
As questões da educação e do feminismo também são questionadas noutras latitudes.

"Que o meu filho não sofra, o que eu sofri, e tenha as comodidades que eu não tive" Quase todos os pais do mundo subscreveriam estas palavras. Evitemos o sofrimento inútil e procuremos facilitar a vida dos filhos.
Mas educar implica esforço, necessita do impulso para vencer a distãncia entre o que se é, e o que se deseja ser. O risco é confundir sofrimento com tudo o que requer algum esforço, ou significa suportar alguma contrariedade. Ou trocar o desejo de comodidade pela exigência de que a vida não tenha dificuldades.
Contrariedades e dificuldades são o tempero da vida de cada um, dos filhos também: precisamos de repensar o valor educativo destas palavras.
Não desejo que os meus filhos sofram? Evidentemente. Mas se lhes esconder o valor do esforço, serão incapazes de decidir por si próprios, quando chegar a altura. Outros decidirão por eles... Se tiverem todas as comodidades possíveis, adoecerão de medo e angústia sempre que encontrarem frustrações na vida.
Como vou conseguir que eles se esforcem?
Com bom senso, sem medos e sem seguidismos de modas: nem o sacrifício, nem as dificuldades causam depressões ou traumas. Costuma ser mais ao contrário...
(Miseravelmente plagiado de Josemanuel Tarrío Ocaña, em Piemsaunpoco.com)
O que é que dizem os pais e mães em relação à licença parental, por nascimento dos filhos: "eu gostava, mas...". O poder discricionário das empresas é enorme: são as promoções, os prémios, as facilidades de horário, as ameaças veladas, os contratos a prazo, etc. Mesmo em empresas do estado, quem tiver contrato individual (e cada vez serão mais) está em situação semelhante.

Se lerem o Orçamento de Estado para 2006 verificam que o Relatório sobre a Sustentabilidade da Segurança Social, isto é, o futuro (negro) do "Estado Social", é apresentado com base em dados surrealistas sobre a população residente (pág. 255 ). Se repararem nos dados que o Instituto Nacional de Estatística divulgou, verificam que apenas o cenário mais optimista (índice sintético de fecundidade de 2,0) foi considerado, ou seja, parte-se do princípio de que a população irá aumentar e rejuvenescer. Só não dizem como é que isso irá acontecer, porque é exactamente o inverso do que tem vindo a suceder.

