese.pt
A todos os participantes será apresentado o relatório sobre ?Economia Familiar?.
Os foguetes do costume!

Comunicado da APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
10 de Outubro de 2006
«Com o foguetório a que tem vindo a habituar os portugueses, o Primeiro-Ministro anunciou a nova reforma da Segurança Social, que inclui inevitáveis medidas de penalização das pensões dada a enorme distracção dos governos que temos tido nos últimos 30 anos.
A APFN não consegue compreender a afirmação do Primeiro-Ministro de que, através da nova reforma, está garantida a sustentabilidade da Segurança Social, uma vez que, em nada, introduz qualquer factor variável com a "evolução dramática da natalidade", muito bem referida por aquele no passado dia 27 de Abril!
O Primeiro-Ministro bem sabe que os cálculos da sustentabilidade da Segurança Social estão baseados no pressuposto grosseiro de que o índice sintético de natalidade vai evoluir dos actuais 1.4 para 2.0 em 2050!!!
Como? Alguém acredita? Ainda por cima agora, com um Ministro da Saúde obcecado em aumentar o número de abortos praticados pelo SNS para 20.000 por ano?
Daí, a insistência da APFN de que o "factor de sustentabilidade" entre em linha de conta com o número de filhos de cada pensionista, de modo a contemplar, não só o aumento da esperança de vida, como o contributo que cada cidadão deu para a sustentabilidade do sistema.
A carreira contributiva não é só em dinheiro. O nosso contributo em dinheiro é apenas para o sustento da geração anterior. É, principalmente, em filhos, que continuarão a pagar a Segurança Social, não só depois de nos reformarmos, mas, também, depois de morrermos! Como muito bem sabe, mas não quer dizer, são os filhos que sustentam a geração anterior!
Caso o "factor de sustentabilidade" não considere o número de filhos de cada pensionista, o Primeiro-Ministro arrisca-se seriamente a, dentro de cinco anos, ter que apanhar as canas dos foguetes que hoje lançou, para o que poderá contar com a inestimável experiência do actual Ministro do Trabalho e da Segurança Social, que era Secretário de Estado da Segurança Social quando o então Primeiro-Ministro, baseado nos estudos por ele dirigidos, também afirmou que a reforma que tinha feito iria durar 100 anos...
O actual projecto de reforma não é mais do que o apanhar das canas do então Primeiro-Ministro, coadjuvado pelo mesmo moço.»
quarta-feira, setembro 20, 2006
Feminismo em discussão

sexta-feira, setembro 01, 2006
TVer ou não
«Associação portuguesa de espectadores de televisão
Quando o senhor do telecomando perde o seu domínio
A programação televisiva desceu, nos últimos tempos, a níveis impensáveis. O tele-lixo é uma evidência diária, abundantemente servida sob a forma de novelas, concursos e outros sub-produtos. "o Consumidor" pediu uma opinião sobre a matéria à Associação Portuguesa de Espectadores de Televisão.
O telespectador "manipulado"
[...]
Audiência e qualidade
Surgem críticas aos sistemas de medição das audiências, sobre a sua credibilidade, ou antes, sobre a credibilidade merecida pela amostra escolhida para representar o "universo" dos telespectadores. Embora os dados de audimetria sejam de difícil compreensão pelo grande público, os especialistas de marketing fazem com que quantidade se confunda com qualidade. E assim se considera, que os programas são bons em função da aceitação pelo público. A multiplicidade de canais temáticos, por onde escolher, alterou as coisas. O comando a distância é um instrumento que, nascido para comodidade do espectador, se transformou num meio de seleccionar.
O espectador intermitente
É de notar que, um procedimento como este, é mais perigoso nas crianças. Nelas, o resultado desta mudança contínua dos programas transforma-se num vício de procura daqueles que mais lhes agradam, embora possam ser inconvenientes para a sua mentalidade ou moral. A contra-programação, que provoca uma falta de rigor no anúncio dos programas, levou a secção da imprensa a perder muito da sua credibilidade. E, assim, o telespectador prefere, especialmente no horário nobre ("prime time") fazer uma rápida passagem pelos canais e então escolher. Isto não acontece tanto, quando decide ver televisão noutro horário diferente do da noite. Então, é, de facto, mais selectivo e supõe ir ver o que quer, embora desiludido possa, também, mudar de canal, em vez de desligar ou dedicar-se a outra actividade, uma vez que, com frequência, incluem, numa qualquer ocasião, cenas de programas a que não desejaria assistir.
Fascínio ou falta de critério?
O espectador, por estas razões, é levado a este consumo indiscriminado de programas, pois a televisão, como tal, é uma tentação para pessoas pouco ocupadas ou com tendência para deixar passar o tempo a vê-la: são os espectadores passivos, capazes de "consumir" mais do que ver televisão. Ganham modos de falar e de comportamento mais próximos do modelo televisivo do que da realidade. Este espectador, manipulado ou forçado, transforma-se num consumidor indiscriminado de televisão, sem critério e sem espírito crítico. Este espectador, apanhado por uma visão feita de retalhos de televisão, com grande dificuldade escapará à sedução da face consumista da televisão. Não é novidade que a televisão é, além de outras coisas, um supermercado e uma escola de formas de vida. E cada vez mais!
Saber escolher
As televisões nem sempre são culpadas de todos os males. O saber escolher, o saber aquilo que se deve ou não ver, constitui uma obrigação da pessoa como espectador de televisão.
A racionalização do tempo de lazer é um bom caminho para não cair na armadilha que leva as pessoas a converterem-se em consumidores manipulados ou forçados da televisão.
Adaptação de um artigo de
José Angel Cortés, jornalista,
professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de
Navarra e especialista em programação televisiva, publicado em ACEPRENSA)»
quinta-feira, agosto 31, 2006
A Casa Fantasma (Monster House)

Em Portugal chama-se A Casa Fantasma.

Director: Gil Kenan. Guião: Dan Harmon, Rob Schrab, Pamela Pettler. Vozes de : Steve Buscemi, Maggie Gyllenhaal, Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke. Animação. 90 min. Class: Para todos.
Segundo a produtora, o filme estreará em Portugal, nestes locais, conforme o Público.
terça-feira, agosto 08, 2006
Fatal como os incêndios

Acaba de sair no Diário da República (Decreto-Lei 155/2006 ) a criação da CPPF (Comissão para a Promoção de Políticas de Família), e do CCF (Conselho Consultivo das Famílias).
Também foram divulgados os números de nascimentos, pelo INE (Instituto Nacional de Estatística). "Estatística", é um termo que tem a sua origem na palavra "estado". Os estados precisavam de saber com que linhas se cosiam, isto é, com quantos cidadãos contavam. Mas o nosso Estado ficou preguiçoso, e pouco esperto, e esqueceu-se disto. Por isso estamos neste estado, que é um lindo estado!
No ano de 2005 o número de cidadãos portugueses que nasceu continuou abaixo da linha de água. Isto é, continuamos sem atingir aquele mínimo de 110 mil bebés / ano que nos poupariam à bancarrota da Segurança Social, ao encerramento de escolas e maternidades, à desertificação do interior, à rotura social em relação aos idosos, etc., e coisa, e tal.
Acontece que neste nosso simpático canto português, o INE (ler [Íne] que soa mais de acordo com o aspecto) cometeu um EnOrMe erro de previsão (erro ou Ínedade?), erro mais uma vez confirmado por ele próprio com estes números. (É por isso que é um Íne; os Ínes como sabem não são imputáveis).
Este Ínerro permitiu que o Relatório de Sustentabilidade da Segurança Social fosse feito com bases em valores irreais (Íneais), o que vem facilitar o já visível descalabro da Segurança Social.
Estamos em défice de natalidade desde, pelo menos, 1982. Até agora o que se tem feito é ir queimando as famílias, sobretudo através de um regime fiscal discriminatório que os penaliza por terem filhos. Os tais filhos de que o país precisa para progredir e equilibrar o seu edifício social.
Pior que baratas tontas.
Aguarda-se pois que estas instituições comecem a funcionar e nos digam que estratégias têm para permitir que as famílias e os casais possam, finalmente, optar por ter os filhos que entendem, sem serem castigados por isso.
