domingo, dezembro 03, 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
Gripe sasonal - informação divulgada pela Direcção Geral deSaúde

O agente da gripe - vírus influenza ? transmite-se através das secreções respiratórias e provoca elevada mortalidade e grande morbilidade. [Os espiros e a tosse, mesmo o simples falar ou gritar, expelem milhares de vírus, a velocidades que rondam os 100 Km/hora, a distâncias que podem atingir os 15 metros.]
Como as crianças tendem a eliminar o vírus durante mais tempo que os adultos são grandes disseminadores do vírus na comunidade. [Os locais onde se concentram crianças, sobretudo se o espaço for pequeno, ou não arejado (salas de aula, transportes, festas, salas de espera ...), são locais priveligiados de contágio, através do ar que se respira, ou do contacto com as mãos e a cara (beijos, por exemplo)]
É uma infecção que atinge todas as idades, em especial, as pessoas com mais de 65 anos e/ou doentes crónicos. Manifesta-se de forma súbita com febre, tosse não produtiva, mal-estar , vulgar tríade ["tríade" significa conjunto de três, neste caso, de três sintomas juntos: febre, tosse e dores musculares / mal-estar geral]) entre outras queixas.
Prevenir é melhor que remediar. Vacina e higiene [lavar as mãos com frequência, sobretudo as dos mais novos, evitar tossir ou respirar perto de outros, usar lenços descartáveis para se assoar, não cumprimentar, seja com a mão, seja com beijo] são elementos-chave.
As pessoas, segundo grupos de risco definidos pela DGS, devem fazer a vacina para a gripe, a partir de Outubro. Em especial, os idosos.
A higiene pessoal e dos locais de lazer e de trabalho, a lavagem frequente das mãos com água e sabão (ou toalhetes) e quando espirrar ou tossir proteger a boca com lenço de papel (deite nos sanitários onde serão descarregados) ou com o antebraço - não utilize as mãos ? são medidas essenciais.
Evite mudanças de temperatura e não se abafe demasiado.
[Não existe prova de que o frio aumente a probabilidade de adoecer; o que acontece é que com o abaixamento da temperatura, as pessoas tendem a grupar-se mais, e em locais menos arejados...]
Com sintomas, faça distanciamento social: fique em casa, em repouso, evite o contacto próximo com outras pessoas, para impedir o contágio. [Esta é a ÚNICA medida que resulta do ponto de vista da prevenção, do contágio e das epidemias] [Em épocas de surtos epidémicos, todos os locais onde se aglomeram pessoas são perigosos, incluindo os hipermercados, e as farmácias...] [Qualquer pessoa com febre, criança ou adulto, é um perigo potencial.]
Vá ao serviço de urgência, se estritamente necessário. [Não existe cura, nem tratamento para eliminar o vírus; a função do médico é apenas prescrever medicamentos de conforto, e recomendar as medidas aqui enunciadas] ou ligue 808 211 311 ou 808 242 424 (crianças).
[Telefonar é mais seguro do que sair de casa,visto que no caminho para os serviços, e dentro dos próprias instituições existe um risco elevado de contágio, ou até de re-contágio]
Beba muitos líquidos - água e sumos de fruta ? e coma o que mais lhe apetecer.
Pela sua e pela nossa saúde: cumpra estas recomendações ? e ajude a fazer cumprir.»
SG
segunda-feira, novembro 20, 2006
As 10 semanas, afinal serão 16! (E porque não outro número qualquer?)

«Um Esclarecimento que Tarda
Francisco Sarsfield Cabral
A Associação "Mulheres em Acção" acaba de enviar uma carta ao Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista colocando uma questão pertinente: afinal, que lei vai reger o aborto se o "Sim" vencer o próximo referendo?
A pergunta tem razão de ser, uma vez que o único Projecto de Lei apresentado pelo PS sobre esta matéria (há cerca de um ano) permite o aborto até às 16 semanas em caso de perigo de morte ou de grave lesão física ou psíquica da mulher grávida. E considera lícito o aborto, também até às 16 semanas, "por razões de natureza económica e social".
Como o PS ainda não modificou esta Proposta (se é que o vai fazer), será que ela irá ser votada no Parlamento e eventualmente aprovada pela maioria socialista? Ora a pergunta do referendo, já aprovada pelo Tribunal Constitucional, refere apenas a despenalização da interrupção voluntária da gravidez nas primeiras dez semanas.
Para que o debate prévio ao referendo seja sério e transparente é indispensável que o PS esclareça quanto antes esta questão. Vai manter a sua proposta, entrando em colisão com a pergunta do referendo? Irá modificá-la? Como?
Tem a palavra o PS.»
(Em infovitae e também em Mais Vida, Mais Família.
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quinta-feira, novembro 16, 2006
It's the money, stupid!

Costuma dizer-se que o dinheiro não tem cor. Também este "negócio" não tem cor, nem sequer no mero cumprimento formal da "lei" que o autoriza.
Em Barcelona, um par de jornalistas descobriu o que muitos já sabiam: a lei é um mero pretexto para a fachada do negócio. A jornalista descobriu que mesmo com 7 meses de gravidez, a instituição nem piscava: um cliente é um cliente, assim reza a cartilha liberal. E por que não? Que diferença faz um homicídio numa data ou noutra qualquer? Se o "problema" é a gravidez, não a mulher grávida, elimina-se o "problema".
Aqui, no blogue do não.
sexta-feira, novembro 03, 2006
PNVD - partido holandês para a legalização da pedofilia
Norbert DeJonge é o secretário geral do PNVD, um partido holandês recém-formado. As siglas significam "amor, liberdade e diversidade".Em entrevista a um serviço noticioso afirma que não vê motivo pelo qual a pedofilia ou o bestialismo (que é legal na Holanda), sejam considerados ilegais, desde que a criança, ou o animal, demonstrem consentimento.
Um dos objectivos políticos imediatos é o abaixamento da idade de consentimento para ter relações sexuais para os 12 anos e, no futuro, que a lei não se pronuncie sobre qualquer limite etário, nesta questão.
Um pedido para a ilegalização deste partido, com base na protecção dos menores, foi recusado pelo tribunal em defesa da liberdade de expressão política.
A Holanda discute actualmente a despenalização da eutanásia em doentes mentais, que já é legal em menores de 12 anos.
quarta-feira, outubro 11, 2006
Faça o orçamento familiar
A Escola de Gestão AESE desafia as famílias portuguesas a mostrarem como fazem o seu orçamento«A AESE desafia-o a participar na elaboração do orçamento familiar
Você sabe quanto gasta? Conhece a estrutura da sua despesa? Sabe quais são as suas perspectivas financeiras?
As famílias tal como as empresas também entram em situação económica difícil.
A falta de liquidez condiciona também o desenvolvimento da economia.
A AESE lança esta reflexão no âmbito do ?Caso Portugal?. É com gestos e decisões simples, quotidianamente repetidos e multiplicados por muitos, que se cria a riqueza das famílias e se garante a sustentabilidade o País.
Esta nova visão da economia familiar leva a que também as famílias devam fazer o seu planeamento financeiro, elaborando o seu orçamento, racionalizando os seus gastos, actuando com mais eficiência no dia a dia e melhorando os seus investimentos.
Queremos colaborar na alteração dos comportamentos e contribuir para a melhoria da vida financeira das famílias e do País. Para isso é também importante a sua contribuição.
Aceite mais este desafio.
Contamos consigo e agradecemos antecipadamente a sua participação.
Esperamos a sua resposta até 21.Outubro
Poderá fazê-lo de duas maneiras:
acedendo à página do questionário clicando aqui ou
descarregando o ficheiro excel para o seu computador. Depois de preenchido enviá-lo para o endereço filomenagoncalves@aese.pt
A todos os participantes será apresentado o relatório sobre ?Economia Familiar?.
Os foguetes do costume!

Comunicado da APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
10 de Outubro de 2006
«Com o foguetório a que tem vindo a habituar os portugueses, o Primeiro-Ministro anunciou a nova reforma da Segurança Social, que inclui inevitáveis medidas de penalização das pensões dada a enorme distracção dos governos que temos tido nos últimos 30 anos.
A APFN não consegue compreender a afirmação do Primeiro-Ministro de que, através da nova reforma, está garantida a sustentabilidade da Segurança Social, uma vez que, em nada, introduz qualquer factor variável com a "evolução dramática da natalidade", muito bem referida por aquele no passado dia 27 de Abril!
O Primeiro-Ministro bem sabe que os cálculos da sustentabilidade da Segurança Social estão baseados no pressuposto grosseiro de que o índice sintético de natalidade vai evoluir dos actuais 1.4 para 2.0 em 2050!!!
Como? Alguém acredita? Ainda por cima agora, com um Ministro da Saúde obcecado em aumentar o número de abortos praticados pelo SNS para 20.000 por ano?
Daí, a insistência da APFN de que o "factor de sustentabilidade" entre em linha de conta com o número de filhos de cada pensionista, de modo a contemplar, não só o aumento da esperança de vida, como o contributo que cada cidadão deu para a sustentabilidade do sistema.
A carreira contributiva não é só em dinheiro. O nosso contributo em dinheiro é apenas para o sustento da geração anterior. É, principalmente, em filhos, que continuarão a pagar a Segurança Social, não só depois de nos reformarmos, mas, também, depois de morrermos! Como muito bem sabe, mas não quer dizer, são os filhos que sustentam a geração anterior!
Caso o "factor de sustentabilidade" não considere o número de filhos de cada pensionista, o Primeiro-Ministro arrisca-se seriamente a, dentro de cinco anos, ter que apanhar as canas dos foguetes que hoje lançou, para o que poderá contar com a inestimável experiência do actual Ministro do Trabalho e da Segurança Social, que era Secretário de Estado da Segurança Social quando o então Primeiro-Ministro, baseado nos estudos por ele dirigidos, também afirmou que a reforma que tinha feito iria durar 100 anos...
O actual projecto de reforma não é mais do que o apanhar das canas do então Primeiro-Ministro, coadjuvado pelo mesmo moço.»
quarta-feira, setembro 20, 2006
Feminismo em discussão

sexta-feira, setembro 01, 2006
TVer ou não
«Associação portuguesa de espectadores de televisão
Quando o senhor do telecomando perde o seu domínio
A programação televisiva desceu, nos últimos tempos, a níveis impensáveis. O tele-lixo é uma evidência diária, abundantemente servida sob a forma de novelas, concursos e outros sub-produtos. "o Consumidor" pediu uma opinião sobre a matéria à Associação Portuguesa de Espectadores de Televisão.
O telespectador "manipulado"
[...]
Audiência e qualidade
Surgem críticas aos sistemas de medição das audiências, sobre a sua credibilidade, ou antes, sobre a credibilidade merecida pela amostra escolhida para representar o "universo" dos telespectadores. Embora os dados de audimetria sejam de difícil compreensão pelo grande público, os especialistas de marketing fazem com que quantidade se confunda com qualidade. E assim se considera, que os programas são bons em função da aceitação pelo público. A multiplicidade de canais temáticos, por onde escolher, alterou as coisas. O comando a distância é um instrumento que, nascido para comodidade do espectador, se transformou num meio de seleccionar.
O espectador intermitente
É de notar que, um procedimento como este, é mais perigoso nas crianças. Nelas, o resultado desta mudança contínua dos programas transforma-se num vício de procura daqueles que mais lhes agradam, embora possam ser inconvenientes para a sua mentalidade ou moral. A contra-programação, que provoca uma falta de rigor no anúncio dos programas, levou a secção da imprensa a perder muito da sua credibilidade. E, assim, o telespectador prefere, especialmente no horário nobre ("prime time") fazer uma rápida passagem pelos canais e então escolher. Isto não acontece tanto, quando decide ver televisão noutro horário diferente do da noite. Então, é, de facto, mais selectivo e supõe ir ver o que quer, embora desiludido possa, também, mudar de canal, em vez de desligar ou dedicar-se a outra actividade, uma vez que, com frequência, incluem, numa qualquer ocasião, cenas de programas a que não desejaria assistir.
Fascínio ou falta de critério?
O espectador, por estas razões, é levado a este consumo indiscriminado de programas, pois a televisão, como tal, é uma tentação para pessoas pouco ocupadas ou com tendência para deixar passar o tempo a vê-la: são os espectadores passivos, capazes de "consumir" mais do que ver televisão. Ganham modos de falar e de comportamento mais próximos do modelo televisivo do que da realidade. Este espectador, manipulado ou forçado, transforma-se num consumidor indiscriminado de televisão, sem critério e sem espírito crítico. Este espectador, apanhado por uma visão feita de retalhos de televisão, com grande dificuldade escapará à sedução da face consumista da televisão. Não é novidade que a televisão é, além de outras coisas, um supermercado e uma escola de formas de vida. E cada vez mais!
Saber escolher
As televisões nem sempre são culpadas de todos os males. O saber escolher, o saber aquilo que se deve ou não ver, constitui uma obrigação da pessoa como espectador de televisão.
A racionalização do tempo de lazer é um bom caminho para não cair na armadilha que leva as pessoas a converterem-se em consumidores manipulados ou forçados da televisão.
Adaptação de um artigo de
José Angel Cortés, jornalista,
professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de
Navarra e especialista em programação televisiva, publicado em ACEPRENSA)»
quinta-feira, agosto 31, 2006
A Casa Fantasma (Monster House)

Em Portugal chama-se A Casa Fantasma.

Director: Gil Kenan. Guião: Dan Harmon, Rob Schrab, Pamela Pettler. Vozes de : Steve Buscemi, Maggie Gyllenhaal, Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke. Animação. 90 min. Class: Para todos.
Segundo a produtora, o filme estreará em Portugal, nestes locais, conforme o Público.
terça-feira, agosto 08, 2006
Fatal como os incêndios

Acaba de sair no Diário da República (Decreto-Lei 155/2006 ) a criação da CPPF (Comissão para a Promoção de Políticas de Família), e do CCF (Conselho Consultivo das Famílias).
Também foram divulgados os números de nascimentos, pelo INE (Instituto Nacional de Estatística). "Estatística", é um termo que tem a sua origem na palavra "estado". Os estados precisavam de saber com que linhas se cosiam, isto é, com quantos cidadãos contavam. Mas o nosso Estado ficou preguiçoso, e pouco esperto, e esqueceu-se disto. Por isso estamos neste estado, que é um lindo estado!
No ano de 2005 o número de cidadãos portugueses que nasceu continuou abaixo da linha de água. Isto é, continuamos sem atingir aquele mínimo de 110 mil bebés / ano que nos poupariam à bancarrota da Segurança Social, ao encerramento de escolas e maternidades, à desertificação do interior, à rotura social em relação aos idosos, etc., e coisa, e tal.
Acontece que neste nosso simpático canto português, o INE (ler [Íne] que soa mais de acordo com o aspecto) cometeu um EnOrMe erro de previsão (erro ou Ínedade?), erro mais uma vez confirmado por ele próprio com estes números. (É por isso que é um Íne; os Ínes como sabem não são imputáveis).
Este Ínerro permitiu que o Relatório de Sustentabilidade da Segurança Social fosse feito com bases em valores irreais (Íneais), o que vem facilitar o já visível descalabro da Segurança Social.
Estamos em défice de natalidade desde, pelo menos, 1982. Até agora o que se tem feito é ir queimando as famílias, sobretudo através de um regime fiscal discriminatório que os penaliza por terem filhos. Os tais filhos de que o país precisa para progredir e equilibrar o seu edifício social.
Pior que baratas tontas.
Aguarda-se pois que estas instituições comecem a funcionar e nos digam que estratégias têm para permitir que as famílias e os casais possam, finalmente, optar por ter os filhos que entendem, sem serem castigados por isso.
terça-feira, julho 25, 2006
A saga das fraldas (um épico europeu)

Comunicado da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
«Foi com uma enorme alegria que no passado dia 20 de Julho, dia do início do III Congresso Europeu de Famílias Numerosas, todas as associações europeias reunidas em Gyor, Hungria, foram pessoalmente notificadas pelo gabinete do Presidente da Comissão Europeia de que está em vias de solução satisfatória a questão do IVA das fraldas para bebés, conforme comunicado de imprensa desse gabinete que se anexa.
25 de Julho de 2006»
"No comments", quem fala assim não tem problemas de comunicação...
Mas é espantoso que por umas simples fraldas para bebés (que tanta falta fazem na UE) seja preciso tanto esforço.
Isto de ser família é cada vez mais para fuzileiros (na alma, pelo menos).
segunda-feira, junho 19, 2006
França ensaia discriminação positiva nas escolas superiores

A École Libre des Sciences Politiques ensaia a admissão de alunos provenientes de áreas socialmente problemáticas.
As escolas secundárias das chamadas zonas de educação prioritárias (ZEP), podem enviar os seus melhores alunos para esta famosa escola - conhecida como Science-Po - onde se formou grande parte da elite política e empresarial francesa. Estes alunos não têm que utrapassar o duríssimo exame de admissão, mas são admitidos após a apresentação de um trabalho, seleccionado e avaliado pela escola superior, e através de uma entrevista.
No ano de arranque, em 2001, dos 17 alunos que entraram mediante este procedimento, 15 já completaram os seus estudos.
O plano é experimental, tem a duração de 10 anos, e está sujeito a umprocesso apertado de avaliação. Para os críticos, que viam nisto um risco de abaixamento da qualidade do ensino, ou de violação do princípio da igualdade tão caro aos franceses, o Director da escola - Richard Descoings - afirma que "estes alunos demonstraram que estavam em igualdade de condições intelectuais com os seus colegas".
Para já, não parece que esteja em preparação nenhum plano para generalizar o modelo, mas outras escolas já tentam replicar o procedimento. Na Conferência de 2005, que reune as chamadas "Grandes Écoles", foi preparada a "Carta para a Igualdade de Oportunidades". Algumas destas escolas superiores (como a ESSE) aproximaram-se das escolas secundárias, mediante um sistema de tutoria semanal, com o objectivo de preparar os melhores alunos para a futura admissão. Mesmo que alguns destes alunos não consigam ser admitidos nesta escola, estarão em melhores condições para entrarem em qualquer outra universidade.
O próprio poder político anunciou um plano nacional para aumentar o número de bolsas destinadas a alunos que se preparam para pedir a admissão na universidade. Actualmente são 18% dos alunos, sendo que o objectivo é subir para 1/3. O debate sobre a escola e os modelos de escola continua, mas a França começa a pôr em causa o modelo igualitário, pela via dos maus resultados obtidos.
terça-feira, abril 11, 2006
Até as fraldas!!!

O Comissário Europeu Laszlo Kovács tem mostrado vontade de aumentar o IVA das fraldas para bebés.
Esta medida, além de discriminatória, porque penaliza em função da idade, está em contradição com as recomendações da Comissão Europeia no sentido de reduzir o défice de natalidade na Europa.
Até agora, apenas o eurodeputado português, José Ribeiro e Castro, do P. Popular Europeu, manifestou a sua oposição.
De facto, não só é necessário não continuar a esmagar o dia-a-dia das famílias europeias, como exigir que sejam reduzidas as taxas de IVA para TODOS os produtos e serviços destinados a crianças, a fim de aliviar fiscalmente as (cada vez menos) famílias que ainda vão tendo filhos.
A ELFAC - Confederação Europeia das Famílias Numerosas - já enviou o seu protesto ao Presidente da Comissão, Dr. José Barroso, e à Presidente do Intergrupo da Família e da Protecção da Infância, Sr.a Marie Panayotopoulos-Cassiotou.
segunda-feira, abril 03, 2006
São surdos (ou quê?)

Mas os nossos líderes são surdos e recusam-se a ver a realidade ... Castigam as famílias com filhos, impedem os casais de terem os filhos que desejam, e depois queixam-se do afundamento do "Estado Social" (será que sabem o que isso é?).
Se alguém lhes quiser fazer um favor, envia-lhes o endereço deste blog. Não é pelo blog, é pelos links dos posts - está lá tudo o que deviam saber sobre demografia, família e sustentabilidade do Estado Social.
sábado, março 11, 2006
Mulheres em cargos de direcção

Olhando mais de perto a questão, será que o problema é um preconceito em relação às mulheres, ou em relação à maternidade?
Numa sociedade que valoriza tão somente a produtividade imediata, ganha quem tem tempo disponível, quem não tem laços familiares, nem parentes a cargo...
A questão é, onde nos leva isto? A um mundo de discrminação feroz...
Mais do que igualdade, precisamos de equidade - empresas familarmente responsáveis, com políticas de parentalidade claras (idênticas para pais e mães ...), com regras, orçamentos e objectivos em torno da conciliação entre trabalho e família.
E, claro, governos que apoiem estas empresas.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
"Não compete à medicina fazer filhos sem pai"

No que toca a adopções, a maioria dos membros da comissão inclina-se pela sua reserva aos pares casados, porque garantem mais estabilidade. Na mesma linha, recusam as "barrigas de aluguer", e reservam a fecundação artificial aos casais de homem e mulher com relações estáveis. A filosofia da recomendação é considerar que esta é uma técnica para tentar ultrapassar problemas médicos, e não um recurso para satisfazer um putativo "direito" ao filho.
A comissão descarta a possibilidade de pares adoptantes do mesmo sexo, bem como do casamento homossexual: "não estamos aqui para satisfazer as reivindicações dos adultos. O foco das nossas propostas é o interesse das crianças". "Não antevemos senão duas posições coerentes: ou se autoriza o casamento, e então a adopção está consequentemente favorecida; ou não se autoriza a adopção, e portanto, coerentemente, não se autoriza o casamento."
"A legislação não é obrigada a sustentar uma reivindicação que está afastada da realidade biológica, e que não é conforme à verdade da concepção daquela criança."
Em Portugal a discussão pública poderá eventualmente surgir se os cidadãos quiserem
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
MOVEndo mais

Comunicado do MOVE
É com grande preocupação que o MOVE recorda que o Ministério da Educação optou por "guardar numa gaveta" o parecer elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), orgão representativo das várias entidades que agem na nossa sociedade em torno da educação, decidindo dar "carta branca" ao Grupo de Trabalho do Prof Daniel Sampaio (GTES), grupo marcadamente parcial.
Quanto à distribuição gratuita de preservativos:
- Como já afirmámos, trata-se de uma medida contemplada na lei sobre a ES nas escolas (lei 120/99), uma lei cuja revogação o MOVE exige desde o princípio. Além disso, a implementação depende, de acordo com a lei, de uma "decisão dos orgãos directivos ouvidas as respectivas associações de pais e alunos". Existem avaliações internacionais de acções semelhantes, concluindo que a distribuição de preservativos não é eficiente na diminuição de gravidez adolescente e de DSTs. Pelo contrário, esses estudos registaram um aumento do número de jovens sexualmente activos após estas acções.
- O MOVE alerta para o facto de as crianças e jovens portugueses não poderem ser utilizados em experiências sociais, especialmente quando já existem avaliações negativas de experiências semelhantes.
Quanto à criação de gabinetes de apoio no ensino secundário:
- Até agora, estes gabinetes de apoio têm sido propostos como uma alternativa aos Pais no aconselhamento sobre questões de sexualidade a prestar aos jovens, afastando os próprios Pais. Mais uma vez, informamos que existem estudos que concluem ser fundamental a participação activa dos pais no desenvolvimento afectivo-sexual dos seus filhos.
- Nas medidas agora propostas defende-se que os jovens a partir dos 15 anos iniciam um processo de autonomização ao qual é preciso dar resposta. O MOVE não compreende como é que se considera que um jovem dessa idade tem capacidade e maturidade para tomar decisões sobre a sua vida sexual, quando tem que pedir aos Pais ou Encarregados de Educação que lhe assinem a justificação de uma falta dada na escola. Faltar a uma aula é tão importante que tem que ser do conhecimento dos Pais, mas decidir se começa a ter vida sexual activa ou que tipo de contraceptivo usar é uma decisão na qual os Pais não têm nada a dizer!
- Como é que se pode considerar que um professor, um técnico de saúde ou um aluno universitário têm mais capacidade que os Pais para ouvir os nossos filhos (a partir dos 15 anos) e fazer-lhes uma proposta a curto, médio e longo prazo que vise a sua realização como pessoa?
Assistimos também a um forte apoio destas medidas por parte da direcção da Confap. O presidente da Confap, Dr. Albino Almeida, consegue estar uma hora na televisão a justificar a eficácia destas medidas por causa dos seus "orfãos de pais vivos?. Terá este senhor uma ideia muito deturpada da realidade portuguesa, quando consegue defender medidas de ataque às famílias portuguesas em prol dum grupo felizmente minoritário.
Não deixa de ser curioso ver o presidente da Confederação das Associações de Pais a defender medidas de afastamento desses mesmos Pais! O MOVE propõe que o Dr. Albino Almeida se dedique antes a ler mais, a estudar mais e a ouvir mais, de modo a resolver os problemas dos "orfãos de pais vivos" sem estragar os filhos de todos os outros pais.
O MOVE relembra os orgãos de comunicação social que se referem à CONFAP como "os pais" de que incorrem numa grande mentira: existem milhares de Pais portugueses, representados pela nossa petição, que não reconhecem qualquer representatividade à CONFAP!
O MOVE não pode deixar de alertar os Pais portugueses para uma realidade: nenhuma confederação nem nenhuma associação de Pais estão mandatadas para decidir sobre o tipo de educação que queremos para os nossos filhos. Os Pais têm que dirigir-se às escolas dos seus filhos e manter-se a par de tudo o que for decidido sobre a Educação Sexual, colaborando sempre que considerarem necessário e dizendo não sempre que tal se justifique. Só assim se conseguirá assegurar uma relação Escola-Pais que promova o bem-estar dos seus alunos e filhos. Neste momento, sabemos estarem prontas ou já terem sido enviadas para escolas, propostas de modelos de Educação para a saúde cuja orientação em muito se assemelha à dos manuais e modelos denunciados em Maio de 2005, na sua maioria elaborados e implementados pela Associação para o Planeamento Familiar (APF), com o apoio da CONFAP.
O MOVE apela à Sra Ministra da Educação e ao GTES que, em vez de lançarem medidas avulsas, se dediquem a:
- analisar estudos internacionais que contemplam experiências e acções, já efectuadas e avaliadas, com objectivos semelhantes aos que agora se anunciam, retirando daí conclusões honestas e importantes para a definição de quaisquer modelos que venham a propôr às famílias portuguesas, Pais e Filhos
- propôr parâmetros gerais de estruturação de modelos/planos de trabalho a aplicar nas escolas
- favorecer o papel dos Pais e Encarregados de Educação na elaboração dos referidos modelos, atribuindo prazos realistas para a sua intervenção
- explicitar os critérios de monitorização dos referidos modelos
- garantir o direito de cada pai escolher o que considera mais adequado para o seu filho.
Se está mandatado para esse efeito, é fundamental que o GTES proponha os objectivos e estrutura do modelo de Educação para a saúde, bem como os critérios de avaliação a serem aplicados. Não se efectua um trabalho sério ?às escuras?.
O MOVE reafirma as suas reivindicações fundamentais:
- Liberdade de escolha para os pais e consequente fim da interdisciplinaridade. Apelamos ao Presidente da República, garante da Constituição, para que seja respeitado o direito de as crianças e jovens serem educadas pelos seus pais (e não nas suas costas)
- Fundamentação sólida do quadro técnico-científico em que se baseiam as propostas de educação sexual das escolas.
- Existência de mecanismos de avaliação dos efeitos de cada uma das intervenções.
O DIREITO DE ESCOLHA SOBRE A EDUCAÇÃO DOS FILHOS CABE AOS PAIS!
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Movimento de Pais (MOVE) - Educação Sexual e Saúde Reprodutiva
COMUNICADO
O Plano de Trabalho deve:
Ainda segundo o Edital, cada Escola deverá fazer este Plano em articulação com as famílias dos seus alunos, no prazo de duas semanas.
2. O MOVE
3. Contudo o MOVE não pode deixar de estranhar que
4. Relembramos que:
* na audiência que o MOVE teve com a Sra Ministra, foi garantido um total respeito pelos projectos apresentados, salvo se se provassem inadequados para atingir os objectivos pré-estabelecidos.
Aos Pais, alertamos, mais um vez, para que indaguem junto das escolas dos vossos filhos se está ou não a ser elaborado um Plano de Trabalho a apresentar, garantindo a articulação imprescindível com os Pais e Encarregados de Educação.
9 de Fevereiro de 2006,
Pelo
terça-feira, janeiro 24, 2006
Desvantagens na escolarização precoce

A escolarização infantil permite desenvolver melhor as capacidades cognitivas, mas em contrapartida os problemas de comportamento parecem aumentar, mesmo em famílias consideradas estáveis. Um estudo em 14 mil crianças, do ensino pré-escolar, realizado pela Universidade de Berkeley, nos EUA, chama a atenção para o risco da aplicação cega da escolarização precoce. "Influência da escolarização infantil no desenvolvimento das crianças: quanto é demais?" (The Influence of Preschool Centers on Children's Development Nationwide - How Much is Too Much?)
Da autoria do Professor Bruce Fuller, o estudo fala da "supressão do desenvolvimento social e emocional" como consequência da escolarização precoce.
Enquanto as competências para ler, ou realizar operações matemáticas, aumentam com a escolarização iniciada pelos 2 a 3 anos de idade, o desenvolvimento social e emocional pioram tanto mais, quanto mais cedo se inicia a escola. A questãol evantada pelo estudo é a de que não é possível continuar a pensar na escolarização precoce apenas como algo desejável, porque os "efeitos secundários" são de ponderar. Por outro lado, verifica-se neste trabalho, que o fosso de desenvolvimento entre crianças oriundas de famílias com grande disparidade económica e social, não se estreitou.
Texto completo aqui.