
quarta-feira, setembro 20, 2006
Feminismo em discussão

sexta-feira, setembro 01, 2006
TVer ou não
«Associação portuguesa de espectadores de televisão
Quando o senhor do telecomando perde o seu domínio
A programação televisiva desceu, nos últimos tempos, a níveis impensáveis. O tele-lixo é uma evidência diária, abundantemente servida sob a forma de novelas, concursos e outros sub-produtos. "o Consumidor" pediu uma opinião sobre a matéria à Associação Portuguesa de Espectadores de Televisão.
O telespectador "manipulado"
[...]
Audiência e qualidade
Surgem críticas aos sistemas de medição das audiências, sobre a sua credibilidade, ou antes, sobre a credibilidade merecida pela amostra escolhida para representar o "universo" dos telespectadores. Embora os dados de audimetria sejam de difícil compreensão pelo grande público, os especialistas de marketing fazem com que quantidade se confunda com qualidade. E assim se considera, que os programas são bons em função da aceitação pelo público. A multiplicidade de canais temáticos, por onde escolher, alterou as coisas. O comando a distância é um instrumento que, nascido para comodidade do espectador, se transformou num meio de seleccionar.
O espectador intermitente
É de notar que, um procedimento como este, é mais perigoso nas crianças. Nelas, o resultado desta mudança contínua dos programas transforma-se num vício de procura daqueles que mais lhes agradam, embora possam ser inconvenientes para a sua mentalidade ou moral. A contra-programação, que provoca uma falta de rigor no anúncio dos programas, levou a secção da imprensa a perder muito da sua credibilidade. E, assim, o telespectador prefere, especialmente no horário nobre ("prime time") fazer uma rápida passagem pelos canais e então escolher. Isto não acontece tanto, quando decide ver televisão noutro horário diferente do da noite. Então, é, de facto, mais selectivo e supõe ir ver o que quer, embora desiludido possa, também, mudar de canal, em vez de desligar ou dedicar-se a outra actividade, uma vez que, com frequência, incluem, numa qualquer ocasião, cenas de programas a que não desejaria assistir.
Fascínio ou falta de critério?
O espectador, por estas razões, é levado a este consumo indiscriminado de programas, pois a televisão, como tal, é uma tentação para pessoas pouco ocupadas ou com tendência para deixar passar o tempo a vê-la: são os espectadores passivos, capazes de "consumir" mais do que ver televisão. Ganham modos de falar e de comportamento mais próximos do modelo televisivo do que da realidade. Este espectador, manipulado ou forçado, transforma-se num consumidor indiscriminado de televisão, sem critério e sem espírito crítico. Este espectador, apanhado por uma visão feita de retalhos de televisão, com grande dificuldade escapará à sedução da face consumista da televisão. Não é novidade que a televisão é, além de outras coisas, um supermercado e uma escola de formas de vida. E cada vez mais!
Saber escolher
As televisões nem sempre são culpadas de todos os males. O saber escolher, o saber aquilo que se deve ou não ver, constitui uma obrigação da pessoa como espectador de televisão.
A racionalização do tempo de lazer é um bom caminho para não cair na armadilha que leva as pessoas a converterem-se em consumidores manipulados ou forçados da televisão.
Adaptação de um artigo de
José Angel Cortés, jornalista,
professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de
Navarra e especialista em programação televisiva, publicado em ACEPRENSA)»
quinta-feira, agosto 31, 2006
A Casa Fantasma (Monster House)

Em Portugal chama-se A Casa Fantasma.

Director: Gil Kenan. Guião: Dan Harmon, Rob Schrab, Pamela Pettler. Vozes de : Steve Buscemi, Maggie Gyllenhaal, Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke. Animação. 90 min. Class: Para todos.
Segundo a produtora, o filme estreará em Portugal, nestes locais, conforme o Público.
terça-feira, agosto 08, 2006
Fatal como os incêndios

Acaba de sair no Diário da República (Decreto-Lei 155/2006 ) a criação da CPPF (Comissão para a Promoção de Políticas de Família), e do CCF (Conselho Consultivo das Famílias).
Também foram divulgados os números de nascimentos, pelo INE (Instituto Nacional de Estatística). "Estatística", é um termo que tem a sua origem na palavra "estado". Os estados precisavam de saber com que linhas se cosiam, isto é, com quantos cidadãos contavam. Mas o nosso Estado ficou preguiçoso, e pouco esperto, e esqueceu-se disto. Por isso estamos neste estado, que é um lindo estado!
No ano de 2005 o número de cidadãos portugueses que nasceu continuou abaixo da linha de água. Isto é, continuamos sem atingir aquele mínimo de 110 mil bebés / ano que nos poupariam à bancarrota da Segurança Social, ao encerramento de escolas e maternidades, à desertificação do interior, à rotura social em relação aos idosos, etc., e coisa, e tal.
Acontece que neste nosso simpático canto português, o INE (ler [Íne] que soa mais de acordo com o aspecto) cometeu um EnOrMe erro de previsão (erro ou Ínedade?), erro mais uma vez confirmado por ele próprio com estes números. (É por isso que é um Íne; os Ínes como sabem não são imputáveis).
Este Ínerro permitiu que o Relatório de Sustentabilidade da Segurança Social fosse feito com bases em valores irreais (Íneais), o que vem facilitar o já visível descalabro da Segurança Social.
Estamos em défice de natalidade desde, pelo menos, 1982. Até agora o que se tem feito é ir queimando as famílias, sobretudo através de um regime fiscal discriminatório que os penaliza por terem filhos. Os tais filhos de que o país precisa para progredir e equilibrar o seu edifício social.
Pior que baratas tontas.
Aguarda-se pois que estas instituições comecem a funcionar e nos digam que estratégias têm para permitir que as famílias e os casais possam, finalmente, optar por ter os filhos que entendem, sem serem castigados por isso.
terça-feira, julho 25, 2006
A saga das fraldas (um épico europeu)

Comunicado da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
«Foi com uma enorme alegria que no passado dia 20 de Julho, dia do início do III Congresso Europeu de Famílias Numerosas, todas as associações europeias reunidas em Gyor, Hungria, foram pessoalmente notificadas pelo gabinete do Presidente da Comissão Europeia de que está em vias de solução satisfatória a questão do IVA das fraldas para bebés, conforme comunicado de imprensa desse gabinete que se anexa.
25 de Julho de 2006»
"No comments", quem fala assim não tem problemas de comunicação...
Mas é espantoso que por umas simples fraldas para bebés (que tanta falta fazem na UE) seja preciso tanto esforço.
Isto de ser família é cada vez mais para fuzileiros (na alma, pelo menos).
segunda-feira, junho 19, 2006
França ensaia discriminação positiva nas escolas superiores

A École Libre des Sciences Politiques ensaia a admissão de alunos provenientes de áreas socialmente problemáticas.
As escolas secundárias das chamadas zonas de educação prioritárias (ZEP), podem enviar os seus melhores alunos para esta famosa escola - conhecida como Science-Po - onde se formou grande parte da elite política e empresarial francesa. Estes alunos não têm que utrapassar o duríssimo exame de admissão, mas são admitidos após a apresentação de um trabalho, seleccionado e avaliado pela escola superior, e através de uma entrevista.
No ano de arranque, em 2001, dos 17 alunos que entraram mediante este procedimento, 15 já completaram os seus estudos.
O plano é experimental, tem a duração de 10 anos, e está sujeito a umprocesso apertado de avaliação. Para os críticos, que viam nisto um risco de abaixamento da qualidade do ensino, ou de violação do princípio da igualdade tão caro aos franceses, o Director da escola - Richard Descoings - afirma que "estes alunos demonstraram que estavam em igualdade de condições intelectuais com os seus colegas".
Para já, não parece que esteja em preparação nenhum plano para generalizar o modelo, mas outras escolas já tentam replicar o procedimento. Na Conferência de 2005, que reune as chamadas "Grandes Écoles", foi preparada a "Carta para a Igualdade de Oportunidades". Algumas destas escolas superiores (como a ESSE) aproximaram-se das escolas secundárias, mediante um sistema de tutoria semanal, com o objectivo de preparar os melhores alunos para a futura admissão. Mesmo que alguns destes alunos não consigam ser admitidos nesta escola, estarão em melhores condições para entrarem em qualquer outra universidade.
O próprio poder político anunciou um plano nacional para aumentar o número de bolsas destinadas a alunos que se preparam para pedir a admissão na universidade. Actualmente são 18% dos alunos, sendo que o objectivo é subir para 1/3. O debate sobre a escola e os modelos de escola continua, mas a França começa a pôr em causa o modelo igualitário, pela via dos maus resultados obtidos.
terça-feira, abril 11, 2006
Até as fraldas!!!

O Comissário Europeu Laszlo Kovács tem mostrado vontade de aumentar o IVA das fraldas para bebés.
Esta medida, além de discriminatória, porque penaliza em função da idade, está em contradição com as recomendações da Comissão Europeia no sentido de reduzir o défice de natalidade na Europa.
Até agora, apenas o eurodeputado português, José Ribeiro e Castro, do P. Popular Europeu, manifestou a sua oposição.
De facto, não só é necessário não continuar a esmagar o dia-a-dia das famílias europeias, como exigir que sejam reduzidas as taxas de IVA para TODOS os produtos e serviços destinados a crianças, a fim de aliviar fiscalmente as (cada vez menos) famílias que ainda vão tendo filhos.
A ELFAC - Confederação Europeia das Famílias Numerosas - já enviou o seu protesto ao Presidente da Comissão, Dr. José Barroso, e à Presidente do Intergrupo da Família e da Protecção da Infância, Sr.a Marie Panayotopoulos-Cassiotou.
segunda-feira, abril 03, 2006
São surdos (ou quê?)

Mas os nossos líderes são surdos e recusam-se a ver a realidade ... Castigam as famílias com filhos, impedem os casais de terem os filhos que desejam, e depois queixam-se do afundamento do "Estado Social" (será que sabem o que isso é?).
Se alguém lhes quiser fazer um favor, envia-lhes o endereço deste blog. Não é pelo blog, é pelos links dos posts - está lá tudo o que deviam saber sobre demografia, família e sustentabilidade do Estado Social.
sábado, março 11, 2006
Mulheres em cargos de direcção

Olhando mais de perto a questão, será que o problema é um preconceito em relação às mulheres, ou em relação à maternidade?
Numa sociedade que valoriza tão somente a produtividade imediata, ganha quem tem tempo disponível, quem não tem laços familiares, nem parentes a cargo...
A questão é, onde nos leva isto? A um mundo de discrminação feroz...
Mais do que igualdade, precisamos de equidade - empresas familarmente responsáveis, com políticas de parentalidade claras (idênticas para pais e mães ...), com regras, orçamentos e objectivos em torno da conciliação entre trabalho e família.
E, claro, governos que apoiem estas empresas.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
"Não compete à medicina fazer filhos sem pai"

No que toca a adopções, a maioria dos membros da comissão inclina-se pela sua reserva aos pares casados, porque garantem mais estabilidade. Na mesma linha, recusam as "barrigas de aluguer", e reservam a fecundação artificial aos casais de homem e mulher com relações estáveis. A filosofia da recomendação é considerar que esta é uma técnica para tentar ultrapassar problemas médicos, e não um recurso para satisfazer um putativo "direito" ao filho.
A comissão descarta a possibilidade de pares adoptantes do mesmo sexo, bem como do casamento homossexual: "não estamos aqui para satisfazer as reivindicações dos adultos. O foco das nossas propostas é o interesse das crianças". "Não antevemos senão duas posições coerentes: ou se autoriza o casamento, e então a adopção está consequentemente favorecida; ou não se autoriza a adopção, e portanto, coerentemente, não se autoriza o casamento."
"A legislação não é obrigada a sustentar uma reivindicação que está afastada da realidade biológica, e que não é conforme à verdade da concepção daquela criança."
Em Portugal a discussão pública poderá eventualmente surgir se os cidadãos quiserem
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
MOVEndo mais

Comunicado do MOVE
É com grande preocupação que o MOVE recorda que o Ministério da Educação optou por "guardar numa gaveta" o parecer elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), orgão representativo das várias entidades que agem na nossa sociedade em torno da educação, decidindo dar "carta branca" ao Grupo de Trabalho do Prof Daniel Sampaio (GTES), grupo marcadamente parcial.
Quanto à distribuição gratuita de preservativos:
- Como já afirmámos, trata-se de uma medida contemplada na lei sobre a ES nas escolas (lei 120/99), uma lei cuja revogação o MOVE exige desde o princípio. Além disso, a implementação depende, de acordo com a lei, de uma "decisão dos orgãos directivos ouvidas as respectivas associações de pais e alunos". Existem avaliações internacionais de acções semelhantes, concluindo que a distribuição de preservativos não é eficiente na diminuição de gravidez adolescente e de DSTs. Pelo contrário, esses estudos registaram um aumento do número de jovens sexualmente activos após estas acções.
- O MOVE alerta para o facto de as crianças e jovens portugueses não poderem ser utilizados em experiências sociais, especialmente quando já existem avaliações negativas de experiências semelhantes.
Quanto à criação de gabinetes de apoio no ensino secundário:
- Até agora, estes gabinetes de apoio têm sido propostos como uma alternativa aos Pais no aconselhamento sobre questões de sexualidade a prestar aos jovens, afastando os próprios Pais. Mais uma vez, informamos que existem estudos que concluem ser fundamental a participação activa dos pais no desenvolvimento afectivo-sexual dos seus filhos.
- Nas medidas agora propostas defende-se que os jovens a partir dos 15 anos iniciam um processo de autonomização ao qual é preciso dar resposta. O MOVE não compreende como é que se considera que um jovem dessa idade tem capacidade e maturidade para tomar decisões sobre a sua vida sexual, quando tem que pedir aos Pais ou Encarregados de Educação que lhe assinem a justificação de uma falta dada na escola. Faltar a uma aula é tão importante que tem que ser do conhecimento dos Pais, mas decidir se começa a ter vida sexual activa ou que tipo de contraceptivo usar é uma decisão na qual os Pais não têm nada a dizer!
- Como é que se pode considerar que um professor, um técnico de saúde ou um aluno universitário têm mais capacidade que os Pais para ouvir os nossos filhos (a partir dos 15 anos) e fazer-lhes uma proposta a curto, médio e longo prazo que vise a sua realização como pessoa?
Assistimos também a um forte apoio destas medidas por parte da direcção da Confap. O presidente da Confap, Dr. Albino Almeida, consegue estar uma hora na televisão a justificar a eficácia destas medidas por causa dos seus "orfãos de pais vivos?. Terá este senhor uma ideia muito deturpada da realidade portuguesa, quando consegue defender medidas de ataque às famílias portuguesas em prol dum grupo felizmente minoritário.
Não deixa de ser curioso ver o presidente da Confederação das Associações de Pais a defender medidas de afastamento desses mesmos Pais! O MOVE propõe que o Dr. Albino Almeida se dedique antes a ler mais, a estudar mais e a ouvir mais, de modo a resolver os problemas dos "orfãos de pais vivos" sem estragar os filhos de todos os outros pais.
O MOVE relembra os orgãos de comunicação social que se referem à CONFAP como "os pais" de que incorrem numa grande mentira: existem milhares de Pais portugueses, representados pela nossa petição, que não reconhecem qualquer representatividade à CONFAP!
O MOVE não pode deixar de alertar os Pais portugueses para uma realidade: nenhuma confederação nem nenhuma associação de Pais estão mandatadas para decidir sobre o tipo de educação que queremos para os nossos filhos. Os Pais têm que dirigir-se às escolas dos seus filhos e manter-se a par de tudo o que for decidido sobre a Educação Sexual, colaborando sempre que considerarem necessário e dizendo não sempre que tal se justifique. Só assim se conseguirá assegurar uma relação Escola-Pais que promova o bem-estar dos seus alunos e filhos. Neste momento, sabemos estarem prontas ou já terem sido enviadas para escolas, propostas de modelos de Educação para a saúde cuja orientação em muito se assemelha à dos manuais e modelos denunciados em Maio de 2005, na sua maioria elaborados e implementados pela Associação para o Planeamento Familiar (APF), com o apoio da CONFAP.
O MOVE apela à Sra Ministra da Educação e ao GTES que, em vez de lançarem medidas avulsas, se dediquem a:
- analisar estudos internacionais que contemplam experiências e acções, já efectuadas e avaliadas, com objectivos semelhantes aos que agora se anunciam, retirando daí conclusões honestas e importantes para a definição de quaisquer modelos que venham a propôr às famílias portuguesas, Pais e Filhos
- propôr parâmetros gerais de estruturação de modelos/planos de trabalho a aplicar nas escolas
- favorecer o papel dos Pais e Encarregados de Educação na elaboração dos referidos modelos, atribuindo prazos realistas para a sua intervenção
- explicitar os critérios de monitorização dos referidos modelos
- garantir o direito de cada pai escolher o que considera mais adequado para o seu filho.
Se está mandatado para esse efeito, é fundamental que o GTES proponha os objectivos e estrutura do modelo de Educação para a saúde, bem como os critérios de avaliação a serem aplicados. Não se efectua um trabalho sério ?às escuras?.
O MOVE reafirma as suas reivindicações fundamentais:
- Liberdade de escolha para os pais e consequente fim da interdisciplinaridade. Apelamos ao Presidente da República, garante da Constituição, para que seja respeitado o direito de as crianças e jovens serem educadas pelos seus pais (e não nas suas costas)
- Fundamentação sólida do quadro técnico-científico em que se baseiam as propostas de educação sexual das escolas.
- Existência de mecanismos de avaliação dos efeitos de cada uma das intervenções.
O DIREITO DE ESCOLHA SOBRE A EDUCAÇÃO DOS FILHOS CABE AOS PAIS!
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Movimento de Pais (MOVE) - Educação Sexual e Saúde Reprodutiva
COMUNICADO
O Plano de Trabalho deve:
Ainda segundo o Edital, cada Escola deverá fazer este Plano em articulação com as famílias dos seus alunos, no prazo de duas semanas.
2. O MOVE
3. Contudo o MOVE não pode deixar de estranhar que
4. Relembramos que:
* na audiência que o MOVE teve com a Sra Ministra, foi garantido um total respeito pelos projectos apresentados, salvo se se provassem inadequados para atingir os objectivos pré-estabelecidos.
Aos Pais, alertamos, mais um vez, para que indaguem junto das escolas dos vossos filhos se está ou não a ser elaborado um Plano de Trabalho a apresentar, garantindo a articulação imprescindível com os Pais e Encarregados de Educação.
9 de Fevereiro de 2006,
Pelo
terça-feira, janeiro 24, 2006
Desvantagens na escolarização precoce

A escolarização infantil permite desenvolver melhor as capacidades cognitivas, mas em contrapartida os problemas de comportamento parecem aumentar, mesmo em famílias consideradas estáveis. Um estudo em 14 mil crianças, do ensino pré-escolar, realizado pela Universidade de Berkeley, nos EUA, chama a atenção para o risco da aplicação cega da escolarização precoce. "Influência da escolarização infantil no desenvolvimento das crianças: quanto é demais?" (The Influence of Preschool Centers on Children's Development Nationwide - How Much is Too Much?)
Da autoria do Professor Bruce Fuller, o estudo fala da "supressão do desenvolvimento social e emocional" como consequência da escolarização precoce.
Enquanto as competências para ler, ou realizar operações matemáticas, aumentam com a escolarização iniciada pelos 2 a 3 anos de idade, o desenvolvimento social e emocional pioram tanto mais, quanto mais cedo se inicia a escola. A questãol evantada pelo estudo é a de que não é possível continuar a pensar na escolarização precoce apenas como algo desejável, porque os "efeitos secundários" são de ponderar. Por outro lado, verifica-se neste trabalho, que o fosso de desenvolvimento entre crianças oriundas de famílias com grande disparidade económica e social, não se estreitou.
Texto completo aqui.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
3 em cada 10 alunos espanhóis abandonam a escola

São os resultados do estudo "Sistemas educativos europeus: crise ou transformação?": «existe uma escola de mínimos para o conjunto da população, mas estamos muito longe de ter uma escola de óptimos».
Enquanto na maioria dos países europeus 50 a 75% das pessoas, entre os 25 e os 65 anos, atingem o nível secundário, em Espanha não passam dos 40%.
Isto vem na sequência de outros estudos internacionais, como o PISA, em que em matemática 70% dos alunos de 15 anos têm resultados muito baixos. Se formos para os resultados bons, ou excelentes, só 8% dos alunos espanhóis os atingem, contra 14% da média da OCDE.
No topo dos bons resultados estão a Bélgica, a Holanda, a Finlândia e a Áustria.
Quando se trata de ler e entender «56% dos alunos não atingem os objectivos(...) e ficam em níveis equivalentes ao básico» e 21% têm competências tão precárias que «não conseguem utilizá-las, com o risco consequente de exclusão social».
O estudo conclui que o esforço financeiro desenvolvido não teve proporção nos resultados esperados e manifesta também preocupação pelos níveis de violência e conflitualidade nas escolas.
Em França, a presença da polícia nas escolas irá tornar-se permanente, e em Espanha, a questão está a ser equacionada, também no que se refere ao tráfico de droga nas escolas.
O relatório diz que se verifica que o êxito dos sistemas educativos se baseia na coesão social, nos sistemas de formação dos professores e no bom funcionamento dos centros escolares. Os melhores modelos são a Finlândia, a Holanda, a Bélgica e a Suécia; os piores, são Portugal, Grécia, Itália e Espanha.
segunda-feira, janeiro 16, 2006
mulher, mãe e ministra
A Ministra da Família do novo governo alemão é médica e mãe de sete filhos.Foi entrevistada pelo jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (27-12-2005):
«- Uma ministra com sete filhos é considerado, na Alemanha, como uma provocação.
-Para alguns, os muitos filhos que me foram dados são, efectivamente, uma provocação. Mas também há muitas pessoas que me dizem: "Que bom que haja ainda gente que vive esta experiência e, além disso, tenha um cargo político". Alguns comparam a sua situação, com a minha e afirmam: "Nós, com um ou dois filhos, também temos dificuldades".
A época mais difícil, para o meu marido e para mim, foram os começos da vida profissional como jovens médicos num hospital com urgencias nocturnas e diurnas. Tínhamos crianças pequenas que precisavam do nosso tempo e da nossa dedicação, e também a inexperiência de pais jovens, com ordenados modestos. Na altura, às vezes, sentía-me desesperada.
- Neste momento temos no governo quatro mulheres sem filhos, e a senhora, sozinha, tem a quota total das crianças. Não será isto um sinal de que é difícil conciliar a carreira profissional e os filhos?
- Temos um governo que reflecte a realidade da Alemanha. Em contraste com os outros países à nossa volta, não ter filhos, na Alemanha, não é considerado uma carência. Trata-se de uma febre cultural, gostava de deixar isto claro. Mas ao mesmo tempo, a renúncia aos filhos tornou-se na Alemanha um requisito para se ter uma carreira profissional brilhante. Isto é que constitui o verdadeiro drama.»
(...)
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Ter razão nem sempre é agradável

O Ministro das Finanças, no programa "Prós e Contras", da RTP, declara publicamente a insustentabilidade da Segurança Social. Aqueles que têm denunciado a política de avestruz rica que se tem praticado no país, tinham razão. Uma avestruz rica, além de não querer ver, não faz contas, como se viu pelo Relatório anexo ao Orçamento de 2006, dando razão aos que têm protestado contra as desastrosas políticas familiares que o país tem vindo a ter nos últimos 30 anos, e a que este Governo tem dado continuidade.
O que se temia, agora começa a ser realidade: estão em causa os alicerces do "Estado social".
Não sei que diga! Somos tão... tão... (burros?!). Há quanto tempo andamos a enganar-nos? Hoje não me apetece escrever mais. *%z&"!!
sexta-feira, janeiro 06, 2006
A profecia das rãs
"Prophétie des grenouilles"Realizador: Jacques-Rémy Girerd. Guião: Jacques-Rémy Girerd, Antoine Lanciaux, Iouri Tcherenkov. Desenhos animados. 90 min. Todos os públicos.
Ganhou o Urso de Crsital em 2004 no Festival de Berlim. É uma fábula bastante movimentada, a fazer lembrar o "Triunfo dos Porcos" de George Orwell. Faz parte de uma onda de renovação do cinema francês, iniciada com a saga "Kirikuru", do mesmo estúdio.
Esta abertura tem valido ao estúdio um enorme reconhecimento e a realização de obras de arte da animação mundial, vencedores do Cartoon D'Or (óscar para os melhores filmes de animação europeus) e candidato aos Óscares.»
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Há 108,7 idosos por cada 100 jovens até aos 14 anos

Há muito tempo que é assim:
«Portugal tem quase 1,8 milhões de residentes com 65 ou mais anos de idade. Dos 10,5 milhões de habitantes estimados para 31 de Dezembro de 2004, quase 772 mil tinham mais de 75 anos, inclusive. O número de idosos tem vindo a aumentar e a prova é o aumento do índice de envelhecimento.» (...)
«Daqui a 45 anos, a percentagem de população com 80 ou mais anos representará 10,2 por cento do total.» (...)
«Os indicadores do INE apontam para o aumento do número de famílias compostas por uma e duas pessoas e uma diminuição do número de famílias com três ou mais elementos. Em 2004, menos de 30 por cento das famílias residentes apresentava uma dimensão de mais de três pessoas.» (...)
Porquê?:
(...)
«LUSOS SEM AJUDA
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas critica a falta de incentivos às famílias e à natalidade. A APFN pretende a criação de um subsídio de nascimento de 400 euros, de um abono de 120 euros/mês por filho e da indexação das pensões ao número de filhos.
FISCALIDADE
As famílias numerosas pretendem que o Governo proceda a alterações ao nível da fiscalidade, pois os cidadãos só podem deduzir as despesas com os filhos quando há divorcio, diz Fernando Castro, presidente da APFN. A associação já se queixou ao Provedor de Justiça.
FRANÇA EXEMPLAR
O regime de Segurança Social francês é considerado exemplar. Há vários subsídios para as famílias, entre os quais o de nascimento (830 euros), o de base (166 euros por mês, até aos três anos) e o de início de aulas para os agregados desfavorecidos - 265 euros.» (...)
Há muito tempo que é assim, e o país inteiro paga(rá) por isto!
terça-feira, dezembro 27, 2005
Amor sem papeis?

Porque ao casar tento assegurar as condições mínimas para que o amor cresça. Como quem planta uma flor. Não espero que a flor simplesmente cresça, com as raízes ao ar ou dentro do pacote das sementes. Escolho as melhores condições para desfrutar da cor, do perfume e da visão da flor.
Sem compromisso? À experiência? Pode ser. Mas implica um esforço (desumano por vezes) para estar sempre em guarda, sem nunca saber com o que contar. Quando começarem as dificuldades, a tentação de desisitir será sempre muito forte.
É verdade que os papeis e as formalidades não são essenciais. Mas as grandes alegrias geralmente levam à festa, ao extravasar da alegria, a comunicar e divulgar a todos o que nos sucedeu.
É possível comprometer-me, para sempre, sem saber o que o futuro me reserva? Para apostar em alguém (é disso que se trata, não é?) é preciso algumas condições mínimas, práticas. Basta tentar imaginar que vamos viver com aquela pessoa, 24 horas por dia, para o resto das nossas vidas. Se a ideia não nos encanta, é melhor nem pensar no assunto. Tal como imaginar que os filhos vão ser parecidos com ela / ele ... Ou reflectir sobre o tipo de sexualidade que se deseja viver: a sexualidade impulsiva e caprichosa dificilmente poderá assegurar um casamento (depois de casados os caprichos tornar-se-ão piores...).
A este processo de escolha costuma chamar-se namoro...
Isto é:
primeiro, que pessoa é;
segundo, o que faz e como se comporta;
terceiro, o que promete e diz ( e que só tem valor se for concordante com o modo como se comporta).
Inspirado em
Tomás Melendo Granados
Catedrático de Filosofía
Universidad de Málaga
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Abertura à diferença
A partir dos resultados de investigações pluridisciplinares (biologia, antropologia, pedagogia, psiquiatria, psicologia...), a autora analisa os efeitos educativos das escolas que aplicam a educação diferenciada, isto é, que optaram por uma abordagem pedagógica diversificada para rapazes e raparigas, fugindo da imposição do modelo monocolor.Aumento do sucesso escolar, redução da violência de género, pacificação do ambiente na sala de aula: são dados que vão sendo questionados por Maria Calvo, Professora de Direito na Universidade de Madrid, mãe de quatro filhos. A autora propõe a existência e oferta, tanto de escolas de educação mista como diferenciada, como forma de fugir ao modelo único e personalizar a educação. Reflecte sobre as experiências em curso nos Estados Unidos, Suecia, Alemanha, Reino Unido, em torno à flexibilidade da oferta educativa.
152 páginas de leitura acessível. Ed. Almuzara (Córdova). 2005